domingo, 17 de julho de 2016

O PAPEL DO PROFESSOR MEDIADOR E A MISSÃO DOS PAIS EM DAR AFETO E TEREM AUTORIDADE


O PAPEL DO PROFESSOR MEDIADOR E A MISSÃO DOS PAIS EM DAR AFETO E TEREM AUTORIDADE

Por Gilberto Machado

 

            Os professores das cidades de Sarandi e Três Palmeiras tiveram a oportunidade de assistir na noite de 12 de julho no CTG Porteira da Querência em Sarandi, uma importante palestra de Marcos Meier em evento promovido através do programa União Faz a Vida, desenvolvido pelo Sicredi.

            Marcos Meier é Professor de matemática, psicólogo, mestre em educação, escritor e palestrante. Um dos maiores especialistas brasileiros na teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva, a famosa teoria da mediação de Reuven Feuerstein. O tema abordado – “ Como desenvolver a inteligência de seu aluno – Os fatores do desenvolvimento emocional e cognitivo” – foi o norte para que Meier discorresse sobre o desenvolvimento do aluno em suas fases de aprendizado nas diversas situações, sempre embasado na teoria do “Professor Mediador” de  Reuven Feuerstein, o qual nosso palestrante teve a satisfação de conhecer pessoalmente quando representou  o Brasil em evento na Europa.

            De acordo com Meier, a Neurologia diz que novas conexões cerebrais irão acontecer até o fim de nossa vida e o comportamento do mundo externo contribui muito para isso, ilustrando exemplos negativos que irão afetar o desenvolvimento do indivíduo através de atitudes tomadas por pais ou professores, expondo como exemplo a imagem de uma professora oriental erguendo seu aluno do chão pelas orelhas, o que lhe causará grandes repercussões futuras, principalmente no sentido de ser violento pra obter o que desejar e também ser repulsivo ao que a escola lhe ensina.

            Após o holocausto nazista por volta de 1947, as crianças voltavam às escolas sob o impacto sofrido com a perda de entes queridos de maneiras cruéis e não tinham condições de absorver conteúdo do currículo escolar com este trauma, sendo aí que Reuven Feuerstein, psicólogo, entrava em cena, chamado pelos líderes judaicos para auxiliar essas crianças, verificando que algumas crianças estavam se dando bem nas aulas e pesquisando descobriu que elas recebiam interação em casa e assim descobriu que a interação desenvolve a inteligência. E esta interação precisa ser especial e é o que ele chama de mediação.

            Meier chama a atenção para a posição passivo-aceitante da geração atual, a geração que recebe tudo pronto, onde não há interação, exemplificando o caso da televisão e dos jogos eletrônicos e internet. Além da posição de passivo-aceitante Meier critica a posição do cidadão brasileiro que, segundo ele, tem a chamada síndrome da mediocridade, onde todos os resultados podem ser medianos, a nota para a média, as soluções são o mínimo suficientes, não se busca o máximo, a excelência. Ainda de acordo com o professor a percepção faz a aprendizagem, a percepção viso motora é muito importante para o desenvolvimento da criança e isto é anulado com a permanência excessiva em frente a tela do computador, citando alerta feito pela televisão francesa de que a criança menor de três anos que ver muita televisão não desenvolve a sua ação psicomotora.

            De acordo com Meier as atividades de interação que devem ser feitas em sala de aula é que desenvolverão o cérebro do sujeito, este desenvolvimento vai além da aprendizagem, há a percepção a sensação e a soma de experiências juntamente com a coordenação viso-motora, pois nascemos com 100 bi de neurônios e vamos perdendo-os no decorrer da vida se não houver o desenvolvimento com muita interação. As conexões que o indivíduo faz irão definir o seu grau de desenvolvimento, ou seja, a sua inteligência. Meier questiona os professores presentes – “O que você faz em sala de aula que cria novas conexões? E cita que a maior dificuldade em sala de aula é o desenvolvimento do relacionamento e a aplicação de fatores responsáveis pelo desenvolvimento cognitivo. O aluno deve ser instigado a perseguir, a procurar, a desenvolver o cérebro e o papel do professor é ser o mediador do conhecimento.

            Concluindo, podemos destacar mais palavras de Marcos Meier aos educadores e também aos pais quando fala da motivação para o professor ser o professor mediador e os pais terem esta participação ativa pois, de acordo com Meier em decorrência da grande ação dos meios eletrônicos no mundo infantil a tarefa da escola se torna maior e a escola deve se atualizar e investir na formação de seus professores, para que eles não fiquem cada vez mais defasados e a forma de interação com os alunos vai ficando deficitária e hoje o objetivo da escola deve ser se fazer que o aluno seja autodidata com mais gosto para o estudo e se torne mais autônomo.

