segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sociologia, é preciso conhecer para entender


Com este título:
Sociologia, é preciso conhecer para entender. Faço um resumo do que li até agora, capítulos I e II do livro O que é Sociologia?,  de Carlos Benedito Martins, uma ciência, vamos chamá-la assim, que envolve todas as facetas do desenvolvimento da humanidade moderna, digo moderna pois pelo que sabemos o planeta tem milhões de anos. As civilizações evoluíram gradativamente conforme os seres humanos dera espaço à criatividade, esta criatividade transformou a produção primária em industrial, vindo assim os movimentos que transformaram as relações humanas em prol do desenvolvimento e do progresso. Tudo isto veio a influenciar diretamente na sociedade que temos hoje, pois a humanidade passou por inúmeros processos de evolução até chegarmos aos dias atuais e, a coisa não para por aí não, a automação em diversos setores está tomando conta, os seres humanos têm que se reinventar diariamente para manterem-se na atividade plena, caso contrário estão fadados à uma estagnação e atraso que será fatal ao seu desenvolvimento social e econômico. A engrenagem do planeta gira inconstantemente à velocidade que pode não ser possível de alcançá-la senão estivermos bem alicerçados e entender os processos que ocorreram com a humanidade como nos relata o  livro "O que é sociologia" de Carlos Benedito Martins é um processo cabal, precisamos entender o que os autores escreveram sobre os processos passados par assimilar em um processo contemporâneo a sociologia e a sua forma mais prática, sem paixões ou cegueiras.

Gilberto Machado

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Impressões sobre a função social da escola

Uma escola tem sua função social a partir do momento que insere as pessoas em seu meio, ultrapassando os limites do ensino somente em suas salas de aula e agregando a si novas tarefas que conjuguem a participação de toda a família, de seus docentes e discentes.
Existem várias formas de destacar e expandir as funções sociais da escola, como quando os alunos realizam um passeio nas proximidades da escola para observar onde e como pode ser melhorada a participação dos alunos no embelezamento o ambiente que circunda a escola, tornando-os cidadãos conscientes de que se deve colaborar com a limpeza, com a arborização, com o trânsito e, principalmente, com a educação para com os demais.
Além disso, pelo fato de alfabetizar e tornar cultas as pessoas, já é uma grande função social, pois estes cidadãos poderão ser reconhecidos como alfabetizados, como conhecedores da língua culta, das operações matemáticas, dos primeiros conhecimentos científicos, tornando-os cidadãos capazes de tornar uma sociedade melhor e mais desenvolvida no âmbito cultural e intelecto, com maiores possibilidades de crescimento individual e coletivo, sendo esta a principal função social da escola.
Relacionando esta explanação inicial com o documentário “O menino da internet - A história de Aaron Swartz”, ( https://www.youtube.com/watch?v=2uj1EeiuK5U ) percebe-se que a escola não é preparada para pessoas com alto grau de inteligência, como ocorreu com o menino, pois ele mencionou no documentário que estava decepcionado com a escola, ele não gostava os professores, achava ele dominadores e controladores, a iaô de casa era uma espécie de farsa, eles forçavam a fazer muito trabalho, sendo que Aaron mesmo começou a ler história da educação e como o sistema educacional foi desenvolvido, sabendo assim formas alternativas onde as pessoas pudessem realmente aprender as coisas ao invés de ficarem regurgitando fatos que os professores lhes diziam e este tipo de caminho o levou a questionar as coisas.
Aaron questionou a escola em que estava, questionou a sociedade que construiu a escola, questionou as empresas para quais as escolas estavam trei
nando as pessoas e questionou o governo, que configurou toda esta estrutura.
O que deve ser função social da escola pode ser equivalente ao que foi o legado de Aaron Swartz na tentativa de democratizar o acesso à informação, algo que realizou em sua função de hacker, porém por tentar abrir informações preciosas ao coletivo e bloqueadas no sistema de uma empresa, ele foi penalizado. A função social da escola é abrir os conhecimentos ao coletivo, interagir com os alunos e a comunidade, fazendo com que os conhecimentos não fiquem apenas nas bibliotecas e nos bancos das salas de aula, que estejam disponíveis a todos a qualquer momento.
Bertold Brecht, em seu poema “A Indiferença”, retrata o que pode ser relacionado com a função social do individuo perante os outros, pois esta indiferença de quem não se importa com ninguém acaba com ninguém se importando com este alguém, se o conhecimento é recluso ao nosso interior e não compartilhado para o bem dos demais, estes não terão o conhecimento necessário para te ajudar em atos futuros, ou seja, como escreveu Cora Coralina – “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. A função social de compartilhar seus conhecimentos é determinante para que você também adquira com esta vivência maior experiência cultural transformando isto em um intercâmbio de informações. “A Indiferença” escrita por Bertold Brecht retrata a pessoa ou instituição que não realiza nenhum tipo de comunhão de saber, não socializa e não compartilha compaixão e a recíproca fatalmente é a mesma, pois não há com quem contar em seu momento de aprisionamento. Não deixemos que a indiferença tome conta de nossos corações, compartilhemos toda e qualquer informação, mantenhamos o espírito semelhante ao de Aaron Swartz auxiliando a escola neste papel de cumprir sua função social.
Em nossas cidades próximas à Sarandi, e aqui mesmo, temos um exemplo prático desta função social quando o Programa União Faz a Vida é posto em prática, impulsionados pela cooperativa de crédito Sicredi as comunidades escolares realizam várias atividades de cooperação na educação elevando a níveis práticos as ações desempenhadas em seminários e trabalhos de interação entre as entidades educacionais e seus alunos e professores. Trabalhos que fazem com que os alunos sintam-se inseridos no bairro e na cidade, levar pais, conhecidos e familiares para dar seus depoimentos valorizando as pessoas da comunidade levando-as para um diálogo com os alunos.[1]



