terça-feira, 16 de junho de 2015

Guimarães Rosa



“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” 
(ROSA, Guimarães. Grande sertão: veredas)




  Guimarães Rosa foi um diplomata brasileiro que viveu em diversas embaixadas começou a publicar suas obras após os seus 37 anos por achar que somente aí seus textos eram “maduros” o suficiente.
  O mineiro apesar de não ser um regionalista e escrever com variações da língua, usando bem a gramática, sintaxe e outras formas, num minucioso trabalho na linguagem, teve em seu maior expoente literário a obra “Grande Sertão: veredas” que conta a história de um homem nativo e que vive de andanças pelo sertão mineiro contando as agruras de seu caminho e as vivências entre o bem e o mal, as brigas de jagunços e, dentre uma narrativa e outra o autor lança sentenças que podem servir até nossos dias como “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” E ainda muitas citações sobre Deus  e o diabo, sempre de forma metafórica e termos de aforismos que servem para qualquer parte do mundo, onde há civilização.
  Um dos ícones de nossa literatura Guimarães Rosa deixou sua marca inclusive em obras que foram traduzidas para vários idiomas, escreveu contos e se preocupou em descrever os problemas do homem.
 
Para contribuir:
Guimarães Rosa é da escola literária do Modernismo. Ele pertence à 3ª fase da prosa modernista, juntamente com Clarice Lispector. Sua obra tem como característica uma linguagem difícil de ser entendida porque transcreve a fala do sertanejo do Brasil Central (Minas Gerais, Goiás). Na sua temática está a luta do homem com sua própria personalidade e com o ambiente, muitas vezes hostil para a sobrevivência e para o alcance do conforto e da felicidade. Em certos obras, como Sagarana e em Grande Sertão: Veredas observa-se até a fábula pela prosopopeia (personificação dos animais como burros, bois,etc.) Sua obra é muito lida e citada pelos escritores de Língua Portuguesa na África (Angola e Moçambique) sendo um deles o já famoso contista e romancista Mia Couto.



imagem: http://www.pontofrio.com.br/livros/LinguisticaOratoria/TeoriaLiteraria/Cadernos-de-Literatura-Brasileira-Joao-Guimaraes-Rosa-Volume-20-221340.html    

Mediador, o propulsor do conhecimento


   Por que o propulsor do conhecimento? Porque o professor tem um papel extremamente importante nesta tese defendida por Vygostsky no papel de mediador, de ser a figura não só transportadora ou expositora do conhecimento mas aquela que provoca o aluno para o desejo de absorver este conhecimento.
  O conhecimento de mundo do aluno e seu potencial cognitivo devem ser reconhecidos pelo professor neste processo de aprendizagem, o professor deve acima de tudo ser possuidor de conhecimentos da psicologia para saber observar e captar este conhecimento prévio do aluno, para então, ser este mediador do processo educativo e obter maior sucesso na relação professor/aluno/professor.
  O professor é o sujeito humano mais experiente e desenvolvido que irá transmitir seus conhecimentos outrora também adquiridos no mesmo processo, pois sempre há a questão da hereditariedade social, alguém mais experiente e conhecedor da teoria a transmitiu, foi o mediador, o provocador para que o processo educativo perdurasse e chegasse até nossos dias.
  O papel do professor como mediador dá os suportes necessários aos processos mentais, com interação e provocação através de atividades lúdicas ele promove a criança para uma prática mais eficaz. A socialização da criança no processo educativo tem passagem de forma vital pelo processo da linguagem, ela quem será o signo principal desta interação social do processo educativo, sempre mediado pelo professor, veja bem que sempre o mediador, o provocador, o propulso de todo este esquema é o professor.
  O outro social, apresentado pelo professor ao aluno dependerá sempre do diálogo, do questionamento, o professor tem de estar ciente que está diante de verdadeiras “esponjas” que estão dispostas a aprender, desde que sejam estimuladas a isto e o ambiente social para trazer este enfoque é muito importante, o papel do mediador para que isto ocorra deve preceder de um excelente preparo, de uma vivência de mundo social bem balizados em conceitos pedagógicos que insiram a melhor forma de ser este mediador, a ponte do desconhecido e do conhecimento.


REFERÊNCIA:
http://www.abrapso.org.br/siteprincipal/images/Anais_XVENABRAPSO/487.%20as%20contribui%C7%D5es%20da%20teoria%20psicol%D3gica.pdf 
DISPONIBILIZADO NO CURSO DE LETRAS PORTUGUÊS ESPANHOL FURG - EAD - pelo Prof. Dr. Paulo Gomes 

Imagem: 
http://etmevoila.blogspot.com.br/2013/11/dez-principios-para-um-bom-professor.html 

domingo, 7 de junho de 2015

JOÃO CABRAL DE MELO NETO
Poesia que cria imagem




  Um escritor poeta brasileiro e, principalmente pernambucano, em suas poesias ele retrata a realidade de modo imparcial foi um poeta que trouxe em sua maior obra “Morte e Vida Severina”, um auto de natal pernambucano, uma peça teatral, levada à TV e aos cinemas o relato de um povo que migrava do sertão nordestino, muito seco, a um litoral com maiores perspectivas de vida e terras regadas e produtivas.
  João Cabral foi reconhecido pela objetividade em suas obras ele veio em uma geração de 45 iniciando com traços de surrealismo com obras com intuição de formas e geometrismo, com sua  primeira obra “Pedra do Sono”(1942)  e passando para o poema mais popular com verso de sete sílabas, ele mesmo dizia em entrevistas que não era aquele poeta que estava entre o real e algo divino, ele era um sujeito sem graça e que relatava a poesia diferente, “compreende?”.
  João Cabral retratou a realidade de modo imparcial, em suas obras como “O Engenheiro” tem seu rigor com o semântico, passando também isto para “Morte e vida Severina” atuando como poeta narrativo também com rigor formal e temática participante dando assim um novo rumo à poesia brasileira criando a sua marca própria, a chamada “marca da pedra”.
  De acordo com os críticos e postas contemporâneos João Cabral de Melo Neto escreveu uma poesia mais construtiva, mais contundente e objetiva, enfim uma poesia que cria imagem.
João Cabral, apesar de ter vivido também muito tempo no Rio de Janeiro não menciona a cidade maravilhosa em suas poesias, porém Sevilla, onde também morou o cativou por seu povo e suas belezas, o que rendeu a cidade espanhola poemas em sua homenagem.
  João Cabral de Melo Neto, poeta brasileiro, uma poesia direta, uma linguagem totalmente compreensível sem deixar de ter cuidados semânticos, sem rimas aparentes e musicadas porém, rimas que estavam presentes nas vogais ao final dos versos, particularidades que o fizeram um dos grandes da Literatura Brasileira.