            O recado de Meier para os pais é bem claro, se queres que seu filho tenha sucesso na vida, sendo uma boa pessoa, com um bom trabalho, sendo um bom profissional, enfim que seja feliz, precisa ser educado com duas coisas; primeiro aspecto é o  afeto, tem de ter carinho, abraços, beijos, tem de se gastar tempo com o filho e o segundo aspecto é a autoridade, seu filho não pode lhe desobedecer, não pode lhe desrespeitar, citando que há legislação que manda com que o filho seja obediente aos pais e que colabore com as tarefas de casa aí ele terá sucesso na escola e posteriormente no decorrer da vida.

 

 

(Gilberto Machado é acadêmico do 6º semestre do Curso de Letras/Espanhol da FURG – UAB – Polo Sarandi)

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Entrevista com Prof.Dr. Marcos Meier

Marcos Meier é Professor de matemática, psicólogo, mestre em educação, escritor e palestrante. Um dos maiores especialistas brasileiros na teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva, a famosa teoria da mediação de Reuven Feuerstein.
Ele palestrou para professores de Sarandi e Três Palmeiras na noite de 12 de julho em Sarandi. A promoção foi do Sicredi, União faz a Vida e secretarias municipais de Educação.

sexta-feira, 8 de julho de 2016


Distúrbios de aprendizagem: Importância das intervenções pedagógicas.

            Distúrbios de Aprendizagem: “Importância Das Intervenções Pedagógicas”, este foi um dos temas discutidos e apresentados na Semana Acadêmica Polo UAB Sarandi que teve o tema geral denominado de: “Tecendo Diálogos”; onde a referida palestra foi ministrada pelas  Profªs.  Cristiane Castoldi Gerevini e Mônica Faccienda, ambas atuantes nas redes Estadual e Municipal de Ensino de Sarandi, graduadas em pedagogia e especializações na área, o evento ocorreu no dia 06 de novembro de 2015.
             De acordo com as professoras  Cristiane Castoldi Gerevini e Mônica Faccienda, os sinais da presença de distúrbios nos alunos podem ser demonstrados através de agressões ou timidez demasiada, alunos muito quietos. O distúrbio na aprendizagem pode estar ligado ao SNC – Sistema Nervoso Central, o que pode ocasionar sintomas como a Dislexia, a Disortografia, a Dislalia, a Discalculia, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e outros sintomas menos frequentes.
            A Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem neurológica onde a criança apresenta dificuldade na linguagem e na escrita, é genético e hereditário e ocorre mais em meninos, que realizam a confusão entre letras, sílabas e palavras. Para educar estas crianças com Dislexia as professoras orientam, através de pesquisas e experiência própria, o uso de jogos com recursos visuais e ainda utilizar o que eles gostam, observando ainda que estas crianças gostam de se ver em vídeos, de serem filmadas.
            A Distorgrafia pode ser observada nas crianças através de erros na escrita, com troca de grafemas e fonemas. Para trabalhar com elas é preciso estimular a memória visual com o uso de letras, números e famílias silábicas e também é necessário o encaminhamento ao profissional Fonoaudiólogo. Ainda na forma de trabalhar com estas crianças as professoras Cristiane e Mônica orientam que seja evitada a correção com caneta vermelha para não inibir seu processo de desenvolvimento cognitivo.
            A Dislalia provoca alterações na fala da criança e deixa ela falando “errado” até a adolescência, ela fala coisas como “tota tola” ao invés de coca-cola, porém este sintoma pode ser amenizado com o auxílio dos pais que não devem repetir as mesmas expressões imitando as crianças, pois criança infantilizada não é Dislalia, lembram as professoras.
            A Discalculia é um distúrbio que interfere na compreensão da matemática, a criança não consegue construir cálculos simples e não se dão conta de que estão fazendo isto; o trabalho com jogos matemáticos podem estimular sua motivação. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade –TDAH,  é um distúrbio neurobiológico de sintomas de conduta excessiva, com características de hiperatividade, desatenção e impulsividade. As professoras sugerem nestes casos de TDAH, um acompanhamento multidisciplinar de profissionais da área.
            Na conclusão, as professoras ouviram relatos e experiências de colegas do auditório que expressaram a concordância com formas de agir das professoras diante de tais situações, sendo que o aluno deve ser tratado de forma individualizada e o professor deve ser um grande observador do comportamento de seus alunos, para detectar estes distúrbios e assim utilizar de meios pedagógicos que facilitem o progresso do processo de aprendizagem destas crianças que apresentam tais transtornos.
            Observo daí,  a importância das intervenções pedagógicas quando da descoberta destes distúrbios dentre alunos de uma turma bem diversa e ativa, sendo que os profissionais da educação devem estar preparados para encarar tais situações e, o papel da família é fundamental neste processo de ajuda à criança com algum distúrbio, sempre e em qualquer evento educativo, o amor deve estar a frente de todas as situações para se poder bem lidar com todas as crianças de nossas escolas.



Gilberto Machado, Acadêmico do Curso de Letras, Português/Espanhol UAB-FURG, polo Sarandi. Fevereiro de 2015.