[1]  Disponível em : http://www.auniaofazavida.com.br/projetos_vejaosprojetos/?start=40 acesso em 29.10.14 às 21h26min.
SARANDI - RS

Bom dia, os trigais estão sendo colhidos, a soja e as demais culturas de verão estão sendo plantadas, ou já foram. Este é o ciclo que acompanhamos bem de perto aqui em uma cidade do interior que deve grande parte de seu desenvolvimento ao campo, da mesma forma ao soar das sirenes das fábricas percebe-se o caminho da industrialização mantendo e crescendo seu desenvolvimento, a população aumenta, os carros aumentam nas ruas, Sarandi é um ponto de referência na região da Produção, muitos a procuram em busca do pão de cada dia e, felizmente, o encontram. Como dizia J.B. Scalabrini - "A Pátria é a terra que lhe dá o Pão". E Sarandi é esta Pátria para muitos. Bom dia, boa quarta-feira, bom trabalho, bons estudos, seja feliz!
Paz e Bem!

sábado, 11 de outubro de 2014

O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA A FALANTES NATIVOS
Conclusões da disciplina de Introdução aos Estudos Linguísticos

1-      Possenti, à página 18, apresenta duas teses que abordam o ensino, ou não, de uma variedade linguística padrão pela escola, relacione-as, considerando que a escola tem como função ‘fazer do aluno um poliglota na própria língua’.

- O papel da escola é ensinar uma língua padrão, ou criar condições para que ela seja aprendida. Na tese de natureza político-cultural a língua padrão é dialeto de grupos sociais mais favorecidos. Tornar seu uso em grupos sociais menos favorecidos como se fosse o único dialeto válido, seria uma violência cultural.

2-      De acordo com o texto, explique o que é considerado como ‘português padrão’.

- O português padrão seria o domínio da gramática normativa na produção textual, do ponto de vista da escola seria a aquisição de determinado domínio da escrita e da leitura.

3-      O que é sugerido, pelo autor, como atividade para que os alunos venham a conseguir ler e escrever adequadamente?

- O autor propõe a realização de coisas óbvias, segundo ele, escrever e ler constantemente, inclusive nas próprias aulas de português. Possenti defende que ler e escrever são atitudes essenciais no ensino da língua e devem ser exercidas na sala de aula.


4-      Para Possenti, por que motivo a escola fracassa, em relação ao ensino de leitura e escrita em sala de aula?

- O fracasso da escola, de acordo com Possenti, pode ser de ordem metodológica (pedagógica) ou decorrentes de valores sociais complexos.

5-      Na página 22, o autor apresenta um processo gramatical produtivo. Comente o exemplo dado e qual a importância de Possenti chamá-lo desta forma.

- O exemplo do autor refere-se à expressão ‘imexível’ feita pelo ex-ministro Magri, que usou de uma palavra que não está no dicionário, porém ‘imexível’ deriva de mexer, como intocável deriva de tocar, ou seja, ele seguiu as regras, pois usou uma derivação de um radical ou núcleo existente na gramática. A nossa desconfiança sobre uma palavra existir ou não no dicionário ou gramática denota de nosso conhecimento das regras gramaticais e se há a possibilidade de criar novos termos, elas nos dão uma visão problemática do que seja realmente uma língua.

6-      Qual o argumento do texto para afirmar que ‘não há línguas fáceis ou difíceis’?

