quinta-feira, 7 de julho de 2016

Falando a primeira vez em público


Falando a primeira vez em público


 

            Você tem a timidez como um grande obstáculo para as suas atividades sociáveis, pois imagine-se falando em público. Pode ser para a turma de aula, para os colegas de trabalho, ou talvez para toda a escola em uma apresentação cívica ou informal.

            Todos estão te olhando, todos estão esperando que a sua mensagem gravada em seu cérebro passe por suas cordas vocais e que os fonemas juntem-se ao serem produzidos em forma de som em sua boca, são muitos músculos a serem trabalhados até que sua voz possa ser ouvida e, neste caminho que para muitos é simples, para você pode ser uma missão quase impossível.

            Pois bem, pode ser quase, mas entre o quase e o impossível existe uma imensidão, quase um abismo chamado de autoconfiança, sim um elo entre aquela mensagem depositada em seu cérebro

            Extraí um texto interessante sobre este tema no site http://www.escolapsicologia.com/3-passos-e-10-formas-para-construir-a-sua-auto-confianca/ que transcrevo a seguir: 

            Acredite em si próprio, e caminhe para o êxito. É comummente aceite que as pessoas autoconfiantes têm qualidades e características que todos nós admiramos. A autoconfiança é extremamente importante praticamente em todos os aspectos da nossa vida, no entanto muitos de nós lutamos para a encontrar. Tristemente, isto pode tornar-se um ciclo vicioso. As pessoas com falta de autoconfiança podem encontrar neste ciclo os obstáculos e dificuldades para serem bem sucedidas.

            Muitos de nós somos relutantes em apoiar um projeto que está a ser desenvolvido por alguém que está constantemente nervoso, atrapalhado e com necessidade de elogio constante. Por outro lado, a grande maioria de nós somos persuadidos por alguém que fala claramente, que tem uma postura ativa e decidida, que responde a perguntas com toda a certeza, e que consegue admitir publicamente quando não sabe algo.

            As pessoas autoconfiantes inspiram confiança nos outros: o seu público, seus colegas, seus patrões, seus clientes, e seus amigos. Ganhar autoconfiança, assim como a confiança dos outros é uma das principais vias para sermos bem sucedidos na nossa vida.

 

Fonética e Fonologia

Sarandi, dezembro de 2013

 

Como entendo a Fonética e a Fonologia

 

 

Inicio este resumo do que assimilei sobre a matéria apresentada no curso, com uma citação feita por Ferdinand de Saussure em um dos materiais apresentados nos módulos sobre Lingüística, de nosso curso de Língua Portuguesa, perfeitamente elaborado pela professora Trícia – A língua é comparada a uma folha de papel - “O pensamento é o anverso e o som o verso não se pode cortar, ao mesmo tempo, o outro”. Assim, tampouco na língua se poderia isolar o som do pensamento, ou o pensamento do som, só se chegaria a isso com uma obstrução cujo resultado seria fazer psicologia pura ou fonologia.

A divisão da Lingüística é feita em várias áreas, dentre as quais estudamos até agora a Fonologia, a Fonética e, chamarei aqui de subgrupos – letra, Fone, Fonema e Alofone.

A Fonética estuda os fatos físicos que caracterizam o som da fala e a Fonologia estuda a interpretação dos resultados apresentado pela Fonética, onde temos os Fones, que quando estes sons da fala apresentam propriedades distintivas que alteram o sentido da palavra produzida, são chamados de Fonemas.

Ou seja, a Fonética são os sons da fala e a Fonologia a interpretação dos resultados fonéticos.

Os Fones são produzidos pela Fonética Articulatória; são transmitidos pela Fonética Acústica e percebidos pelo ouvinte pela Fonética Auditiva.

  • A Fonética Articulatória – “Mostra que movimentos do aparelho fonador estão envolvidos na produção dos sons”.
  • A Fonética Acústica – “Mostra as propriedades físicas - acústicas - dos sons que se propagam através do ar”.
  • A Fonética Auditiva – “Mostra a maneira como os sons são percebidos pelo ouvinte”.

Na Fonética estudamos ainda a maneira que os sons se articulam no aparelho fonador; pulmões, traquéia, laringe, lábios, dentes, língua, alvéolo, palato duro e palato mole. Alvéolos são as cavidades que prendem os dentes; palato duro é o céu da boca; palato mole é o véu palatino próximo à úvula, campainha.

Devido a isso, define-se uma consoante como palatal, sendo o ponto físico onde o fone consonantal se articula, ou seja, o ponto de articulação. Já o modo de articulação vem com as diferentes formas com que o ar sai da boca quando se produz um Fone; se, tem obstrução de ar é consoante, senão é vogal. As consoantes se definem pelo ponto e modo de articulação, juntamente com a articulação das cordas vocais.

 

As vogais, por sua vez, definem-se pelo posicionamento da língua e pela abertura da boca. O que diferencia na execução física dos Fones é a vibração das cordas vocais.

 

A Fonologia, de acordo com o que vimos neste módulo nos materiais apresentados pela professora Trícia - vai interpretar os dados fonéticos, identificando as diferenças fônicas, a Fonologia dá conta de explicar o que é Fonema, quando ele altera o que a palavra significa.