La Dictadura Militar en La Argentina


La Dictadura Militar en La Argentina

 

A continuación mi compilación de tramos de webs para trabajo de prueba oral en clase de Lengua Española en Letras-Portugues/Español de La FURG. Fueron dos espacios del tiempo de dictatura en La Argentina.

En 1966, el general Juan Carlos Onganía llevó lo que llamó la "Revolución Argentina". A diferencia de los levantamientos anteriores, que establecen los gobiernos provisionales, se adoptó el modelo de Estado autoritario. Tres dictadores tuvieron éxito en el poder hasta la presión popular llevó a la convocatoria de elecciones presidenciales, con la victoria de Juan Perón en 1973.

Tres años más tarde, el 14 de marzo de 1976, un nuevo golpe juró en general Jorge Rafael Videla. En los próximos 17 años, hasta 1983, cuatro juntas militares al mando del país. Era la dictadura más violenta de América Latina, con un estimado de 30.000 civiles muertos en la "guerra sucia".

En 1966: Esta vez, el golpe se hace llamar "Revolución Argentina", cuyo objetivo consiste en controlar las políticas públicas bajo la imposición de un "Estado Burocrático Autoritario" y eliminar toda idea política, así como también a quienes las sostengan. Además, suprimir la prensa y apoyar masivamente a las empresas extranjeras. Fue designado presidente Juan Carlos Onganía, quien daba el ejemplo: no manejaba nada de política, ni siquiera quienes lo acompañaban en el gobierno, ya que se trataba más bien de gente relacionada a empresas, de tendencia nacionalista  y conservadora.

Lo primero que se dispuso desde el gobierno fue reemplazar la Constitución Nacional por el "Estatuto de la Revolución", seguidamente se suprimen los gastos destinados a los sectores débiles. Los sueldos inmóviles, los despidos y beneficios para trabajadores cortados, fueron características del plan de achique de este gobierno.

La dictadura militar tenía como prioridad normalizar la economía da la Argentina, afectada por una grave inflación producto del estancamiento económico, para lo cual se implementan medidas estratégicas; un ejemplo de éstas fue "El plan de Estabilización". Dicho plan benefició a gran parte del sector capitalista, pero impactó en los sectores asalariados que vieron estancados sus salarios y nula actividad sindical.

El gobierno toma un rol intervencionista, como base de organización política, que incluye la eliminación de los partidos políticos y todo lo relacionado a la democracia representativa. Ahora, los "nuevos políticos", eran empresarios o funcionarios administrativos, y esta situación llevó directamente a la violencia, pues los sectores obreros se resistieron a cualquier tipo de cambio impuesto por la dictadura, porque repercutían negativamente en este sector. La sociedad entera se encontró sin instituciones que aporten apoyo y respaldo a sus demandas.

El gobierno de Onganía es reconocido por militares liberales como autoritario y con características fascistas, por lo que entran en desacuerdo y enfrentamientos. Como resultado, los opuestos al presidente son destituidos y reemplazados.

Hacia fines de la década del ’60, el gobierno establece fuertes órdenes de prohibiciones en forma autoritaria, tales como:

•anular toda actividad política, -clausurar y censurar los medios de comunicación y reprimir toda forma de manifestación,

•suprimir instituciones legales que atendían los reclamos de la sociedad,

•intervenir las universidades, etc.

Estas son algunas de las tantas medidas que originan seria disconformidad en los sectores populares, en las fuerzas políticas y sindicales; y llevan a que los mencionados sectores exclamen por el peronismo.

Se rompe el orden impuesto por militares y surgen distintas organizaciones en la sociedad destinadas a resistir y luchar contra el totalitarismo estatal. Ante la falta de un régimen democrático que permita la participación y otorgue eficientes soluciones a los agravados conflictos, surgen distintos grupos de izquierda opuestos al gobierno militar que representaban a diversos sectores de la sociedad. Algunos autores los llamaron "grupos de nueva izquierda", pues luchan activamente contra la ilegalidad, pero algunos grupos de una manera particular: ahora eran agrupaciones armadas.

14 de marzo de 1976: Jorge Rafael Videla (Mercedes, Buenos Aires, 2 de agosto de 1925 - Marcos Paz, 17 de mayo de 2013) fue un militar y dictador argentino, designado presidente de facto de Argentina por una junta militar.Ocupó la presidencia de su país entre 1976 y 1981, durante la dictadura autodenominada Proceso de Reorganización Nacional, que se inició con el golpe de Estado del 24 de marzo de 1976. Además fue Jefe del Ejército Argentino entre 1975 y 1978.

La dictadura de Videla desapareció a más de 30.000 personas. El militar, que años después, ya en prisión, admitió haber matado a 7.000 u 8.000 personas, jamás pidió perdón por las barbaridades realizadas. Pero el régimen del terror impuesto en Argentina formaba en realidad parte de un plan terrorífico más amplio: la Operación Condor.