- Hoje, sabemos que todas as línguas são estruturas de igual complexidade, isto é, não há línguas simples e línguas complexas, o que há são línguas diferentes. ‘Nenhuma tem um mínimo de regras substancialmente diversas de outras’. ‘Não há dialetos mais simples do que outros’ - POSSENTI, Sírio. 2006


7-      As páginas 31 e 32, o autor afirma que A escola recebe alunos que já falam’, por que, então, ensinamos Língua Portuguesa para quem é falante nativo de Língua Portuguesa?
- Porque a função da escola é ensinar o padrão, em especial o escrito, pois o grande problema dos alunos está no domínio do texto não do da gramática. O que a escola ensina aos nativos, é a modalidade escrita desta língua, mas não propriamente a língua.

8-      Explique a afirmativa do autor de que ‘Falamos mais corretamente do que pensamos’, a página 41.

- Temos o costume de taxar as formas de falar que não sejam do português culto como sendo uma forma ‘errada’ de falar, porém não se trata de forma ‘errada’ mas sim, de dialetos diferentes e, assim, ‘falamos mais corretamente do que pensamos’, pois há erros que chocam e há erros que não chocam mais, então, damos conta de que aqueles que erram não erram tudo.

9-      Na página 49, Possenti afirma que Ler e escrever são trabalhos essenciais no processo de aprendizagem. Mas, não são exercícios. Explique como devemos compreender as noções de ‘trabalho’ e de ‘exercício’, neste caso, e como elas se contrapõem.
- Ler e escrever são trabalhos essenciais na escola, pois se deve tomar como exemplo quem escreve por ofício, como escritores e jornalistas, pois eles leem e releem mostram a colegas e chefes e, somente em seguida é que finalizam sua escrita. Algo assim está sendo feito em nossa disciplina de Introdução aos Estudos Linguísticos, na qual lemos, relemos, enviamos aos tutores, estes nos fazem apontamentos e, somente depois é que finalizamos nossa escrita.

10-  Qual a diferença entre ‘ensinar língua’ e ‘ensinar gramática’?
- ‘o que já é sabido, não precisa ser ensinado’(p. 50) – Afirma Sírio Possenti, ou seja, para falantes nativos do português não há a necessidade de ensinar coisas muito básicas, pois elas já vêm no léxico do aluno pela convivência desde o nascimento. Ensinar desde a nomenclatura dos objetos do cotidiano é ensinar língua a estrangeiros, ensinar a gramática e a boa construção de textos são práticas de ensino a nativos da língua.

11-  De acordo com o texto da página 73 à página 95, relacione e explique as noções de ‘regras’ e de ‘erro’.

- Regra é obrigação, algo que se obedece, regras expressam na gramática normativa uma expressão do certo e errado e os falantes que as transgridam são considerados ignorantes e não dignos de passar de ano na escola. Na gramática normativa, os erros são os fatos que divergem da variante padrão, sendo os vícios de linguagem e vulgarismos.




12    -De acordo com todas as questões consideradas até este ponto, posicione-se em relação a:
o    Por que ensinamos língua materna na escola?
o    Qual o melhor caminho para o ensino de língua materna na escola?

A língua materna é ensinada na escola para que os alunos tenham o conhecimento e domínio do português padrão, proporcionando ao aluno o grande domínio da escrita e da leitura. A função da escola é o de ensinar este padrão, em especial o escrito, pois o grande problema dos alunos está no domínio do texto e não da gramática, segundo Possenti.
A escola, assim, ensina a modalidade escrita da língua, pois de acordo com o autor, ‘o que já é sabido não precisa ser ensinado’ (p. 50). Aprendendo as regras da gramática normativa e das demais na escola, o falante da língua materna que estuda o português, saberá como escrever na norma culta da língua, da forma entendida como correta melhorando também a sua fala, sendo correto não forçar a mudança de dialeto ao aluno, porém quando da escrita, sempre prevalecerá a forma culta da língua.
Partindo do pressuposto citado por Possenti, o qual ‘o que já é sabido não precisa ser ensinado’, ou seja, para falantes de português ao ensinar em sala de aula a forma culta de sua língua, não é necessário voltar ao básico, pois já há um léxico mental adquirido em família e na escola e comunidade com os passar dos anos.
A melhor forma de ensinar a língua materna na escola, de acordo com Possenti, é por intermédio da leitura e da escrita, tomados como trabalho em sala de aula tomando, por exemplo, que faz da escrita e leitura um ofício de trabalho como os escritores e jornalistas, pois eles leem, releem, pesquisam, trocam informações com colegas e chefes e, somente depois escrevem em definitivo. Este exemplo citado por Possenti é muito bem executado pela disciplina de Linguística da UAB – FURG, pois os alunos leem, pesquisam, escrevem são submetidos a avaliação dos tutores que lhes reencaminham para que façam os trabalhos finais da disciplina somando os apontamentos dos tutores, sendo esta uma excelente forma de estudos.
Concluindo, no que se trata de ensinar a língua materna aos falantes, parte-se do pressuposto de Possenti de ‘quem diz e entende frases, faz isto porque tem um domínio da estrutura da língua’(p. 31), e ler e escrever são atributos essenciais no ensino da língua e devem ser praticados na sala de aula, deve ser ensinado o que o aluno não conhece da língua, para que o estudo seja mais proveitoso e avançado.



