quinta-feira, 8 de outubro de 2015


DIDÁTICA

SUA DEFINIÇÃO E IMPORTÂNCIA PARA O TRABALHO DOCENTE
Didática vem do grego: “ensinar, instituir, fazer aprender”. É o ato de reflexão do processo ensino-aprendizagem que pode ser definida como “reflexão sistemática”, pois é onde há o estudo das teorias de ensino e de aprendizagem, obedecendo um esquema ou forma de organizar as questões, o que facilita na formação do docente e sua futura aplicação da teoria na prática de ensino. Como observação dos diferentes agentes da educação e seu comportamento mediante uma formatação, de esquema de aula ou do docente, fazendo um relacionamento entre os conteúdos a serem apresentados e os alunos que irão recebê-los para seu conhecimento educacional.
A Didática entra também nos processos de formas de avaliação, motivação e capacitação dos personagens do processo educacional, fazendo com que haja as aplicações das teorias através de uma determinada didática que está constantemente colocada à prova das novas realidades do processo.

CONTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Por um processo intencional, a Didática busca alcançar seus objetivos com seus participantes, o professor que tem seu auxílio para organizar a aula na formatação didática para que o aluno aprenda bem o que é proposto. Neste processo a dimensão técnica do processo de aprendizagem comporta a definição de objetivos, o que vai ajudar o futuro professor a nortear seu trabalho desde o estágio. Oportunizando um formato pré estabelecido para, dentre outras coisas, organização do processo de avaliação ajuda na escolha de técnicas avaliativas, planejamento de curso e de aulas.

COLABORAÇÃO NOS DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO

A Didática elenca as principais dificuldades e perguntas que o professor se questiona ao deparar-se com uma turma de alunos que o desafiam a cada aula na busca de ampliação do leque de conteúdos, principalmente devido ao avanço tecnológico e o fácil acesso à informação, que muitas vezes atrapalham na formação e a Didática entra neste contexto respondendo a questões mais especuladas  como a busca de uma atividade que torne a aula atrativa e que realmente ensine, também a Didática orienta e auxilia nas questões de indisciplina  e ou desatenção de aluno.
A Didática também tem a tarefa de nos tornar agradável a tarefa de ensinar para que gostemos de dar aula, se tornando algo facilitado e de amplo domínio por parte do professor, pois oferece subsídios e as respostas aos principais questionamentos da educação.

Discussão


Realmente a Didática tem um papel ímpar na formação, no aperfeiçoamento e no formato do ensino-aprendizagem. Colocastes muito bem a questão da inovação, pois como nos contempla o texto proposto, a Didática tem a maioria das respostas aos questionamentos de uma formatação de aula na teoria e prática, porém vai da criatividade do professor em pesquisar algo além para contribuir no seu trabalho com os alunos, sempre sem que haja a fuga do proposto pela Didática e o Plano de Ensino da disciplina, porém deixando que o aluno seja um debatedor deste processo, que ele questione mais para conhecer mais e assim gostar da atividade pois só se gosta daquilo que se conhece e só se interessa em conhecer do que se gosta. Portanto esta é uma tarefa muito importante e que precisa de um professor com perfil inovador e de visão aberta e contemporânea, pois os desafios para as respostas que a Didática responde surgem a cada momento devido principalmente aos novos moldes de sociedade que estamos concebendo neste século XXI.
Referência:
Livro: Didática, A alma como centro. UAB - FURG - Letras - Português/Espanhol

quinta-feira, 1 de outubro de 2015


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL – MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
INSTITUTO DE LETRAS E ARTES
CURSO DE LETRAS – UAB -  POLO - SARANDI
DISCIPLINA - LÍNGUA PORTUGUESA V
 PROF.ª DR.ª MARIA CRISTINA FREITAS BRISOLARA





Análise simplificada do texto filmico publicitário do detergente Limpol Bombril através do modelo proposto por Umberto Eco.





Giancarlo Pereira de Barros
Gilberto Machado




Sarandi
2015



Análise simplificada do texto filmico publicitário do detergente Limpol Bombril através do modelo proposto por Umberto Eco.





