quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

SAÚDE - Pesquisa da FURG aponta para disparidade étnico/racial na mortalidade por Covid-19

 Maiores taxas no Rio Grande do Sul foram entre indígenas e pretos, concluiu estudo

  

Uma pesquisa publicada recentemente por um grupo de pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da FURG apontou um cenário de disparidade étnico/racial nas mortes por Covid-19 no Brasil.

O estudo, orientado pelo professor Flavio Rodrigues, coletou os dados de mortes por Covid-19 no ano de 2020 do Portal da Transparência do Registro Civil de Óbitos de todos os estados brasileiros e suas respectivas capitais, com o objetivo de calcular as taxas de mortalidade por Covid-19 entre as diferentes etnias/raças. O estudo concluiu que as taxas de mortalidade por Covid-19 foram maiores entre não-brancos (pretos, pardos ou indígenas) em 25 unidades federativas e entre as capitais, 26 mostraram maiores taxas de mortalidade por Covid-19 entre não-brancos (a exceção foi a capital federal, Brasília).

O estudo apontou que as maiores taxas de mortalidade por Covid-19 no Estado do Rio Grande do Sul foram entre indígenas (138 mortes por 100 mil habitantes) e pretos (137,9 mortes por 100 mil habitantes). A taxa de mortalidade por Covid-19 entre brancos foi de 81,2 mortes por 100 mil habitantes (cerca de 40% menor que a taxa entre indígenas e pretos).

Na capital Porto Alegre, os dados foram ainda mais alarmantes e a taxa de mortalidade entre pretos foi de 312,3 mortes por 100 mil habitantes, muito superior à taxa de óbitos entre brancos (169,6 mortes por 100 mil habitantes).

Outro ponto crítico relevado pela pesquisa é a alta taxa de subnotificação da etnia/raça entre as mortes por Covid-19. A ausência de notificação da etnia/raça chegou a mais de 70% em alguns estados, como Bahia e Minas Gerais. "A subnotificação ou mau preenchimento de informações nas bases de dados governamentais é um importante vilão da consolidação de políticas públicas no país", aponta o professor Flavio Rodrigues. O professor destaca ainda que o governo, ainda no ano de 2022, retirou as ferramentas para extração dos dados de mortalidade por Covid-19 estratificados por raça/etnia do Portal da Transparência do Registro Civil. Esta ação prejudica a continuidade de estudos importantes sobre o tema, incluindo a avaliação das disparidades étnico-raciais no período pós-vacinação.

Outro dado trazido pelo estudo é o número de mortes em excesso (além do esperado) por Covid-19 entre não-brancos. Os pesquisadores calculam mais de 9,3 mil mortes em excesso entre não-brancos no ano de 2020, decorrentes da disparidade nas taxas de mortalidade, sendo a maior parte destas mortes em excesso nas capitais dos estados. No Estado do Rio Grande do Sul, o percentual de mortes além do esperado entre não-brancos ultrapassou 30%. As dimensões continentais do Brasil e as desigualdades socioeconômicas provavelmente exacerbam as disparidades étnico/raciais nas mortes por Covid-19. Entre as causas desta mortalidade superior entre não-brancos, estão o menor acesso a serviços de saúde, as condições de moradia mais precárias e uma maior exposição ao vírus.

É importante ressaltar que o governo brasileiro não priorizou ações para grupos étnicos mais vulneráveis e isto resultou em piores indicadores nessa população. O professor Flavio Rodrigues finaliza apontando que medidas governamentais urgentes são necessárias para reduzir a disparidade étnico-racial nos indicadores de saúde no Brasil.

A pesquisa resultou em um artigo, que foi publicado em um periódico internacional e pode ser acessado neste link.


Fonte - FURG


quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Eleições municipais em 2024 já movimentam dança das cadeiras

 As Prefeituras, no caso as administrações municipais, já estão movimentando a chamada dança das cadeiras. 

Os secretários que têm pretensões políticas no pleito de 24 estão sendo alocados em secretarias de maior visibilidade, como o caso de saúde, obras, educação.

Já os prefeitos terão depois das férias deste ano um árduo período de afirmação de suas promessas de campanhas, já que em 2024 o orçamento não pode dispor de mais recursos do que em 2023, por ser ano eleitoral nada pode ser gasto a mais, por conta do TCE e TCU e da Lei Eleitoral e a de Responsabilidade Fiscal.

Portanto, o "brete" está apertando para os prefeitos, a hora é do tudo ou nada, para quem quer se reeleger é a hora derradeira para poder colocar seus nomes novamente à disposição das suas comunidades.


Gilberto Machado está na Rádio Máxima FM 107.5

Desde dezembro de 2022 Gilberto Machado é o mais novo contratado da Rádio Máxima FM

O profissional é locutor, repórter, narrador esportivo e consultor comercial.