Foto: EMEFMFA - Sarandi

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Folleto turístico sobre Sarandi (Español)


Folleto turístico sobre la ciudad en  la que vives y en que naciste Español


Sarandí, fue creado en 27(veintisiete) de junio de 1939(mil novecientos treinta y nueve), tiene muchos atractivos para los turistas la visitar, es una ciudad industrializada, pero que no dejó de producir en el campo también. Vamos hablar de sólo 7 en esta demostración.

1.  El Monumento Farroupilha: Inaugurado en 20 de septiembre de 1985(mil novecientos ochenta y cinco). El Monumento Farroupilha, está en el centro de la Plaza Farroupilha con medidas de 7 metros de altura y pesa 3.500 kg, todo ello producido en hierro.
El monumento fue diseñado y desarrollado por los sarandienses Ale Zanonatto, Juliano Dalla Corte , Luis Antonio Rosin y Vanderlei Cenci .
2. Escalera de la Iglesia de Sarandí: con un total de 82m ². La autoría del dibujo, que representa a la saga de la colonización, es del artista Ale Zanonatto, El trabajo fue diseñado y implementado en agosto de 1998(mil novecientos noventa y ocho).
3. La pared del Cementerio del Sarandí: Pintado en año 2002(dos mil dos), la pared del Cementerio del Sarandí ganó "ventanas" con dibujos de la zona colonizada por los europeos. Echo por Ale Zanonatto, artista sarandiense, este trabajo muestra la armonía entre el hombre y la tierra.
4. El pórtico: En la entrada del la ciudad, que es una mano abierta como se fuera la mano del Dios, simboliza el pueblo sarandiense con su solidaridad y equipo a la mano es el símbolo universal de la mano de obra. El monumento también incluye las palabras: Bienvenidos y Vaya con Dios. El monumento fue edificado por el monumentista, Euclésio Palaoro, en año 2012(dos mil doce), se construyó para expresar los dos valores de la  población de la ciudad: la solidaridad y el trabajo.
5. La Escuela Sarandí: fuera  llamada " Gimnasio Sarandí. "  Y fuera fundada en  1951. El gimnasio fue diseñado y construido en estilo ecléctico por el ingeniero italiano Pietro Cescon. Las siguientes columnas se asemejan a los palacios italianos. Su arquitectura es inspirada en el Palacio de los Dodge de Venecia y es considerado uno de los más bellos edificios del Rio Grande do Sul.
6. Iglesia de Nuestra Señora de Lourdes: la iglesia de Nuestra Señora de Lourdes, es del estilo romano. Los trabajos fueron hechos por el ingeniero, artista, arquitecto y pintor italiano Fontanive Angelo, también es el autor de las obras presentes en la cúpula y el altar de la iglesia, el año en que la actual iglesia parroquial fue consagrada solemnemente fue 1945(mil novecientos cuarenta y cinco).
7. Prefectura de Sarandí: ubicada en la Plaza Presidente Vargas, considerada una de las más bellas del Estado, la prefectura fue diseñada por el arquitecto italiano Pietro Cescon. Fueua construida y inaugurada entre los años 1947(mil novecientos cuarenta y siete) y 1955(mil novecientos cincuenta y cinco).
Para obtener más información, visite el sitio web oficial de la ciudad de Sarandí. http://www.sarandi.rs.gov.br/turismo/turismo-cultural.html

Acceso en 08.05.2014.