DADOS TÉCNICOS DO COMERCIAL
- Agência: W Brasil
- Direção: Washington Oliveto
- Ator: Carlos Moreno
- Participação especial de Gil Gomes
- Ano da gravação: 1998
- São Paulo - Brasil
REGISTRO VERBAL
            Logomarca do produto estampada ao fundo bem atrás do ator no comercial = Limpol – Bom Bril.
            Texto em forma de legenda com o nome do personagem representado na peça publicitária: Gel Gomes.
            No comercial, a interpretação é feita pelo ator Carlos moreno, garoto propaganda da Bom Bril.


O texto interpretado no comercial foi disposto desta forma:
“Eu, Gel Gomes estou aqui neste comercial de Limpol para identificar os quatro novos elementos que precisam estar na sua cozinha. Limpol gel rende três vezes mais – eu disse: três vezes mais que os detergentes comuns é só passar um pouquinho na esponja e acabar de uma vez por todas com a sujeira. E aí está...ah! Gil! (entrada em cena do famoso repórter policial  dos anos 90 no Brasil; Gil Gomes: -“ geeel, limpol gel não esbanja na esponja.

Percebe-se que não há trilha sonora no vídeo do comercial do produto limpol, da Bom Bril sendo que a interpretação de Carlos Moreno em forma de imitação de Gil Gomes traz consigo a fala arrastada e enfática nas últimas palavras das frases do texto.
REGISTRO VISUAL
Nível Icônico
            Cenário de bancada, estilo telejornal com a logomarca da empresa que fabrica o detergente líquido Limpol.
            Sobre o cenário da peça publicitária para a televisão ainda temos a presença de um fundo preto e uma pequena bancada na horizontal à frente do ator, na bancada na qual tem sobre ela, quatro embalagens do novo detergente líquido Limpol da  Bom Bril nas cores transparente, verde, laranja e lilás.

            Em seus rótulos o telespectador pode identificar as inscrições na marca impressa e branco “Limpol” e a expressão “gel” é apresentada em vermelho, destacando a apresentação e consistência de detergente as demais nos rótulos não são claras no vídeo por serem em leras menores.


            O ator Carlos Moreno está vestindo uma camisa preta com traços brancos, representando rabiscos e formas indefinidas, camisas igual a usada no filme da Limpol pelo jornalista Gil Gomes, (pois esta foi sua característica de figurino utilizado ao longo dos anos em que apareceu nas telas dos telejornais na qual sempre teve participações irreverente como repórter policial).
            O microfone que está empunhado à mão direita do ator Carlos Moreno fica durante o filme todo gesticulando a mão esquerda na altura de seu queixo com a palma estendida. Como se demarcasse uma linha imaginária na horizontal, outra característica do jornalista Gil Gomes.

Nível iconográfico
            As imagens que aparecem no filme do Limpol Bombril nos lembram à bancada de um telejornal que anuncia de uma forma que chamamos de tom caricato um novo produto da Bom Bril. O ator mescla as suas próprias características, voz, óculos, e procura sátirizar com as características do jornalista Gil Gomes. Os ícones apresentados na peça dependem de um conhecimento por parte do telespectador do formato dos comerciais da Bom Bril com seu garoto propaganda e das características próprias de Gil Gomes e de como é seu trabalho no momento da produção do comercial, final dos anos 90 quando atuava no SBT no jornal Aqui e Agora, suas matérias vinha carregadas de sensacionalismo e com abordagens diferentes do tradicional.
            O texto do comercial de Gel Gomes traz “os quatro novos elementos que precisam estar na sua cozinha”. Como em toda a interpretação no filme apresenta um processo verbal explícito e marcas fonéticas da fala original do repórter Gil Gomes, que neste caso, teve seu nome adaptado para “Gel Gomes” em referência ao produto anunciado “LIMPOL GEL”.
            O termo “elementos” além de imitar o tom de voz de Gil Gomes ainda faz referencia aos assuntos policiais abordados por ele (em jargão policial o pretenso “criminoso” é sempre mencionado como “elemento” caracterizando recursos intertextuais metafóricos e metonímicos.
Nível Tropológico
            A condição de sátira caricata que o comercial faz ao jornalista e associa-o aos produtos apresentados tem a conotação de que as figuras de Carlos Moreno “garoto propaganda” da Bom Bril aliado ao jornalista policial Gil Gomes atrelam apelo popular, pois o produto é para donas-de-casa e ou trabalhadoras do lar que consomem de forma pressupostas o material para limpar a louça de forma mais eficiente e econômica ao jornalista que na época relatava de forma popular e com estilo próprio as tragédias policiais ocorridas em uma grande capital, São Paulo, maior centro comercial brasileiro. Em forma metonímica, representando algo que soluciona, economiza e é popular
Nível tópico
            O comercial produzido para seguir uma série de peças feitas em um determinado período trouxe a forma de sucesso comprovado do ator garoto-propaganda, evocando para que os consumidores continuem acreditando em produtos de sucesso como o personagem que satiriza o jornalista Gil Gomes. O trocadilho do nome do personagem caricato associado aos produtos “Gel Gomes” chancela o merchandising associando ao popular, o eficiente, o investigativo o humorístico e ao simples.
            A fórmula de um cenário como ícone apenas destacado com a logomarca Bom Bril é o simples do pouco que diz muito, pois a marca foi criada através das esponjas abrasivas de aço Bom Bril, ainda no final de 1940, a sua associação com o consagrado ator que fugiu do estereótipo de padrões de beleza de galãs de cinema teve seu objetivo quando identificou ainda mais a marca ao gosto popular.
            A persuasão fica por conta principalmente da figura de Gil Gomes que também sempre a grande massa popular ou o “povão” assistindo e vibrando com suas matérias na TV, ou seja, os “quatro elementos” deveriam ir à cozinha da brasileira através da soma dos ícones apresentados na peça.