Gilberto iniciou no rádio no final do ano de 1993. Tendo carteira assinada na área desde 1994.

Com formação em Letras/Espanhol e Pós-graduação em Gestão Estratégica de Pessoas, além de diversos treinamentos nas áreas de educação, rádio e vendas de publicidade e de matrículas. Com atividades comerciais e administrativas nas faculdades FAEL e CESURG em Sarandi/RS.



terça-feira, 22 de novembro de 2022

Estado assina convênio com hospital de Sarandi de R$ 3 milhões e ESF Vicentinos recebe selo Bronze da rede Bem Cuidar

 A Secretária Estadual da Saúde, Arita Bergmann, esteve  em Sarandi, dia 22.11, 


Com a presença de autoridades locais, a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, assinou na terça-feira (22/11) o convênio entre o Estado e o Hospital Comunitário de Sarandi para a obra de construção do primeiro pavimento do Pronto Atendimento. O valor do convênio é de R$ 3 milhões, oriundo do programa Avançar na Saúde.


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- - Foto: José Luís Zasso/Divulgação SES

A secretária Arita reforçou a importância dos municípios no atendimento à saúde e parabenizou o Hospital pela conquista. "Temos obras de reforma e ampliação em dez cidades da região, nosso foco é valorizar os hospitais e os municípios que realizam ações em prol da população", disse a secretária.


O prefeito de Sarandi, Nilton Debastiani, também destacou o apoio recebido do governo do Estado. "Escolhemos governar para quem mais precisa e para isso temos tido o apoio da Secretaria Estadual de Saúde", reconheceu o prefeito.


O mesmo reconhecimento foi feito pelo presidente do Hospital Comunitário de Sarandi, Ulisses Afonso Toazza. "Somos um hospital que atende de 80% a 90% pelo SUS e esse apoio e reconhecimento aos hospitais filantrópicos é fundamental para manter o atendimento à população", salientou o presidente. Ele foi acompanhado pela assessora administrativa Zélia Pereira de Oliveira, que disse que esse foi o maior reconhecimento que o Hospital recebeu desde a inauguração na década de 1980.


UBS Amiga do Idoso

Durante a solenidade, também aconteceu a entrega do Selo Bronze para as unidades básicas de Saúde (UBS) da 15º CRS.


O selo é conferido às UBSs que se destacam por desenvolver ações direcionadas à promoção do envelhecimento saudável e instituir percursos nas redes de atenção e proteção às pessoas idosas.


Representando os prefeitos dos municípios que receberam o selo, Aldomir Cantoni, de Rondinha, parabenizou as equipes no atendimento aos idosos e a Secretaria de Saúde por valorizar o trabalho desenvolvido nos municípios. A visão municipalista também foi destacada pelo secretário executivo do Conselho das Secretarias Municipais do RS (Cosems/RS), Diego Espíndola. "Reconhecer as dificuldades da população idosa e com isso melhorar a qualidade de vida dessa população é fundamental", reforçou Diego.


UBSs que receberam o Selo Bronze


Barra Funda – Posto de Saúde Barra Funda

Braga – Centro Municipal de Saúde

Gramado dos Loureiros – Unidade Básica de Saúde de Gramado dos Loureiros

Nova Boa Vista – Unidade Básica de Saúde de Nova Boa Vista

Novo Xingu – Posto de Saúde Novo Xingu

Ronda Alta – Unidade Básica de Saúde ESF 1

Rondinha – Posto de Saúde Rondinha

Sagrada Família – ESF I Sagrada Família Sede

São Pedro das Missões – Unidade Básica de Saúde São Pedro das Missões

Sarandi – ESF II Bairro Vicentinos

Trindade do Sul – Unidade Básica de Saúde Central Trindade do Sul


POR JOSÉ LUÍS ZASSO

Natal Sonho e Luz com inovações na iluminação em 2022

 Realizado em Sarandi há mais de 30 anos com a iluminação do Palácio Dr. Mário Azambuja e com a presença de centenas de pessoas no largo da praça Presidente Vargas, na noite de quinta-feira, 17 de novembro.

Com presenças das principais autoridades do Executivo e vereadores, a presidente da ACISAR, Cláudia Ferronato Pasquali, fez seu pronunciamento seguido do vice-prefeito Reinaldo A. Nicola e do prefeito Nilton Debastiani, que declarou aberto o Natal, com a contagem regressiva junto com o público presente.

Depois das luzes acesas a Orquestra Oclaje, de Lajeado encantou com músicas de todos os tempos e os principais temas natalinos.

O papai Noel apareceu de dim-dim e conduziu o público até a praça para a abertura de “sua casa”.