sábado, 30 de setembro de 2023

Caixinhas que “abraçam árvores” combatem desmatamento da Amazônia com IA

 Pequenas caixas equipadas com inteligência artificial (IA) estão sendo utilizadas como uma nova arma contra o desmatamento na Amazônia brasileira. Nomeadas de “curupiras”, em homenagem a uma criatura folclórica da floresta que caça caçadores e caçadores furtivos, essas caixas são equipadas com sensores e software treinados para “reconhecer os sons de motosserras e tratores, ou qualquer coisa que possa causar desmatamento”, conforme explica o gerente do projeto, Thiago Almeida.

Conforme relatado pelo Euronews, o projeto, que acaba de concluir sua fase piloto com 10 caixas protótipo fixadas em árvores numa área densamente florestada perto de Manaus, capital do estado do Amazonas, utiliza a IA treinada para prevenir o desmatamento ilegal.

“Gravamos o som de motosserras e tratores na floresta… e todos os sons coletados foram repassados para a equipe de IA treinar [o programa] para que… reconhecesse apenas esses sons e não os sons característicos da floresta, como animais, vegetação e chuva.”

Thiago Almeida

Como a inteligência artific
ial pode ajudar a combater o desmatamento na Amazônia

Ao identificar uma ameaça, os detalhes podem ser transmitidos para um ponto central e agentes podem ser enviados para lidar com a situação. “A vantagem desse sistema é que ele pode detectar um ataque… ou uma ameaça em tempo real”, afirma o pesquisador Raimundo Claudio Gomes, da Universidade Estadual do Amazonas, que está por trás do projeto.

Diferentemente dos dados de satélite, que revelam o desmatamento apenas após o fato, os “curupiras” podem detectar “quando a destruição começa”. Os sensores, que se assemelham a pequenos modems de internet, são, na verdade, sem fio e podem transmitir dados até um quilômetro via satélite para outros em uma rede.

Os primeiros resultados do projeto, financiado pela empresa brasileira Hana Electronics, têm sido “muito promissores”, diz Gomes. A equipe agora busca mais financiamento para adicionar centenas de sensores ao sistema, incluindo aqueles capazes de detectar fumaça e calor provenientes de incêndios florestais.

Gomes destaca que, ao contrário dos sistemas baseados em sensores de áudio já utilizados em outros países, o projeto de Manaus é relativamente barato, pois não requer grandes antenas para a transmissão de dados. Cada sensor custa entre R$ 1068 e R$ 1602 para ser fabricado.

A iniciativa surge em um contexto onde o desmatamento na Amazônia tem sido uma preocupação global, especialmente considerando que o antecessor de extrema-direita, Jair Bolsonaro, presidiu um aumento de mais de 75% no desmatamento anual médio da Amazônia em comparação com a década anterior. Os “curupiras” representam, assim, uma esperança tecnológica e ambiental na luta contra o desmatamento, unindo mitologia e tecnologia em prol da preservação da maior floresta tropical do mundo.


Fonte: Olhar Digital

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Um ano de falecimento de Ranzolin, família lança projeto em memória de um dos mais conhecidos nomes da mídia do RS

 Novo site conta a história deste ícone da narração com depoimentos de personalidades do futebol e completo acervo de narrações de gols

Nesta quinta-feira, 17/08, data em que completa 1 ano do falecimento de Armindo Antônio Ranzolin, entra no ar o projeto “Memória Ranzolin”, que busca preservar e divulgar a história do icônico narrador dos gaúchos, através de um completo acervo de narrações de gols. São 400 áudios de jogos da Dupla Grenal, Seleção Brasileira, Copa do Mundo, além de uma galeria de fotos, reportagens de coberturas marcantes e outros materiais.

Em Histórias Narradas, personalidades do futebol como Valdomiro, Elias Figueroa, Paulo Roberto Falcão, Renato Portaluppi, Yura e os colegas Lauro Quadros, Pedro Ernesto Denardin, Kenny Braga, João Carlos Belmonte e Antônio Carlos Macedo, entre outros, relembram momentos eternizados pela voz de um dos mais conhecidos nomes da mídia do Sul do Brasil. Como locutor esportivo, Ranzolin narrou pelo menos 140 clássicos Grenais e levou emoção a gremistas e colorados nos títulos do tricampeonato brasileiro do Inter (1975, 1976, 1979), primeiro Brasileirão do Grêmio (1981), Copa Libertadores e Mundial (1983). Testemunhou ainda a ascensão de Caxias e Juventude, bem como seis Copas do Mundo entre 1974 e 1994.

Apesar da identificação com o esporte, o jornalista Armindo Antônio Ranzolin (1937-2022) tem uma história que extrapola os gramados. A voz inconfundível está na lembrança dos ouvintes com quem dividiu a emoção de gols e outros fatos marcantes da vida nacional e mundial, transmitidos ao longo de cinco décadas pelas rádios Diário da Manhã (de Lages/SC), Difusora (hoje Bandeirantes), Farroupilha, Guaíba e Gaúcha, as quatro últimas de Porto Alegre/RS, nas quais foi locutor, comentarista, apresentador e diretor.

"O Pai sempre dizia que, quando se aposentasse, gostaria de escrever um livro contando histórias que viveu ao longo dos seus 50 anos de carreira, mas no fim, a memória começou a falhar e não foi possível. Então nós resolvemos que faríamos isso por ele, mas de um jeito ainda mais especial, não usando palavras e páginas, mas a própria voz dele, que tanto encantou torcedores e ouvintes e que, felizmente, estava muito bem guardada nos arquivos das rádios por onde ele passou”, destaca a jornalista e apresentadora do Jornal do Almoço Cristina Ranzolin, filha de Ranzolin.

“ A idéia é que o site e as postagens nas redes sociais sejam dinâmicas e recebam atualização constante. Há ainda muitos depoimentos de colegas da imprensa e muito material para ser adicionado. Interessante é que cada pessoa com quem conversamos para fazer o projeto trouxe algum elemento novo, fotos, áudios e vídeos. Agora, com o lançamento do site, penso que este fenômeno deve se multiplicar ainda mais”, acrescenta o filho, o advogado Ricardo Ranzolin.

O site memoriaranzolin.com.br contou com a participação dos amigos Flávio Dutra e Luciano Klöckner, fundamentais na construção deste Projeto que teve criação e produção de Bruno Chaise, design de Cauê Meneghelli e pesquisa de Ciro Götz e Marcello Campos. O projeto que tem apoio da Tramontina, não tem fins lucrativos, e qualquer renda será revertida para o Asilo Padre Cacique, instituição apoiada por Ranzolin. O site entra no ar no dia 17 de agosto e para que você, jornalista, conheça em primeira mão este conteúdo, criamos um login e senha especiais. Acesse memoriaranzolin.com.br/login e relembre bons momentos. E fique à vontade para baixar as fotos de sua preferência.

Fonte: Memória Ranzolin
Foto: Gilmar Fraga/RBS