Nível Entimemático
            A telespectadora é persuadida no comercial através de gestos e argumentos do autor como cito: “Rende três vezes mais... Eu disse três vezes mais que os detergentes comuns”. Com estes dizeres ficou evidente a preocupação em mostrar a economia e eficiência do novo Limpol Gel da Bom Bril. Mesmo vindo de uma marca líder no mercado e consagrada pelos consumidores existiu por do anunciante mostrar que o produto é eficaz, econômico e, principalmente incomum e especial, já que o próprio ator foi direto em falar que o detergente da Bom Bril é muito superior aos seus concorrentes.
Interação entre os dois registros
            O comercial do detergente Limpol da Bom Bril, procurar induzir o telespectador a momentos desconstraídos interpretados pelo lado cômico e caricato do ator Carlos Moreno, tendo ele dado vida novamente ao personagem Gil Gomes. O que se percebe que objetivo da Bom bril é impactar de uma forma bem popular o lançamento do novo detergente que chega como gel, diferentemente dos detergentes tradicionais.
            O texto acaba tendo um efeito maior no momento em que a interpretação é bem realizada, tanto nas expresões corporais ou na fala do personagem, ou seja, oral e gestual bem executadas. Desta forma, é evidente que o objetivo foi de fixar o novo produto na mente dos consumidores através de ícones da televisão como Gil Gomes e o já garoto-propaganda da Bom Bril Carlos Moreno.
            Ainda sobre o comercial, o fechamento do VT é marcado pelo aparecimento repentino do jornalista Gil Gomes na qual ele próprio acaba sendo também convencido pelo seu sósia de que realmente o produto é bom, é para levar mesmo. Vejam que a expressão: “Limpol Gel, não esbanja na espoja”, legitima o produto como sendo de alta qualidade, porém ao mesmo tempo o pressuposto é mostrar que ele é muito econômico rendendo mais que seus concorrentes.
            Cabe ressaltar que o ator do comercial, Carlos Moreno, é contratado como garoto-propaganda da Bom Bril desde 1978, elevando a marca a um patamar altíssimo como campeã em vendas da lã de aço, produto esse que foi o percursor para o sucesso da empresa, tendo ela hoje um mix muito grande de produtos. E claro, ganhando o conceito de produto com “1001 UTILIDADES”, slogan esse utilizado até hoje.

Referências
PETERMANN, Juliana. Algumas verificações: Dissertação de Mestrado A PUBLICIDADE DO BOM BRIL: O SEGREDO DO SUCESSO. Santa Maria, RS, 2006.
Filme publicitário Limpol Bombril “Limpol Gel”
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=naWFvE8fESY . Acesso em 29 de setembro de 2015.
Site da Bom Bril

Disponível em https://www.bombril.com.br . Acesso em 29 de setembro de 2015.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