“O Português são três” - Marcos Bagno - Por Gilberto Machado



“O Português são três”


Os falantes da Língua Portuguesa não empregam em sua totalidade a norma padrão da escrita na fala diária, o que é chamada de norma padrão da língua é usada predominantemente por pessoas letradas, em textos oficiais, científicos e jornalísticos. Havendo uma divisa entre a língua falada e a escrita. Vários autores linguistas são citados no texto de Marcos Bagno, expressando suas definições do uso da Língua Portuguesa pelos brasileiros que criaram a sua identidade própria e uma forma de utilizar a língua, em que podemos chamá-la de norma vernácula, além da norma culta e a norma padrão. Em “Nada na língua é por acaso”, o autor Marcos Bagno toma como ideia central vários exemplos de que “O Português são três”: a norma padrão, a norma culta e a norma vernácula. A norma culta é usada no cotidiano das pessoas com melhores condições financeiras e, consequentemente com maior acesso ao vocabulário requintado, que por vezes não é exatamente idêntico ao da norma padrão. Conclui-se, portanto, que norma padrão e norma culta da língua não devem ser confundidas, pois detém suas diferenças. Devem-se reconhecer as classes da língua prestigiadas e as estigmatizadas que são um modelo padrão de linguagem chamada “certa”. Os usos não normativos usados por falantes escolarizados e esclarecidos podem deixar de serem erros, mas reconhecidos nesta variante da linguagem, como erros menos errados que os outros. E, por isso, o “Português são três” – o povo, em sua maioria,  fala a norma vernácula, os letrados e escritores de documentos oficiais e notas jornalísticas usam a norma padrão e os falantes “afortunados” e de seus meios usam a norma culta. Após expor em seu texto diversos exemplos de publicações na internet das formas como as pessoas escrevem e falam Marcos Bagno defende uma pedagogia da variação e da mudança linguística, uma reeducação sociolinguística, com visão heterogênea de variáveis e mutações. É possível levar à escola esta variedade linguística expondo suas diferenças sem exclusões, mas adaptá-las ao crescimento intelectual dos alunos como assimiladores destas diversas construções da linguagem, apresentando e aceitando as diferentes normas existentes na linguagem do português brasileiro e as nuances aplicadas pelos seus falantes.

ANÁLISE DO ROMANCE LIVRO: DOM CASMURRO, MACHADO DE ASSIS, 1899.


ANÁLISE DO ROMANCE
LIVRO: DOM CASMURRO, MACHADO DE ASSIS, 1899.

ENREDO E TEMÁTICA
No romance Dom Casmurro o autor Machado de Assis, que o escreve em 1899, conta a estória de Bento Santiago, o Bentinho, narrada em primeira pessoa pelo próprio Dom Casmurro, chamado assim por um rapaz em uma viagem de trem, pois o mesmo cochilara enquanto ouvia versos lidos pelo que o batizara por esta alcunha, que foi adotada pela vizinhança que não gostava de seus hábitos reclusos e calados. Bentinho, um menino que órfão de pai que vive com a mãe D. Glória, o Tio Cosme, a prima de sua mãe, Justina e o agregado José Dias alimenta um romance desde a tenra idade com a vizinha e, pobre, Capitolina, a Capitu.
Bentinho que fora prometido por D. Glória a ingressar no seminário para tornar-se padre vive na infância, junto com Capitu e José Dias a forma de encontrar a maneira de convencer a mãe a não cumprir a promessa de tornar o filho um padre.
Este enredo - narrado por Dom Casmurro em sua casa feita réplica da que vivia na infância na Rua Mata cavalos -, tem em sua sequência a ida ao seminário, a conquista da amizade de Escobar, que futuramente, ao menos em sua cabeça, seria seu algoz tendo o traído ao fecundar Capitu, constatação esta provinda das semelhanças entre seu filho Ezequiel e o amigo de seminário Escobar.
Na obra, Dom Casmurro relata com detalhes os personagens da trama, em forma de flashback os locais por onde passara e vivera os planos feitos com o inseparável e prestativo José Dias, em um dia levá-lo à Europa, fato este que não se concretizou antes da partida final do agregado. O amor por Capitu é relatado página a página da obra, cresce, assim como os ciúmes pela morena.
O amor pela sua mãe D. Glória é imenso ao ponto de gravar em sua lápide a palavra “santa” ato que resume o que sempre pensou e externou de sua genitora, tão dedicada a ele e tão zelosa com o patrimônio herdado de seu pai Pedro de Albuquerque Santiago.
Apesar de ter conseguido sair do seminário após uma brilhante ideia do colega Escobar, - de sua mãe adotar um escravo e mandá-lo para o celibato em seu lugar-, ter ido a São Paulo estudar e formar-se advogado, ter se casado com o amor de infância, Capitu; Bento Santiago sentiu a maior dor se sua vida quando, após a morte trágica do amigo Escobar, que deixou viúva Sancha, constatava dia-a-dia a semelhança entre o filho Ezequiel e o falecido amigo, chegara a adquirir veneno para dar cabo à sua vida e, por um instante ofereceu o fel da morte em uma xícara de café a Ezequiel, porém nada consumado discute com Capitu e a deporta à Europa com o menino, teria assim a maior de suas desventuras e dias amargos de Dom Casmurro.
Após a morte da mãe Ezequiel tenta a aproximação com o que conhecia e chamava por pai e, depois de um frio encontro põe-se em aventura arqueológica com colegas à Jerusalém onde morre de febre tifoide.
Se Capitu o traiu realmente, não há indícios reais na obra que a condenem, senão as desconfianças de Bentinho e as semelhanças de Ezequiel com Escobar.
Dom Casmurro não vivera amais amor semelhante ao de Capitu a mulher de sua vida, o narrador encerra a obra anunciando que passaria a escrever sobre outro tema, “os subúrbios”, após relatar sua estória de vida até ali.