Las dictaduras del Cono Sur, que incluían a los gobiernos de Brasil, Argentina, Chile, Paraguay, Uruguay y Bolivia, perpetraron un plan para reprimir a sus opositores durante la década de los setenta y de los ochenta. Todo ello amparado con el apoyo tácito, financiero y técnico de Estados Unidos. Kissinger conoció y aprobó la guerra sucia y el terrorismo de estado en Latinoamérica. La CIA colaboró en las torturas y las desapariciones, como demostraron documentos desclasificados en los noventa.

"Cabe señalar que la palabra desaparecido es una sola, pero encierra cuatro conceptos: el secuestro de ciudadanas y ciudadanos inermes, su tortura, su asesinato y la desaparición de sus restos en el fuego, en el mar o en suelo ignoto, dijo Juan Gelman.

Relacto de Los Cadaveres Argentinos Encontrados En Playas Uruguayas

Los reportes estaban escritos a máquina, por agentes de inteligencia de la Prefectura uruguaya y algunos por peritos. Incluían descripciones como la siguiente: cuerpo femenino, cutis blanco, cabello negro, estatura 1,60 metro, complexión mediana, unos treinta años, tiempo de muerte aproximado de entre 20 y 25 días. “Indicios externos de violencia: signos de violación, probablemente con objetos punzantes; fracturas múltiples y el codo izquierdo destrozado; múltiples fracturas en ambas piernas con indicios de haber sido atadas; enorme cantidad de hematomas diseminados por todo el cuerpo; destrozo total del cráneo y del macizo oseofacial”, añadía. Otro parte hablaba de “fractura de muñecas, como si hubiera estado colgada de ellas; quemaduras en ambas manos; derrame sanguíneo interno provocado por la rotura de vértebras” y “zona pubiana, anal y perianal destrozada con objetos punzantes”.

En el juzgado de Torres entienden que esas imágenes dan cuenta de las condiciones en que se encontraban las víctimas y cómo eran arrojadas al mar desde aviones. Los informes daban casi por hecho que provenían de la Argentina. A veces por la ropa de una determinada marca. O por las corrientes marítimas se consignaba que –según se analizaba en un mapa– Buenos Aires era posible punto de origen.

La prueba irrefutable de los "vuelos de la muerte" salió a la luz en 2005 cuando el Equipo Argentino de Antropología Forense (EAAF) identificó unos cadáveres aparecidos en 1977 en la costa bonaerense. Se trataba de la fundadora de Madres de Plaza de Mayo Azucena Villaflor de Devincenti, sus compañeras Esther Ballestrino de Careaga, María Ponce de Bianco y Angela Aguad y la monja francesa Leonie Duquet, que habían sido secuestradas entre el 8 y 10 de diciembre. Los cadáveres aparecieron seis días después en las playas de Santa Teresita, arrastrados por la corriente marina, y fueron inhumados como NN en el cementerio de General Lavalle.

 

Para San Agustín, la memoria es un santuario vasto, sin límite, en el que se llama a los recuerdos que a uno se le antojan. Pero hay recuerdos que no necesitan ser llamados y siempre están ahí y muestran su rostro sin descanso. Es el rostro de los seres amados que las dictaduras militares desaparecieron. Pesan en el interior de cada familiar, de cada amigo, de cada compañero de trabajo, alimentan preguntas incesantes: ¿cómo murieron? ¿Quiénes lo mataron? ¿Por qué? ¿Dónde están sus restos para recuperarlos y darles un lugar de homenaje y de memoria? ¿Dónde está la verdad, su verdad? La nuestra es la verdad del sufrimiento. La de los asesinos, la cobardía del silencio. Así prolongan la impunidad de sus crímenes y la convierten en impunidad dos veces.

Juan Gelman

 

REFERENCIAS




Acceso en 02.07.16 en las 15h 50min.                                              


acceso en 02.07.16 en las 22h 30min.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Falando a primeira vez em público


Falando a primeira vez em público


 

            Você tem a timidez como um grande obstáculo para as suas atividades sociáveis, pois imagine-se falando em público. Pode ser para a turma de aula, para os colegas de trabalho, ou talvez para toda a escola em uma apresentação cívica ou informal.

            Todos estão te olhando, todos estão esperando que a sua mensagem gravada em seu cérebro passe por suas cordas vocais e que os fonemas juntem-se ao serem produzidos em forma de som em sua boca, são muitos músculos a serem trabalhados até que sua voz possa ser ouvida e, neste caminho que para muitos é simples, para você pode ser uma missão quase impossível.

