sábado, 21 de maio de 2016

“A ONDA” UM ALERTA, UM EXEMPLO

“A ONDA” UM ALERTA, UM EXEMPLO

                                                                 Por Gilberto Machado

            O filme "A Onda" (Die Welle), inspirado no livro "The Wave", de Todd Strasser, de 2008 obteve grande sucesso nas bilheterias alemãs, foi dirigido por Dennis Gansel e estrelado por Jürgen Vogel, Frederick Lau, Jennifer Ulrich e Max Riemelt. As práticas realizadas no longa metragem são de extrema importância para um embasamento de aplicação didática em sala de aula, principalmente nos dias atuais. A razão da importância de observarmos as atitudes e a fórmula de ação que o professor tomou no filme vem de encontro aos desafios que o docente tem em sua luta diária em sala de aula, afinal, como deter a atenção dos alunos? Como mantê-los atraídos pelos temas abordados na disciplina proposta? As respostas podem estar neste filme, porém os erros cometidos pelo professor são muito pontuais e em áreas delicadas.

            A ação didática e pedagógica executada pelo professor do filme, deveria ter sido acompanhada por um profissional da Psicologia da Educação desde seu início, pois quando você parte para uma forma mais agressiva que vai mudar tudo em uma sala de aula, desde os hábitos de cumprimentos entre todos até a forma com que se vestem, sem dúvida necessitam de acompanhamento psicológico, pois esta atitude autoritária e ditatorial do professor pode ser absorvida de diferentes maneiras pelos alunos, pois cada sujeito é detentor de uma história de vida, cada um tem sua base familiar, ou não, tem sua identidade de caráter formada ou não, e uma formatação da maneira com que o professor abordou-os com cumprimentos, vestimentas, ordens de ação, tornando de forma gradativa e muito rápida a turma de sala de aula em uma facção.

            É muito importante e necessário o domínio da turma pelo docente, pois assim ele trabalhará de forma mais cômoda e será quem dita as regras do jogo diário da vida na sala, porém isto tem de ser feito de forma dosada e, nos dias atuais, com as gerações Y, Z e Beta que existem, não há como tornar os alunos como carneirinhos de um pastor.

            Então qual a formatação ideal para trabalhar na sala? Ser um ditador fascista como o professor do filme alemão, que coordenou de forma impecável a turma no quesito disciplina e atenção à matéria dada? Ou ser um amigão, um bonachão, sorrindo a todo o momento e conquistando os alunos com o carisma e mostrando os pontos cruciais para um bom aproveitamento e avaliação? Isto será bem absorvido por todos? Estas formas, ditador fascista, ou amigão bonachão, podem ser fundias, o professor deve encontrar o chamado meio termo na sala de aula, ser o comandante da sala sim, porém este comandante precisa ser cativante, amigo, conselheiro, pois nem todos estão estruturados ao chegarem à sala, pais podem ter brigado, podem estar separados, eles podem estar sendo criados pelos avós, os pais podem estar presos ou então até há uma condição aparentemente boa na família, na forma financeira e estrutural em geral, mas este adolescente é preterido em casa, é abandonado em seu próprio lar às empregadas, aos programas de computador; ou seja, tudo é uma corrente e deve estar linkando a relação professor-aluno, aluno-professor-escola e professor-aluno- família, pois o ser é um todo e para ele absorver e aplicar os conhecimentos da escola este deve estar bem em todo este contexto.

            Portanto, o filme “A Onda” serve muito bem para análise do professor no trato com seu aluno, cada sujeito é diferente, cada sujeito aprende diferente, então aprenda a aprender junto com o aluno, aprenda como ele aprende e todos sairemos satisfeitos; as evasões, as reprovações serão bem menores ou nulas, fazer acontecer, dar o voo da borboleta, está em nossas mãos senhoras e senhores educadores.

 


 
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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ler é Liberdade


A Bela Borboleta

O texto referido aborda um livro, dentro de outro que fala de outro que fala de muitos, ou seja, a intertextualidade é muito presente e demonstra que a leitura e o entendimento livre de várias situações é a própria liberdade.

Pense em ler uma obra, que se refere a outra e outras mais, porém você foi privado de ter tido esta leitura, o seu entendimento de cada mundo de cada obra foi interrompido ou barrado antes mesmo de iniciar. Digamos então que o acesso à leitura é um dos principais pontos de exercício de liberdade do ser humano, mas isso vem desde sua alfabetização e todo o crescimento e a forma pedagógica com que ele recebeu os ensinamentos, a didática aplicada, a estrutura oferecida, as dificuldades que o levaram a prosseguir ou não neste vasto caminho do conhecimento.

Quando se fala da imponência que o Gato de botas teve ao sair de um livro e subir em uma cadeira para discursar, pensa-se que também o sujeito que tem a informação e a leitura a seu alcance também imerge de uma inércia de ignorância para um domínio de seu ambiente com as armas do saber e o do conhecimento adquirido. As palavras são poderosas, o domínio do dom da comunicação é sem dúvida uma das mais poderosas asas da liberdade, as asas da borboleta.