ANÁLISE A PARTIR DAS CATEGORIAS DA NARRATIVA

Dom casmurro é um “Narrador Protagonista”, é personagem central e narra a partir de sua perspectiva sem ter acesso ao estado mental dos demais personagens. Como é fácil de perceber em diversas passagens do livro – “... Vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro...” – “Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro.” – “... esta monotonia acabou por exaurir-me também. Quis variar, e lembrou-me escrever um livro”. – “Também não me esqueceu o que ele me fez uma tarde. Posto que nascido na roça (donde vim com dois anos)”.
Os personagens do romance são:
- Bentinho (Bento Santiago), que além de ser o narrador também é personagem principal da trama, junto à Capitu, sendo um personagem redondo, pois sua vida desenrola-se de diferentes formas, desde a vinda para a cidade, saindo do campo para uma vida burguesa, o romance com Capitu, com diferentes passagens, a ida ao seminário, a formação em direito, o casamento com Capitu, o desfecho da obra determinado por ele mudando o rumo de suas vidas.
 - Capitu (Capitolina), amiga, vizinha e namorada de infância de Bentinho, uma personagem redonda, provida de complexidade, com características variáveis, personalidade instável, dinâmica, multifacetada. Capitu guarda em segredo dos pais o amor por Bentinho na infância, rabisca o chão, risca o muro, escondendo do próprio Bentinho, em seguida tenta auxiliar a não ida do amado ao seminário, cativa a mãe de Bentinho com visitas frequentes, tornando-se uma boa companhia a D. Glória. Capitu faz por alvoroçado o destino final na trama em uma traição com Escobar, consolidada na mente de Bentinho é uma personagem da qual a trama depende para seu transcurso e final, o grande amor da vida de Bentinho capaz de mudar os rumos da vida do amado.

         - Escobar se tornara desde o seminário o melhor amigo de Bentinho, tendo a concepção de personagem redondo, pois se apresenta como o amigo fiel de Bentinho, evolui durante a trama, casa-se com Sancha, estabiliza-se em sua profissão e, morre de forma trágica após um mergulho ao mar, sendo além de amigo também, segundo a imaginação de Bentinho, o maior algoz do amigo dos tempos de seminário.

            - Sancha, além de mulher de Escobar, foi ex-colega de colégio de Capitu. Torna-se uma personagem redonda, pois sua passagem na trama de Machado de Assis tem momentos que alternam piedade, quando padece em sua cama e  insinuação a uma possível traição à Escobar com trejeitos a Bentinho nutrindo no esposa da amiga Capitu um desejo de infidelidade, em seguida fica viúva de Escobar.

            - Dona Glória, a mãe de Bentinho, tem adoração pelo filho e também pela religião, ao ponto de prometer o primeiro filho varão ao celibato e batina. É uma personagem plana, sua figura mantém as mesmas características que não evoluem durante a narrativa. Sempre está em sua rotina e não altera até sua morte.

            - José Dias é o agregado que serve a família de dona Glória desde que seu esposo ainda vivia. Famoso pelo uso frequente de seus superlativos que agradavam aos patrões. Um personagem plano, que manteve suas características desde o início da trama, sempre ao lado de Bentinho e dos membros da família..

         - Tio Cosme, tio de Bentinho por ser o irmão de sua mãe, já era viúvo e por profissão advogado, e assim como a prima Justina eram personagens planos, construídos em torno de uma única ideia ou qualidade; definidos em poucas palavras e não evoluíram ao longo da narrativa, tia Justina mantém-se como uma observadora e que não tem papas na língua.

            - Pedro de Albuquerque Santiago, pai de Bentinho, já falecido quando D. Glória foi morar na cidade do Rio quando o filho ainda era muito pequeno. Personagem plano.

            - Senhor Pádua, pai de Capitu e Dona Fortunata, mãe de Capitu, personagens planos, sem evolução na narrativa que pudesse alterar o tema central, o romance de Bentinho e Capitu.