            Pois bem, pode ser quase, mas entre o quase e o impossível existe uma imensidão, quase um abismo chamado de autoconfiança, sim um elo entre aquela mensagem depositada em seu cérebro

            Extraí um texto interessante sobre este tema no site http://www.escolapsicologia.com/3-passos-e-10-formas-para-construir-a-sua-auto-confianca/ que transcrevo a seguir: 

            Acredite em si próprio, e caminhe para o êxito. É comummente aceite que as pessoas autoconfiantes têm qualidades e características que todos nós admiramos. A autoconfiança é extremamente importante praticamente em todos os aspectos da nossa vida, no entanto muitos de nós lutamos para a encontrar. Tristemente, isto pode tornar-se um ciclo vicioso. As pessoas com falta de autoconfiança podem encontrar neste ciclo os obstáculos e dificuldades para serem bem sucedidas.

            Muitos de nós somos relutantes em apoiar um projeto que está a ser desenvolvido por alguém que está constantemente nervoso, atrapalhado e com necessidade de elogio constante. Por outro lado, a grande maioria de nós somos persuadidos por alguém que fala claramente, que tem uma postura ativa e decidida, que responde a perguntas com toda a certeza, e que consegue admitir publicamente quando não sabe algo.

            As pessoas autoconfiantes inspiram confiança nos outros: o seu público, seus colegas, seus patrões, seus clientes, e seus amigos. Ganhar autoconfiança, assim como a confiança dos outros é uma das principais vias para sermos bem sucedidos na nossa vida.

 

Fonética e Fonologia

Sarandi, dezembro de 2013

 

Como entendo a Fonética e a Fonologia

 

 

Inicio este resumo do que assimilei sobre a matéria apresentada no curso, com uma citação feita por Ferdinand de Saussure em um dos materiais apresentados nos módulos sobre Lingüística, de nosso curso de Língua Portuguesa, perfeitamente elaborado pela professora Trícia – A língua é comparada a uma folha de papel - “O pensamento é o anverso e o som o verso não se pode cortar, ao mesmo tempo, o outro”. Assim, tampouco na língua se poderia isolar o som do pensamento, ou o pensamento do som, só se chegaria a isso com uma obstrução cujo resultado seria fazer psicologia pura ou fonologia.

A divisão da Lingüística é feita em várias áreas, dentre as quais estudamos até agora a Fonologia, a Fonética e, chamarei aqui de subgrupos – letra, Fone, Fonema e Alofone.

A Fonética estuda os fatos físicos que caracterizam o som da fala e a Fonologia estuda a interpretação dos resultados apresentado pela Fonética, onde temos os Fones, que quando estes sons da fala apresentam propriedades distintivas que alteram o sentido da palavra produzida, são chamados de Fonemas.

Ou seja, a Fonética são os sons da fala e a Fonologia a interpretação dos resultados fonéticos.

Os Fones são produzidos pela Fonética Articulatória; são transmitidos pela Fonética Acústica e percebidos pelo ouvinte pela Fonética Auditiva.

  • A Fonética Articulatória – “Mostra que movimentos do aparelho fonador estão envolvidos na produção dos sons”.
  • A Fonética Acústica – “Mostra as propriedades físicas - acústicas - dos sons que se propagam através do ar”.
  • A Fonética Auditiva – “Mostra a maneira como os sons são percebidos pelo ouvinte”.

Na Fonética estudamos ainda a maneira que os sons se articulam no aparelho fonador; pulmões, traquéia, laringe, lábios, dentes, língua, alvéolo, palato duro e palato mole. Alvéolos são as cavidades que prendem os dentes; palato duro é o céu da boca; palato mole é o véu palatino próximo à úvula, campainha.

Devido a isso, define-se uma consoante como palatal, sendo o ponto físico onde o fone consonantal se articula, ou seja, o ponto de articulação. Já o modo de articulação vem com as diferentes formas com que o ar sai da boca quando se produz um Fone; se, tem obstrução de ar é consoante, senão é vogal. As consoantes se definem pelo ponto e modo de articulação, juntamente com a articulação das cordas vocais.

 

As vogais, por sua vez, definem-se pelo posicionamento da língua e pela abertura da boca. O que diferencia na execução física dos Fones é a vibração das cordas vocais.

 

A Fonologia, de acordo com o que vimos neste módulo nos materiais apresentados pela professora Trícia - vai interpretar os dados fonéticos, identificando as diferenças fônicas, a Fonologia dá conta de explicar o que é Fonema, quando ele altera o que a palavra significa.

Já a Letra, é tão somente a representação gráfica do Fonema. Exemplo: TÓXICO - Fonemas: (&) /to/k/s/i/c/o – Letras: (6) t ó x i c o. GALHO – Fonemas: (4) /g/a/lh/o – Letras: (5) g a l h o.

A Língua Portuguesa tem um quadro fonético de consoantes e vogais; os Fones quando unidos geram as palavras. Um exemplo são os Fones [p] e [b] que se encaixam na definição da Fonologia como – “Identificação de Fonemas por oposição em contexto de par mínimo”. Ou seja, quando opondo dois Fonemas no mesmo contexto, resulta-se em diferentes palavras, ex.: [p]ato, [b]ato.