MINHA CONTRIBUIÇÃO NESTE RICO DEBATE SOBRE UM TEMA QUE GOSTO MUITO QUE É A PRODUÇÃO TEXTUAL
1)     Qual é a contribuição do ensino de gramática para desenvolver a compreensão leitora e a produção escrita dos estudantes?
Creio que a contribuição do ensino da gramática  para desenvolver a compreensão leitora e a produção escrita dos estudantes é fundamental, pois um texto bem redigido em minha concepção é um texto com uma boa formatação em nível gramatical, embora seu conteúdo seja o principal atrativo ou fator cativante para o leitor deste texto. Um texto que não possui uma pontuação condizente, que possui problemas de concordância, ou seja a coerência e coesão passam pela semântica, pela sintaxe bem aplicada e, sem dúvida de uma análise linguística mínima por parte dês seu autor.
2)Por que considerar a análise linguística um dos eixos fundamentais (ao lado da leitura e da produção textual) para o ensino de LP?
A significância e os significados, a estrutura global de um texto, uma produção textual coesa e coerente passa por uma análise linguística bem fundamentada, pois todo o produtor textual tem de ter esta noção básica deste elemento que fazer parte da espinha dorsal de uma boa produção. Um texto para ser bem compreendido, com uma estrutura gramatical condizente e uma boa formatação tem sua coroação com ma análise do ponto de vista linguista como cita Franchi(1987) -  o fundamental no estudo da gramática/análise linguística é contemplar a variedade de recursos expressivos postos à disposição do falante/escritor para a construção do sentido. Sendo a gramática o estudo das condições linguísticas da significação.
Portanto, a análise linguística e a gramática devem anda ladeadas para a construção de um bom texto para que este contenha todos os elementos necessários para atrair seu leitor.
Já quanto a atuação do professor neste processo, concordo com Murrie (1994) – é possível tentar formas alternativas de ensinar língua portuguesa/análise linguística e obter ganhos com isso, sendo o maior deles a ampliação da capacidade interativa de nossos aluno se, por extensão, de suas condições de exercícios da cidadania -   e, já havia eu expressado este relato em disciplinas anteriores de nosso curso de Letras, onde o professor deve usar da interatividade com seus alunos para fazê-los bons leitores e produtores de textos e, além disso tomarem o gosto pela atividade por ser atrativa e prazerosa, pois com o conhecimento de mundo e os argumentos adquiridos em suas leituras os melhores ingredientes para um bom texto, aliados à um conhecimento básico de gramática e análise linguística os farão alunos/escritores/leitores para a vida toda.




quarta-feira, 5 de agosto de 2015




Minha experiência como aluno do Ensino Básico e como acho que deveriam ser as aulas na área de Letras

            Minha experiência com a Língua Portuguesa e Literatura no Ensino Básico data de mais de 20 anos, pois foi no período de 1983, na primeira série do Fundamental, até 1993 no terceiro ano do Ensino Médio, todos os anos em escolas públicas municipais e estaduais.
            Houve uma pausa de 20 anos até o meu ingresso no Curso Superior de Letras – Português/Espanhol na UAB – EaD – FURG. Quando estudante do Ensino Básico, as disciplinas estudadas ao longo desta jornada foram sempre muito bem dadas pelos professores, levando em conta que na época não existia a internet e tudo tinha de ser pesquisado em bibliotecas, com muitos dias de pesquisa no turno inverso à aula.
            As metodologias eram do século passado porém, bem eficazes e aplicadas de forma competente pelos professores dentro dos recursos que a eles eram destinados, pois os fatores extra sala de aula que atribulavam sua profissão e a falta de estrutura das escolas, fator que é muito diferente nos dias atuais e que facilita o ensino.
            As aulas na atualidade nas disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura devem ter um espaço muito aberto e motivador para a leitura, formar bons leitores para que também sejam bons escritores, que se desenvolvam bem também em outras disciplinas, ou seja, uma forma multidisciplinar de trabalhar com o aluno em todas as etapas do conhecimento, agregando assim a sua preferência por uma área ou outra à leitura e boa redação.
            A criatividade do professor atual é de fundamental importância para que torne sua disciplina atraente ao aluno, pois ele está envolto com as facilidades da tecnologia e esta deve ser usada em prol do ensino, basta ao professor saber a melhor forma, incentivando os alunos a lerem também pelas plataformas existentes nos diferentes canais, - que tal fazer um desafio de escrever poesias ou trechos de contos ou livros em uma página da turma em uma rede social?  - valendo avaliação por parte do professor.
            A interatividade e criatividade devem estar em primeiro lugar no processo de ensino-aprendizagem, o professor deve buscar a melhor forma de cativar seus alunos, de maneiras que eles absorvam os conteúdos propostos, seja da forma didática tradicional, com a busca em livros, ou de uso das formas inteligentes da internet.