Ezequiel, o
filho de Capitu, sobre o qual o Bento Santiago possui evidentes dúvidas quanto à sua paternidade, devido a enorme semelhança física e de trejeitos do garoto com Escobar. Ezequiel é um personagem plano, coadjuvante no enredo do romance.

O tempo em que se passa a narrativa de Bento Santiago, o Dom Casmurro, é cronológico quando o mesmo cita locais reais em que passara a infância, com os anos citados em diversas fases da sua vida contada na trama, até os dias atuais da escrita em sua nova casa que se fez réplica da vivida na Rua Mata cavalos. –”... A casa era a da Rua de Mata-cavalos, o mês novembro, o ano é que é um tanto remoto, mas eu não hei de trocar as datas à minha vida só para agradar às pessoas que não amam histórias velhas; o ano era de 1857”.
- “viagem à Europa é o que é preciso, mas pode fazerse daqui a um ou dous anos, em 1859 ou 1860”.
O espaço da trama é minuciosamente descrito pelo narrador Dom Casmurro, tanto nas datas e locais, nomes de ruas, praias, tudo muito bem registrado, nada fica vago à visão e perspectiva do leitor, a não ser a veracidade ou ilusão da traição de Capitu com Escobar.
Todos os locais frequentados pelos personagens são bem especificados na narrativa.


INTRODUÇÃO À LINGUÍSTICA



INTRODUÇÃO À LINGUÍSTICA

No livro “Introdução à Linguística” – objetos teóricos -, o artigo de Margarida Petter, intitulado Linguagem, língua, linguística, o fascínio da linguagem para a vida humana e as formas de estudar e compreender as teorias da linguística com o passar dos anos, formam a temática nele descrita. No início de sua explanação a autora cita desde a criação do mundo. O objetivo da autora com Linguagem, língua, linguística é elucidar as formas diferentes em que a linguagem foi estudada ao longo dos anos pelos linguistas e, até mesmo, comparada a linguagem animal, quando relata detalhes de pesquisa realizada com abelhas. Nesta fundamentação teórica da linguística, é explícita a problemática em entender como a linguagem humana se difere da animal, seus signos de comunicação se assemelham, mas diferenças na execução desta comunicação ficam evidentes, sendo a linguagem animal simples linguagem de sinais. A metodologia usada por Margarida Petter no texto Linguagem, língua, linguística, de introdução à linguística, é a de expor as diversas passagens do estudo da linguística pelos diversos povos e continentes ao passar dos séculos, até o seu reconhecimento como estudo científico através das teorias do linguista Suíço Ferdinand de Saussure, publicadas no Curso Geral de Linguística pelos seus alunos em suas anotações destacando a afirmação de Saussure de que a linguagem é “heteróclita e multifacetada”, pois abrange vários domínios, sendo ao mesmo tempo física, fisiológica e psíquica, pertence ao domínio individual e social (1969:17). Parte da metodologia da pesquisa da linguista neste texto destaca, dentre outros, o contemporâneo linguista norte-americano Noam Chomski, o qual trouxe para os estudos linguísticos uma nova onda de transformação apresentado em seu livro Syntatic Structures (1957:13). Margarida encaminha para o encerramento do artigo de introdução à linguística, rememorando que a linguagem passou por muitas mudanças, pois muitas vezes o “errado” de uma época passou a ser o “consagrado” em tempos futuros devido à diacronia e sincronia associadas ao uso frequente dos falantes desta nova forma, porém, há a necessidade de observar também o estudo da gramática na linguagem, sendo a gramática gerativa, porque de regras limitadas gera infinitas sentenças. Fiorin finaliza o artigo escrevendo que a língua é, antes de tudo, instrumento de interação social, usado para estabelecer relações comunicativas entre os humanos, devendo ser considerados os conceitos históricos e sociais de uma sociedade.

PETTER, MARGARIDA. Linguagem, língua, linguística. In: FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à Linguística – I. Objetos Teóricos. São Paulo: Contexto, 2002, p. 11-24.



Palavras-chave: Introdução. Linguística. Linguagem. Língua.