Quando se estuda os Alofones podemos perceber que há a sua identificação por meio de variação. São as variações do som de um mesmo fonema, ou de diferentes formas de pronúncia que não alteram o significado das palavras e ainda podem ser condicionados  por outros motivos, como oposição na palavra pela chamada distribuição complementar.

Continuando os estudos apresentados destaquei alguns pontos do escritor Marcos Bagno, em Fonema? Pra que Fonema? O qual tem uma visão bem contemporânea sobre os conceitos apresentados em livros didáticos sobre a definição de Fonema.

 

- O Fonema é uma entidade virtual, uma abstração, jamais um “som da língua”. A definição de Fonema como um “som da fala”, foi abandonada há mais de cem anos. Para o autor, os símbolos fonéticos é que “são som da língua”, como em MARÇO há a pronúncia com sotaque que muda o som do R como letra, para o Fone [r] u [x] ou [ɹ], etc. sendo os Fones ou Alofones.

Por isso, segundo Marcos Bagno, que o Fonema é uma identidade abstrata que vem identificada entre barras oblíquas e os Fones, que são os “sons da língua”, vem entre colchetes.

Não existe correlação exata com o que se ala e o que se escreve; isto é percebido no “sotaque”, termo em Português e, no acento, termo nas demais línguas de origem latina. Os sotaques são as manifestações mais imediatas da identidade lingüística dos falantes.

Abstenho-me de postar tabelas e símbolos fonéticos, que visualizei intensamente no material de apoio apresentado pelo curso, para fazer uma referência aos textos que vimos de diversos autores neste módulo, com destaque para os acima citados, o lingüista Ferdinand de Saussure e o contemporâneo Marcos Bagno, para fazer uma avaliação de que a humanidade evolui a cada minuto, os estudos da linguagem sempre tiveram o objetivo maior de tornar a humanidade mais culta, levando aos povos civilizados um entendimento entre o que se fala e o que se escreve, nas diversas fórmulas e conceitos e, isto me impulsiona a ir além, a buscar um aperfeiçoamento na linguagem, seja ela a gramatical, a de sotaque, a dos diversos fonemas que usamos no dia-a-dia para comunicar nossa necessidades e emoções, nossas vitórias e nossas derrotas, mas acima de tudo lutar para que a educação e, principalmente o estudo do Idioma Pátrio sejam valorizados da maneira que merecem em todos os segmentos da sociedade.

 Por : Gilberto Machado -  Acadêmico do Curso de Letras Português e Espanhol FURG

 

Ferdinand de Saussure foi um linguista e filósofo suíço, cujas elaborações teóricas propiciaram o desenvolvimento da linguística enquanto ciência autônoma.

 

Extraído da lista de exercícios curso Português Profª. Trícia Tamara Boeira do Amaral

Entre Fones e Fonemas, compras e receitas

Professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília, doutor em filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo, tradutor, escritor com diversos prêmios e mais de 30 títulos publicados.

 

VIDAS PROVISÓRIAS


VIDAS PROVISÓRIAS

 

Os personagens
 

O livro conta as vidas de vários personagens que se vêem fora de sua terra natal, levados por diferentes motivos, mas sempre buscando a realização de seus sonhos, ou de pelo menos terem vidas mais dignas que em sua terra. Mas nem sempre estas válvulas de escape, ou até mesmo de fuga são no mínimo melhores do que o habitat que eles tinham em seus países dede origem.

Paulo e Bárbara, separados no tempo e na geografia, compartilham além da experiência do exílio o estranhamento pela perda de suas identidades, o isolamento e a sensação de interrupção do curso normal de suas vidas. Paulo, perseguido e torturado pela ditadura militar, é preso e abandonado sem documento na fronteira de onde em 1970 vai até o Chile e depois para a Suécia.

Bárbara, com uma identidade falsa sai do Brasil em 1991 durante o governo Collor, fugindo da violência e se instala nos EUA de forma ilegal, como muitos brasileiros que lá vivem.

Na Suécia, Paulo de apaixona e forma família com Anna, que milita na Anistia Internacional. As lembranças do passado sofrido de Paulo o perseguem, devido ao grande trauma que viveu.

À América, Bárbara, chegou ainda adolescente e teve de deixar seus sonhos de entrar na Universidade para trás, precisou como clandestina, fazer faxina, ser manicure e sem falar o idioma americano conviveu com outras mulheres fáceis brasileiras e acabou vivendo uma paixão impossível.