            Portanto, o incentivo à leitura, lendo junto com os alunos e não somente os ordenando a ler; a interatividade e criatividade sabendo mesclar o uso da didática tradicional com a informática; além de uma aproximação maior com cada aluno o elogiando muito e provocando a criatividade do aluno para questionar e aprender de forma mais lúdica os ensinamentos, utilizar também diversas formas de memorização da disciplina e internalizarão da mesma por parte dos alunos, assim entendo que deva ser o ensino da Língua Portuguesa  e Literatura na escola atual.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Guimarães Rosa



“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” 
(ROSA, Guimarães. Grande sertão: veredas)




  Guimarães Rosa foi um diplomata brasileiro que viveu em diversas embaixadas começou a publicar suas obras após os seus 37 anos por achar que somente aí seus textos eram “maduros” o suficiente.
  O mineiro apesar de não ser um regionalista e escrever com variações da língua, usando bem a gramática, sintaxe e outras formas, num minucioso trabalho na linguagem, teve em seu maior expoente literário a obra “Grande Sertão: veredas” que conta a história de um homem nativo e que vive de andanças pelo sertão mineiro contando as agruras de seu caminho e as vivências entre o bem e o mal, as brigas de jagunços e, dentre uma narrativa e outra o autor lança sentenças que podem servir até nossos dias como “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” E ainda muitas citações sobre Deus  e o diabo, sempre de forma metafórica e termos de aforismos que servem para qualquer parte do mundo, onde há civilização.
  Um dos ícones de nossa literatura Guimarães Rosa deixou sua marca inclusive em obras que foram traduzidas para vários idiomas, escreveu contos e se preocupou em descrever os problemas do homem.
 
Para contribuir:
Guimarães Rosa é da escola literária do Modernismo. Ele pertence à 3ª fase da prosa modernista, juntamente com Clarice Lispector. Sua obra tem como característica uma linguagem difícil de ser entendida porque transcreve a fala do sertanejo do Brasil Central (Minas Gerais, Goiás). Na sua temática está a luta do homem com sua própria personalidade e com o ambiente, muitas vezes hostil para a sobrevivência e para o alcance do conforto e da felicidade. Em certos obras, como Sagarana e em Grande Sertão: Veredas observa-se até a fábula pela prosopopeia (personificação dos animais como burros, bois,etc.) Sua obra é muito lida e citada pelos escritores de Língua Portuguesa na África (Angola e Moçambique) sendo um deles o já famoso contista e romancista Mia Couto.



imagem: http://www.pontofrio.com.br/livros/LinguisticaOratoria/TeoriaLiteraria/Cadernos-de-Literatura-Brasileira-Joao-Guimaraes-Rosa-Volume-20-221340.html    

Mediador, o propulsor do conhecimento


   Por que o propulsor do conhecimento? Porque o professor tem um papel extremamente importante nesta tese defendida por Vygostsky no papel de mediador, de ser a figura não só transportadora ou expositora do conhecimento mas aquela que provoca o aluno para o desejo de absorver este conhecimento.
  O conhecimento de mundo do aluno e seu potencial cognitivo devem ser reconhecidos pelo professor neste processo de aprendizagem, o professor deve acima de tudo ser possuidor de conhecimentos da psicologia para saber observar e captar este conhecimento prévio do aluno, para então, ser este mediador do processo educativo e obter maior sucesso na relação professor/aluno/professor.
  O professor é o sujeito humano mais experiente e desenvolvido que irá transmitir seus conhecimentos outrora também adquiridos no mesmo processo, pois sempre há a questão da hereditariedade social, alguém mais experiente e conhecedor da teoria a transmitiu, foi o mediador, o provocador para que o processo educativo perdurasse e chegasse até nossos dias.
  O papel do professor como mediador dá os suportes necessários aos processos mentais, com interação e provocação através de atividades lúdicas ele promove a criança para uma prática mais eficaz. A socialização da criança no processo educativo tem passagem de forma vital pelo processo da linguagem, ela quem será o signo principal desta interação social do processo educativo, sempre mediado pelo professor, veja bem que sempre o mediador, o provocador, o propulso de todo este esquema é o professor.
  O outro social, apresentado pelo professor ao aluno dependerá sempre do diálogo, do questionamento, o professor tem de estar ciente que está diante de verdadeiras “esponjas” que estão dispostas a aprender, desde que sejam estimuladas a isto e o ambiente social para trazer este enfoque é muito importante, o papel do mediador para que isto ocorra deve preceder de um excelente preparo, de uma vivência de mundo social bem balizados em conceitos pedagógicos que insiram a melhor forma de ser este mediador, a ponte do desconhecido e do conhecimento.