A Educação a Distância – O Ensino Sem Fronteiras

A Educação a Distância – O Ensino Sem Fronteiras

No documentário produzido pela graduada no curso de Tecnologia em Multimídia Digital pela Unisul Virtual, Patrícia Antonelli Artioli, “A Educação a Distância – O Ensino Sem Fronteiras”, há uma tese de defesa ao Ensino a Distância (EAD), onde na introdução, no desenvolvimento interno e na conclusão do conteúdo, professores e adeptos a EAD, por serem pessoas com experiência e conhecimento no assunto, demonstram inúmeras formas favoráveis a esta modalidade de ensino. Já estudantes do ensino presencial, que por desinformação, pré-julgam o EAD com diversas afirmações negativas, sem conhecimento da causa ou sequer alguma experiência com esta forma de aprendizado, demonstrando em alguns momentos certo preconceito com a EAD. No tópico: “nossa tecnologia evolui, e a maneira como aprendemos e ensinamos, continua igual?” A resposta é não, a EAD está crescendo em nosso país, dados do MEC apontam que há 01 em cada 05 novos alunos de graduação do país que optam pelo ensino a distancia. Muitos ainda, por falta de informação, discriminam esta forma de acesso ao saber, na primeira enquete pessoas sem a experiência com a EAD são na maioria contrárias ao ensino a distância, as suas alegações vão da falta da presença do professor, da suposta dificuldade de aprendizagem, falta de um incentivador, falta de dados dos profissionais atuando pós-formados até como é seu trabalho, sua produção. Já os entrevistados e favoráveis, citaram como pontos positivos a facilidade do acesso das informações em casa, o grande empenho e dedicação com que os alunos devem ter para passar as etapas. O documentário mostra dados do MEC, do curso de educação superior 2009, que os alunos de cursos a distancia têm avaliação igual ou superior aos do presencial no ENAD. Karine Augusta Zanoni, secretária de ensino, com 10 anos de experiência em EAD, reforça que alunos da educação a distância estão tendo no ENADE notas superiores aos presenciais, o estudo ainda apontou que das 13 áreas que se pode comparar o desempenho dos estudantes de educação presencial com alunos de EAD em 07 áreas (administração, biologia, ciências sociais, física, matemática, pedagogia e turismo), ou seja, mais que a metade, os alunos de EAD foram melhores e apresentaram em média de 50% a mais de rendimento que os alunos presenciais. No tópico do documentário “EAD - busca pelo conhecimento”, o depoimento do professor tutor em ensino a distancia Nelson Machado, filósofo, defendeu a fórmula EAD, afirmando que a presencial não estava saciando a necessidade de estudo e pesquisas e, principalmente de debates que ele necessitava e buscava, a EAD pode ter contato com o tipo de educação e estudo que sempre fez ser entusiasta na EAD, com seu perfil de estrada em que o aluno passava a ser um estudante e o ensino passou a ser visto como um aprendizado, onde prevalece a necessidade de comprometimento com aquilo que se idealiza; com aquilo que se busca, passando  a fazer o trabalho de uma forma sistêmica, coordenada e monitorada por tutores e professores capacitados para este tipo de educação. “EAD – democratização do ensino”: Estudante e professora defendem neste quesito a flexibilidade de fazer os trabalhos em horário adequado às necessidades do estudante. A EAD pode proporcionar a busca do conhecimento de forma mais dinâmica. “EAD - interatividade e tecnologia”: A pessoa não aprende quando não quer, afirma professora entrevistada, alegando as facilidades da tecnologia atual. “EAD é igual a  superação”: Sua trajetória destaca a busca e esforço dos alunos no enfrentamento das dificuldades, a EAD proporciona uma realização pessoal dos alunos. No tópico sobre “o futuro da EAD”, para o professor Nelson Machado, o futuro chama-se educação a distancia e, de acordo com Carlos Reis, professor de literatura portuguesa e feitor da Universidade Aberta de Portugal, a EAD mudará nosso futuro, em termos que só a falta de visão, a tibieza ou a escassez de iniciativas conseguirão limitar. O documentário “A Educação a Distância – O Ensino Sem Fronteiras”, parte para sua conclusão com um diagnóstico muito relevante - Desde que a instituição seja de confiança e de credibilidade, o ensino a distancia é da mesma validade do presencial, isto se comprova pelo curso ser reconhecido pelo MEC, dando plena validade legal para o diploma sendo o equivalente ao ensino presencial (www.portalead.org.br). “EAD é uma educação sem fronteiras, pois o aprendizado não se prende a questões espaciais e ou temporais, o conhecimento viaja pelo tempo e evolui e a maneira com que aprendemos e ensinamos também está evoluindo. O preconceito e a resistência a mudanças só atrasam e dificultam a evolução da humanidade”, afirma a idealizadora do documentário, Patrícia Areoli. Ou seja, as oportunidades estão disponíveis, basta ter força de vontade e ser perseverante na busca do conhecimento, esta riqueza inabalável no crescimento do ser humano.

Resumo do documentário disponível em:
Imagem: seccursos.com

Por: Gilberto Machado, Aluno EAD - UAB - FURG- Curso de Letras –Português e Espanhol – Polo Presencial de Sarandi - RS