terça-feira, 25 de março de 2025

A “romantização” do termo consultor de vendas

 

Desde os primórdios da humanidade, a partir do momento que se teve a oportunidade e necessidade de trocar algo por outra coisa, seja “de mano” ou conquistando dinheiro para comprar o que queria, origina-se aí, convergindo com uma necessidade a oportunidade da venda.


O vendedor é aquele que oferece um produto que outra pessoa tem necessidade e a paga com dinheiro. Mas de uns tempos pra cá vem se romantizando a expressão e a trocando pelo termo “consultor de vendas”, ou seja, alguém que entende do que está vendendo e dá uma consultoria, uma explicação ao comprador dos benefícios que o produto ou serviço lhe trará.

Portanto o vendedor deixou de ser apenas o que oferece a mercadoria e recebe algo por ela, para ser alguém que visita o cliente, explica a ele sobre o produto e, principalmente, o convence de que o seu produto ou serviço é muito bom que vale a pena ele comprar.

Ao final de tudo, a venda se tornou um relacionamento do vendedor, ou consultor, como queira, com o seu cliente, fazendo assim que o agente de vendas conheça a necessidade do cliente, como um médico que faz a anamnese com seu paciente, para saber os sintomas que ele sente para assim o tratar corretamente.

Se a venda é matar um leão por dia, como alguns usam, este termo quase assustador para quem quer se aventurar nesta profissão, prefiro dizer que a venda é uma conquista por dia, uma satisfação de ver que seu trabalho alcançou o objetivo e que amanhã tem mais.

segunda-feira, 17 de março de 2025

A continuidade no campo depende da convivência familiar, e o cooperativismo é um modelo de inspiração neste processo

 Jovem precisa se integrar nos afazeres do campo, ainda com os pais em plena atividade de trabalho e gestão da propriedade.

 


O termo “sucessão familiar no campo” está sendo substituído aos poucos pela expressão “continuidade familiar”, pois busca que o jovem já se integre no trabalho e demais atividades da propriedade rural com os pais em plena atividade, dividindo o espaço de trabalho e gestão.

Além de estudar o processo de continuidade familiar, a jovem Larissa Zambiasi mora e trabalha na propriedade da família em Coqueiros do Sul (RS), onde ela e mais duas irmãs estão juntas com os pais nesse processo de transição e fortalecimento da gestão familiar.

Entrevistamos Larissa, que também é cooperativista, docente do Curso de Gestão de Cooperativas do CESURG em Sarandi e integrante de várias frentes no Estado na causa do cooperativismo e da continuidade familiar.

Desde cedo, Larissa teve o incentivo dos pais para conciliar o trabalho na propriedade com os estudos. Mesmo sendo produtora de leite, a formação acadêmica sempre foi prioridade. Ela se graduou em Gestão de Cooperativas na mesma instituição onde hoje é professora e, a partir dessa formação, fortaleceu ainda mais seu compromisso com o cooperativismo. Atualmente, é sócia de cinco cooperativas, pois acredita nesse modelo de negócio como um diferencial para o desenvolvimento sustentável do campo e da sociedade.

Além do envolvimento na produção leiteira e no ensino superior, Larissa participa ativamente de debates e iniciativas voltadas à sucessão familiar e ao fortalecimento das cooperativas no Rio Grande do Sul. Para ela, a continuidade no campo depende diretamente da união familiar, do planejamento estratégico e do espírito cooperativista.




Ouça a entrevista completa clicando no play de áudio no link da notícia.



Por: Gilberto Machado/Rádio Máxima