 

Bárbara anônima, Paulo encontrando um amor

 

Bárbara não passava de mais um rosto anônimo e estrangeiro na multidão, sem se integrar ao país que escolheu habitar. Quanto a Paulo, ele vive em um momento forte na história do Brasil, o inicio do regime ditatorial militar que comandava o Brasil em seu tri-campeonato mundial de futebol, impulsionado por um presidente fascinado pelo esporte e pela música ufanista que celebra a fertilidade do seu país – “90 milhões em ação, pra frente Brasil, salve a seleção” - Paulo lembrava a Anna momento do que era o Brasil que tivera que deixar para trás forçado pela Ditadura Militar, já na Suécia encontrara Anna com quem conversava longamente sobre sua vida no Brasil, desde a infância quando com 12 anos junto com seu melhor amigo Eduardo, tropeçou sobre o corpo de uma mulher morta, vitima da repressão na ditadura, não sabendo que futuramente ele seria uma vitima do novo regime que lhe tirou até o nome, pois agora, na Suécia, depois do Chile onde passou, seu nome era Nélson.

Em “Vidas Provisórias” o autor relata a cada dois pares de páginas trechos das vidas que Bárbara a jovem de 17 anos, saída de uma vida pobre e transtornada na periferia de São Paulo; Paulo, um estudante de direito abduzido de seu apartamento pelos militares ficando sem a identidade nata, passando a ter um codinome m outras pátrias que não a sua.

O amigo de Bárbara em Nova York, onde estava desde que fugiu de Newark, porque a polícia iria fazer buscas para extraditar estrangeiros - Sílvio um quase moribundo para quem Bárbara fazia limpeza do apartamento do hospital duas vezes por semana, depois de algum tempo sendo exterminado por sua doença e acabou partindo e Bárbara tomou posse do local.

Nélson, agora assim chamado, construiu uma família com a sueca Anna, a qual teve um filho que chamou de Eduardo, seu melhor e único amigo de infância. À Anna, Nélson contava tudo, de seus medos, de sua infância e do terror que viveu quando foi preso torturado pelos militares em 1970.

Paulo, ou Nélson teve após aberto o regime pelo presidente Figueiredo oportunidade de voltar ao Brasil, mas Anna, grávida precisava repousar e ficar na Suécia, tendo então seu segundo filho de Nome Joseph.

Barbara após anos em Nova York continuava na cidade, sem expectativa de melhora de vida, ou de até mesmo voltar à São Paulo, de onde saíra, morava em um prédio habitado por estrangeiros de várias nacionalidades.

Depois, a convite da UNESCO Paulo foi à França, onde seus filhos frequentavam a escola e Anna trabalhava na Anistia Internacional Francesa.

Bárbara ficava somente em seu apartamento rodeada de vizinhos estrangeiros, a sua maioria latinos, às vezes recebia a visita de uma amiga que conhecera tempos atrás, a quem fazia suas confidências. Entre discussão e questionamento sobre sua identidade com as mulheres a quem Bárbara faz limpeza em seu apartamento, viam na TV o noticiário do atentado ao World Trade Center, as torres gêmeas.

Paulo, já em 2000, continuava suas viagens pelo mundo atribulado, em missão da UNESCO e Anna estava com os filhos de volta à Suécia.

 

Na vida de Paulo a história de conflitos mundiais

 

No livro “Vidas Provisórias” nas passagens de Paulo pelas mazelas das nações em guerra, percebe-se que o autor faz um repasse por fatos históricos e políticos de locais como o Oriente Médio, as ditaduras do Brasil e Argentina, do final dos anos 60 até os anos 2000, com guerras e ataques a civis, sempre com a interferência dos governos americanos nos episódios narrados.

Enfim, Bárbara encontra um sentido pra viver na América, conhece o filho de Paulo

 

Em Nova York, Bárbara chega a mais uma limpeza de apartamento que faria nestes anos em que está nos EUA. Quem lhe atende é um rapaz magro e moreno com sotaque que misturava o português com outra língua europeia; ela estava pela primeira vez, depois que chegara à América sentindo algo que poderia ser amor.

 

Ele fez sua breve e simpática apresentação e ao final completou – “Meu pai é brasileiro, era exilado e trabalha na UNESCO. Minha mãe é sueca e meu nome é Edward Waltray Antunes.” - O destino unia ali, Bárbara refugiada na América em vontade própria, buscando uma vida melhor quando ainda era adolescente e, o filho de Paulo, torturado, preso e exilado por intermédio da ditadura militar brasileira. Ambos os frutos de “Vidas Provisórias”.

            Faço a recomendação aos leitores para que realizem a leitura deste, que é o segundo livro do autor, é um relato que nos remete aos sofrimentos de duas pessoas diferentes em espaço e tempo, mas que o destino cruza suas vidas de forma incrível e indireta. Faz-te viajar pelos diversos países onde Paulo e Bárbara percorrem na trama. 

O autor 

Edney Silvestre nasceu em Valença no Estado do Rio de Janeiro, em 1950, jornalista de longa carreira se destacou na cobertura aos ataques aos 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos para a Rede Globo - Quando era correspondente em Nova York, é apresentador do programa GloboNews Literatura.