REFERÊNCIA:
http://www.abrapso.org.br/siteprincipal/images/Anais_XVENABRAPSO/487.%20as%20contribui%C7%D5es%20da%20teoria%20psicol%D3gica.pdf 
DISPONIBILIZADO NO CURSO DE LETRAS PORTUGUÊS ESPANHOL FURG - EAD - pelo Prof. Dr. Paulo Gomes 

Imagem: 
http://etmevoila.blogspot.com.br/2013/11/dez-principios-para-um-bom-professor.html 

domingo, 7 de junho de 2015

JOÃO CABRAL DE MELO NETO
Poesia que cria imagem




  Um escritor poeta brasileiro e, principalmente pernambucano, em suas poesias ele retrata a realidade de modo imparcial foi um poeta que trouxe em sua maior obra “Morte e Vida Severina”, um auto de natal pernambucano, uma peça teatral, levada à TV e aos cinemas o relato de um povo que migrava do sertão nordestino, muito seco, a um litoral com maiores perspectivas de vida e terras regadas e produtivas.
  João Cabral foi reconhecido pela objetividade em suas obras ele veio em uma geração de 45 iniciando com traços de surrealismo com obras com intuição de formas e geometrismo, com sua  primeira obra “Pedra do Sono”(1942)  e passando para o poema mais popular com verso de sete sílabas, ele mesmo dizia em entrevistas que não era aquele poeta que estava entre o real e algo divino, ele era um sujeito sem graça e que relatava a poesia diferente, “compreende?”.
  João Cabral retratou a realidade de modo imparcial, em suas obras como “O Engenheiro” tem seu rigor com o semântico, passando também isto para “Morte e vida Severina” atuando como poeta narrativo também com rigor formal e temática participante dando assim um novo rumo à poesia brasileira criando a sua marca própria, a chamada “marca da pedra”.
  De acordo com os críticos e postas contemporâneos João Cabral de Melo Neto escreveu uma poesia mais construtiva, mais contundente e objetiva, enfim uma poesia que cria imagem.
João Cabral, apesar de ter vivido também muito tempo no Rio de Janeiro não menciona a cidade maravilhosa em suas poesias, porém Sevilla, onde também morou o cativou por seu povo e suas belezas, o que rendeu a cidade espanhola poemas em sua homenagem.
  João Cabral de Melo Neto, poeta brasileiro, uma poesia direta, uma linguagem totalmente compreensível sem deixar de ter cuidados semânticos, sem rimas aparentes e musicadas porém, rimas que estavam presentes nas vogais ao final dos versos, particularidades que o fizeram um dos grandes da Literatura Brasileira.



