segunda-feira, 25 de abril de 2016

Breves comentários sobre o texto “Leituras de Barraco” e o filme “A Onda”


Breves comentários sobre o texto “Leituras de Barraco” e o filme “A Onda”

 

·         - “Leituras de Barraco” tem um propósito muito interessante realizado pelos professores que idealizaram o projeto no assentamento sem terra. Organizar uma biblioteca e depois transportar os livros para onde os sujeitos leitores estavam foi uma grande sacada.Trabalho semelhante foi realizado em nossa cidade quando as professoras responsáveis pela Biblioteca Municipal realizaram, com o apoio da Emater, as sacolas literárias, levando sacolas com livros para comunidades do interior do município nos encontros de clubes de mães e outras atividades das comunidades.  Se o livro é arte e a arte é feita por artistas, o livro deve ser como diz a música...”o artista vai onde o povo está”...e, neste caso de Leituras de Barraco - “o livro vai onde o leitor está”.

·         - “A Onda” é um filme muito instigante quando mostra a história do professor que tem o objetivo de lecionar sobre um tema à sua turma e acaba fomentando uma verdadeira ditadura consentida entre seus alunos. As aulas de um projeto com o tema “Autocracia” toma dimensões que passam a fugir do controle do professor fora da sala de aula, devido ao seu excesso de domínio em aula criando entre os alunos uma espécie de sociedade única, onde os alunos faziam parte não mais de uma turma que estudava um tema, mas de uma facção, onde a união era extremamente sólida, o comprometimento com a causa era fiel e a propagação da ideia era como faísca à gasolina. Em apenas uma semana, o professor mobiliza, se torna um ícone, a autoridade máxima entre os integrantes da Onda, eles têm uniforme, têm logomarca e acima de tudo demonstram uma fidelidade cega ao seu líder e ao propósito de incluir e unir quem está no movimento e de excluir  e exterminar quem dele estivesse fora. Isto no toma de um sentimento de comparação com fatos ocorridos em nosso planeta nas últimas décadas que nos faz refletir cada dia mais sobre a questão do perigo em que vivemos. Me reporto à respeito do terrorismo, desta gente louca que mata sem se importar em morrer, deste sistema que dita a moda em tudo, que mobiliza por redes sociais e que pode fazer um estrago muito grande à humanidade. Temos que pensar muito e sermos mais críticos em que estamos acreditando, a quem estamos seguindo e qual o caminho a tomar daqui pra frente. Tenhamos cuidado, prudência e parcimônia em todos os sentidos da vida diária para que nenhum ditador travestido de lobo em pele de cordeiro nos diga o que fazer e em que acreditar para que não sejamos vítimas da “Onda”.

 

 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

GARIMPO BRASIL, AINDA SOMOS GARIMPADOS


GARIMPO BRASIL, AINDA SOMOS GARIMPADOS

 

Por Gilberto Machado*

 

            Em artigo publicado na Revista Proteção nº 11 em sua página 07, o agroquímico Sebastião Pinheiro cunhou para o Brasil, ilustrando desta forma o desrespeito para com os recursos naturais do país, a alcunha de “Garimpo Brasil”. Esta garimpagem é datada do início da Idade Moderna, corroendo as possibilidades da sociedade dar certo, tendo iniciado desde a sua colonização pelos portugueses em 1.500.

            As riquezas tratadas por Sebastião como “pepitas” foram os diversos recursos naturais, do Pau-Brasil ao algodão, garimpo este que foi estendido aos humanos; índios e negros. A garimpagem perdurou e, infiltrada em todos os meios da sociedade, sendo mais cruel por ter descompromisso com a pessoa e com o local da sua lavra. As pessoas perseveram nesta garimpagem nas grandes cidades, não preservando a história e buscando ampliar a usurpação dos recursos para si, repetindo de forma insana a exploração das riquezas; Pinheiro cita o mercúrio no rio Madeira matando os Ianomani.

            Com o mesmo conteúdo o Garimpo Brasil só muda os garimpeiros e as formas de exploração. Pinheiro cobra uma maior eficácia dos ecologistas e dos militantes da saúde do trabalho. Por fim, conclui que  o país não dando mais pepita a ninguém criaria uma espécie de anticorpos contra os garimpeiros.

            A partir destas considerações de Pinheiro podemos fazer nossas próprias conclusões sobre a permanência deste “Garimpo Brasil”, pois esta exploração prossegue de diferentes formas e não mais por portugueses colonizadores ou por americanos ávidos por nossos recursos naturais e pesquisas científicas, mas por “garimpeiros” muitos que agem de forma muito mais algoz do que os próprios estrangeiros, são aqueles que facilitam a exploração dos forasteiros e deforma ainda pior, sugam nossas riquezas para si e depositam o soldo em contas situadas nos chamados paraísos fiscais, haja visto que se retiram daqui não é para esta terra que irão depositar tal fruto de falcatruas para que aqui gere impostos, pois seria uma “devolução” à fonte, ou ao “garimpo”.

            As pepitas são extraídas dos cofres públicos, das fontes dos recursos subtraídos através dos impostos que a produção nacional gera e não recebe em benefícios retornáveis, pelo contrário, mendigam por obras e logísticas governamentais e se querem garanti-las tem de pagar alto preço por isto em forma de propinas.

            Em  suma, o “Garimpo Brasil” tem como principais “garimpeiros” de forma histórica e centenária, seus próprios políticos.

 

Fonte: Texto apresentado na disciplina de Língua Portuguesa, Professora Darlene Webler,  Revista Proteção, nº 11, p. 07

 - Gilberto Machado- Acadêmico do Curso Superior de Letras/Espanhol da FURG – Rio Grande, UAB - Polo Sarandi-RS

 

 

RESUMO

GARIMPO BRASIL

Por Gilberto Machado

 

O agroquímico Sebastião Pinheiro cunhou para o Brasil, ilustrando desta forma o desrespeito para com os recursos naturais do país, a alcunha de Garimpo Brasil. Esta garimpagem é datada do início da Idade Moderna, corroendo as possibilidades da sociedade dar certo, tendo iniciado desde a sua colonização pelos portugueses em 1.500. As riquezas tratadas por Sebastião como pepitas foram os diversos recursos naturais, do Pau-Brasil ao algodão. Garimpo este que foi estendido aos humanos; índios e negros. A garimpagem perdurou e, infiltrada em todos os meios da sociedade, sendo mais cruel por ter descompromisso com a pessoa e com o local da sua lavra. As pessoas perseveram nesta garimpagem nas grandes cidades, não preservando a história e buscando ampliar a usurpação dos recursos para si, repetindo de forma insana a exploração das riquezas; cita o mercúrio no rio Madeira matando os Ianomani. Com o mesmo conteúdo o Garimpo Brasil só muda os garimpeiros e as formas de exploração. Pinheiro cobra uma maior eficácia dos ecologistas e dos militantes da saúdo do trabalho. Por fim, conclui que  o país não dando mais pepita a ninguém criaria uma espécie de anticorpos contra os garimpeiros.

PALAVRAS CHAVE: Pinheiro. Garimpo. Brasil. Desrespeito. Garimpagem.

 

Fonte: Revista Proteção, nº 11, p. 07