 

Por:

 Gilberto Machado - Acadêmico do curso de Letras – Português e Espanhol da FURG

 

Ditadura Militar e seus impactos


 Relação entre Em nome do pai, Rubens Paiva e A maturidade vale ouro : Ditadura e sociedade brasileira
 

A abordagem social e humanitária está inclusa em ambos os textos; quando Herbert de Souza fala nos princípios da sociedade democrática, como: liberdade, igualdade, solidariedade, participação e diversidade, em “A maturidade vale ouro”; ele cita algo tão buscado pela sociedade brasileira nos tempos da ditadura, tema do artigo “Em nome do pai, Rubens Paiva”, de Ruth de Aquino.

 A ditadura militar aboliu todas as formas de liberdade, não instituiu a igualdade, ficou longe da solidariedade, eximiu toda e qualquer participação e diversidade, quando um povo tinha que conviver com o medo, a censura, os desmandos dos coronéis e tudo o que privava a liberdade de expressão e quaisquer movimentos que viessem a contestar as atitudes do governo da época, massacrando e calando a voz do povo brasileiro.

 São inúmeras as pessoas que, assim como Rubens Paiva, desapareceram e até hoje não se tem notícias de seu destino, obviamente foram mortos, porém nem um funeral digno as famílias puderam oferecer aos seus.


 São pais, filhos, demais familiares que buscam uma explicação, ou até em momentos de devaneio esperam pela chegada da pessoa desaparecida em frente ao portão de casa para um abraço fraternal, a ditadura foi algo superior ao cruel, ao desumano, muitos foram mutilados, outros foram vítimas de atentados, outros sumiram sem pistas, e as famílias ainda choram sua perdas.
 
Referências
DE SOUZA, Herbert. A maturidade vale ouro
DE AQUINO, Ruth. Em Nome do pai, Rubens Paiva.

domingo, 3 de julho de 2016

Diferentes identidades, diferentes possibilidades

Módulo IV: Tensões identitárias e curriculares: desafios às políticas públicas da educação
7º Tópico
Aluno(a): GILBERTO MACHADO                                            Pólo: SARANDI

ATIVIDADE DE EXPLORAÇÃO DO TEXTO


Quais os principais desafios e também quais as possibilidades, para professores/as e alunos/as, implicadas nas tensões curriculares proporcionadas pelas diversas identidades e interesses que estão nas escolas?

Uma sociedade que vem há séculos com determinados parâmetros do que é correto ou padrão começa a ser desfeita de forma gradativa e, conseqüentemente isto vai parar nas salas de aula.
Desde o modelo tradicional de família, até as equiparações das classes sociais nas últimas décadas, poderão servir como novos conceitos em membros de uma sociedade que é formada em boa parte de suas vidas nos bancos escolares de todos os níveis.
Pois como cita, nesse aspecto, Foucault (1999a)

[...] que pensar é poder desnaturalizar o que parece evidente, ou seja, não tomar fatos como naturais – verdades absolutas ou parte de uma imutável essência – buscando compreender os jogos que determinam, a cada época, o que pode ser dito ou visto, ou ainda, o que deve manter-se na invisibilidade e no silêncio, como são as inúmeras famílias que se projetam na sociedade brasileira.
Como bem observam Simone Anadon, Marcio Caetano e Mary Rangel no artigo A Galinha Pintadinha e o reino do Galo Carijó: dinâmicas androcêntricas na educação da infância (p. 11)
[...] Isso já determina uma tomada de posição, cuja função daquele que se coloca a pensar não é determinar as melhores saídas e soluções, mas “sacudir os hábitos e dissipar familiaridades”, ou “em outros termos, fazer um sumário topográfico e geológico da batalha” (FOUCAULT, 1999a, p.151).
Pois se há diversas identidades e interesses na escola, provindas de mães “Galinha Pintadinha” ou não, o papel do professor é de olhar as individualidades presentes em sala de aula, pois ali chegarão alunos provindos de diversas situações e nomenclaturas de famílias às quais a escola tem de adaptar de uma forma mais natural e evitar ocorrer em situações que chegam ao discriminatório e traumatizante para os que não são de um modelo “tradicional” ao qual a sociedade do século passado estava acostumada. Com a doutrina midiática atual de que “tudo é normal” nada mais deve intervir na qualificação indevida de seres que agora têm diversas identidades e interesses. A escola deve sim, fomentar a boa educação, um bom aproveitamento do conhecimento que deve ser internalizado pelo aluno que a procura quer sair dela como um cidadão com suas particularidades respeitadas e com o conhecimento que contribua com seu crescimento no que ele se propõe.


Referências
ANADON, Simone. CAETANO, Marcio e  RANGEL, Mary Rangel. A Galinha Pintadinha e o reino do Galo Carijó: dinâmicas androcêntricas na educação da infância. R e v i s t a C a d e r n o s d e E d u c a ç ã o , n . º 5 2 • 2 0 1 5 • I S S N : 2 1 7 8 - 079X

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 1998.