domingo, 24 de maio de 2015

Psicologia da Educação



  Analisando os conteúdos apresentados, inicio minha reflexão embasado no texto de Lígia de Carvalho Abões Vercelli, que destaca os três aspectos discutidos pelos pesquisadores que pesquisam a Psicologia da Educação: a concepção de homem, a multiplicidade de correntes teóricas e a relação entre teoria e prática pedagógica; este ultimo julgo o mais complexo e que depende dos anteriores para sua execução.
  A Psicologia da Educação deve sim fazer parte do currículo básico das licenciaturas, pois contribuem muito para a execução da prática educativa. Este estudo pode contribuir para que o aluno tenha uma visão mais ampla e crítica da disciplina.
  As características individuais de cada um , o seu contexto histórico da construção de caráter deve ser levado em consideração na formação do aluno.
A realidade de cada escola é de suma importância para que ocorra uma boa sincronia entre a teoria e a prática no ensino, para um melhor desempenho do futuro professor.
Citando Wundt, em 1875, quando caracterizou a Psicologia  como ciência que tinha objetivo próprio: a experiência consciente (Bock, 2002, p.16).
  O indivíduo ser relacionado como criatura e como criador, de acordo com Wundt, dá a importância de que o professor reconheça primeiramente o comportamento e o nível de desenvolvimento do aluno quanto ao aprendizado, deixá-lo livre para interagir na sala de aula, para que o aluno não seja somente um receptor, um sujeito de uma educação bancária e que o professor não seja somente um transmissor do conhecimento e sim, um provocador do mesmo através de uma reflexão junto com seu aluno dos conteúdos da aula.
  A Picologia da Educação entra neste contexto de entendimento da mente humana e sua relação com o mundo, pois se a dificuldade apresentada por um indivíduo, diferentemente de outro, for detectada pelo professor que usará dos conhecimentos da ciência da Psiologia, a forma de praticar a teoria com este aluno será totalmente modificada; certo aluno necessita de uma formatação de aula, outro uma diferente e, assim por diante, porém uma prospecção de aula que una estas diferentes “correntes” de captação de conhecimento irá facilitar a absorção do conteúdo pelos alunos, mesmo que tenham suas características individuais bem distintas, porém o professor detectou estas diferenças e as transformou em unidade de transmissão de conteúdo, facilitando seu trabalho e melhorando o rendimento dos alunos, tornando suas aulas mais proveitosas e  agradáveis.
  Ou seja, esta minha interpretação vem de encontro com o que foi compilado pelos autores do texto Em Busca De Um Ensino De Psicologia Significativo Para Futuros Professores – “Como fonte de conhecimento que a Psicologia teve um grande impacto sobre a educação, e tem mantido uma profunda relação com a prática educacional, entretanto nem sempre amistosa. A necessidade de termos consciência do pluralismo da prática científica é fundamental para evitarmos a ilusão de uma verdade necessária e definitiva. Tratando-se dos conhecimentos psicológicos, essa compreensão torna-se de fato essencial para superarmos o psicologismo na educação. Parece ser consensual que a Psicologia, nos cursos de licenciatura, deve buscar a compreensão do que ocorre nas escolas de ensino fundamental e médio, problematizando sobre quem é o aluno e o que ocorre no cotidiano das escolas. As situações vivenciadas na prática pedagógica precisam ser pensadas e analisadas já na formação inicial, com o objetivo de estabelecer projetos de intervenção nesse tipo de realidade. Entendemos que a Psicologia pode favorecer que o futuro professor ultrapasse o nível do senso comum, na medida em que os conhecimentos teóricos favorecem a compreensão do fenômeno da educação em diferentes dimensões, como a psicológica, a social, a antropológica, a biológica, a política etc.”
  A organização de um grupo social através do conhecimento compartilhado poderia desenvolver de uma forma diferenciada a questão da comunicação e do conhecimento aliados á Psicologia, ao conhecimento do indivíduo para seguinte uma ação para o todo, em grupo.
  Os conceitos de conhecimento, cognição e comunicação, não respeitam mais os antigos limites conceituais e preliminares. Estes conceitos estão correlacionados a uma expressão já citada anteriormente que seria uma visão de mundo do indivíduo, pois a comunicação tratou de esclarecer o que passou e passa em seu meio; a cognição lhe deu a capacidade psicológica de entender este processo externo  ocorrido e estas juntas lhe deram a percepção do conhecimento para que juntos constituam o indivíduo plenamente capacitados para agregar mais conhecimentos através do ensino regular de uma sala de aula.
  O trecho a seguir materializa o que citei em trecho anterior, a interação professor/aluno, aluno/professor: - “O construtivismo Piagetiano demonstra afinidade com o paradigma da simulação ao propor um processo constante de assimilação e acomodação, de interação entre o organismo e o meio, segundo o qual as estruturas são construídas ao longo do tempo, sendo o efeito e não a causa do desenvolvimento a partir da interação. Uma educação construtivista, pautada seja em Piaget, seja em L. Vygotsky, entende a relação ensino/aprendizagem como uma relação de interação entre alunos e professores, onde ambos aprendem e ensinam.”
 A evolução do campo da informatização, o avanço meteórico da informação através das novas tecnologias e plataformas deve alertar para que os futuros professores estejam preparados para realizar esta convergência em prol dos seus alunos.


Referências :

- VERCELLI, L. de C. A.a Psicologia da Educação na Formação Docente. Dialogia, São Paulo,v. 7, n. 2,  p. 223-2333, 2008.

- ALMEIDA, Patrícia C. Albieri de; AZZI, Roberta Gurgel ; MERCURI, Elisabeth N. G. Silva; PEREIRA, Marli A. Lucas . Em Busca De Um Ensino De Psicologia Significativo Para Futuros Professores.

- A Psicologia da Educação na Contemporaneidade e a possibilidade de um

Pensamento Comunicacional. Plataforma FURG –EaD – Psicologia da Educação.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

                             Psicologia da Educação


Nos documentários exibidos  através dos links abaixo podemos perceber um avanço significativo da Psicologia como área de estudo para ciência. Grandes pensadores do passado, cada um com sua teoria a frente os demais, participaram de forma essencial neste processo evolutivo da ciência que estuda a mente.
Grandes homens citados como, primeiramente Wilhelm Wundt,  com a criação do 1º laboratório de Psicologia , mencionado como o pai da psicologia moderna. A Psicologia translada em seus tempos como A ciência da vida mental; encaixando na relação corpo e alma e o problema do conhecimento; com a formação de diferentes correntes de pensamento. Platão dizia que o corpo é um cárcere par a alma e a alma é distinta do corpo, porém Aristótoles teorizava que a alma é propriedade essencial do corpo, fora do cárcere do sentido e da existência.
O entendimento de como está formada a mente humana, o espiritualismo; o estudo de sue funcionamento, no funcionalismo; o estudo da conduta no condutismo; o estudo o subconsciente no condicionamento; o funcionamento da mente, através do funcionalismo.
De acordo com Sigmun Freud, um dos maiores ícones entre os cientistas da mente humana, - a conduta humana é governada por motivos e desejos. Seguindo, o condicionamento estuda o subconsciente, a conduta reflexo de quem aprende. Na teoria do humanismo o homem é autônomo e responsável por sua decisões.
A definição de Psicologia seria a ciência que se encarrega dos estudos dos processos e fenômenos mentais. Ligando isto à conduta humana, ou seja, metas, descrição, explicação, pré decisão e modificação da conduta.  Quanto à etimologia diz-se Psiqué=alma e logos=trata ciência da alma. Se pode compreender e conceitualizar a psicologia quando se diz que ela estuda a relação ao meio ambiente e aos processos de comunicação.
A origem da Psicologia é pelo comportamento humano, oportunizando uma boa construção da sociedade e estruturas de convivência. A Psicologia possui a argumentação de estudo por métodos como as ciências sociais, ciências duras, quantitativas, qualitativas e mista, incluindo-se ainda o método experimental.
A Psicologia possui seus ramos assim subdivididos: biológicas, por fatores fisiológicos com perspectivas anatômicas; clínica, com o tratamento da saúde mental; cognitiva, com atividades mentais superiores do pensamento; do desenvolvimento, do andamento ou evolutiva nos campos físicos, objetivos e sociais; da saúde, laboral ou industrial e a psicologia educativa, no campo da educação. Quanto às origens e desenvolvimento da Psicologia da Educação, há todo um processo histórico e evolutivo neste contexto como ciência e a sua aplicação na prática.
Desde a antiga Grécia, passando por espanhóis, ingleses, americanos e, principalmente pensadores alemães, a inclusão da Psicologia no processo educativo é eminente e necessária, pois todo o estudo desta ciência que estuda a mente humana condiz com as formas de realizar um bom aprendizado, de formar bons professores para que com a ajuda da psicologia entendam melhor seus alunos e os façam entender melhor o conteúdos transmitidos em sala de aula.
Durante os primeiros 30 anos do século passado a Psicologia da Educação se perfila como ciência, com teorias, métodos e procedimentos próprios e várias áreas de atuação.
Também a Psicanálise aporta todo um sustento teórico sobre as etapas do desenvolvimento inicial e suas implicações na emoção, no caráter e na segurança pessoal.
Citando mais um trecho do vídeo, a Psicologia Humanista de Carl Rogers assinala que o homem pode crescer até o limite de suas próprias capacidades.
A Psicologia da Educação, ao longo de cem anos vem se definindo em seu campo de estudo e merecendo este status de ciência.

Referências:

https://www.youtube.com/watch?v=_aFPIknV63w
https://www.youtube.com/watch?v=zmHsmvDdMc8
https://www.youtube.com/watch?v=lNPvyg__ch4

Imagem: https://www.primecursos.com.br/nocoes-de-psicologia-da-aprendizagem/