Já a Letra, é tão somente a representação gráfica do Fonema. Exemplo: TÓXICO - Fonemas: (&) /to/k/s/i/c/o – Letras: (6) t ó x i c o. GALHO – Fonemas: (4) /g/a/lh/o – Letras: (5) g a l h o.

A Língua Portuguesa tem um quadro fonético de consoantes e vogais; os Fones quando unidos geram as palavras. Um exemplo são os Fones [p] e [b] que se encaixam na definição da Fonologia como – “Identificação de Fonemas por oposição em contexto de par mínimo”. Ou seja, quando opondo dois Fonemas no mesmo contexto, resulta-se em diferentes palavras, ex.: [p]ato, [b]ato.

Quando se estuda os Alofones podemos perceber que há a sua identificação por meio de variação. São as variações do som de um mesmo fonema, ou de diferentes formas de pronúncia que não alteram o significado das palavras e ainda podem ser condicionados  por outros motivos, como oposição na palavra pela chamada distribuição complementar.

Continuando os estudos apresentados destaquei alguns pontos do escritor Marcos Bagno, em Fonema? Pra que Fonema? O qual tem uma visão bem contemporânea sobre os conceitos apresentados em livros didáticos sobre a definição de Fonema.

 

- O Fonema é uma entidade virtual, uma abstração, jamais um “som da língua”. A definição de Fonema como um “som da fala”, foi abandonada há mais de cem anos. Para o autor, os símbolos fonéticos é que “são som da língua”, como em MARÇO há a pronúncia com sotaque que muda o som do R como letra, para o Fone [r] u [x] ou [ɹ], etc. sendo os Fones ou Alofones.

Por isso, segundo Marcos Bagno, que o Fonema é uma identidade abstrata que vem identificada entre barras oblíquas e os Fones, que são os “sons da língua”, vem entre colchetes.

Não existe correlação exata com o que se ala e o que se escreve; isto é percebido no “sotaque”, termo em Português e, no acento, termo nas demais línguas de origem latina. Os sotaques são as manifestações mais imediatas da identidade lingüística dos falantes.

Abstenho-me de postar tabelas e símbolos fonéticos, que visualizei intensamente no material de apoio apresentado pelo curso, para fazer uma referência aos textos que vimos de diversos autores neste módulo, com destaque para os acima citados, o lingüista Ferdinand de Saussure e o contemporâneo Marcos Bagno, para fazer uma avaliação de que a humanidade evolui a cada minuto, os estudos da linguagem sempre tiveram o objetivo maior de tornar a humanidade mais culta, levando aos povos civilizados um entendimento entre o que se fala e o que se escreve, nas diversas fórmulas e conceitos e, isto me impulsiona a ir além, a buscar um aperfeiçoamento na linguagem, seja ela a gramatical, a de sotaque, a dos diversos fonemas que usamos no dia-a-dia para comunicar nossa necessidades e emoções, nossas vitórias e nossas derrotas, mas acima de tudo lutar para que a educação e, principalmente o estudo do Idioma Pátrio sejam valorizados da maneira que merecem em todos os segmentos da sociedade.

 Por : Gilberto Machado -  Acadêmico do Curso de Letras Português e Espanhol FURG

 

Ferdinand de Saussure foi um linguista e filósofo suíço, cujas elaborações teóricas propiciaram o desenvolvimento da linguística enquanto ciência autônoma.

 

Extraído da lista de exercícios curso Português Profª. Trícia Tamara Boeira do Amaral

Entre Fones e Fonemas, compras e receitas

Professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília, doutor em filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo, tradutor, escritor com diversos prêmios e mais de 30 títulos publicados.

 

VIDAS PROVISÓRIAS


VIDAS PROVISÓRIAS

 

Os personagens
 

O livro conta as vidas de vários personagens que se vêem fora de sua terra natal, levados por diferentes motivos, mas sempre buscando a realização de seus sonhos, ou de pelo menos terem vidas mais dignas que em sua terra. Mas nem sempre estas válvulas de escape, ou até mesmo de fuga são no mínimo melhores do que o habitat que eles tinham em seus países dede origem.

Paulo e Bárbara, separados no tempo e na geografia, compartilham além da experiência do exílio o estranhamento pela perda de suas identidades, o isolamento e a sensação de interrupção do curso normal de suas vidas. Paulo, perseguido e torturado pela ditadura militar, é preso e abandonado sem documento na fronteira de onde em 1970 vai até o Chile e depois para a Suécia.

Bárbara, com uma identidade falsa sai do Brasil em 1991 durante o governo Collor, fugindo da violência e se instala nos EUA de forma ilegal, como muitos brasileiros que lá vivem.

Na Suécia, Paulo de apaixona e forma família com Anna, que milita na Anistia Internacional. As lembranças do passado sofrido de Paulo o perseguem, devido ao grande trauma que viveu.

À América, Bárbara, chegou ainda adolescente e teve de deixar seus sonhos de entrar na Universidade para trás, precisou como clandestina, fazer faxina, ser manicure e sem falar o idioma americano conviveu com outras mulheres fáceis brasileiras e acabou vivendo uma paixão impossível.

 

Bárbara anônima, Paulo encontrando um amor

 

Bárbara não passava de mais um rosto anônimo e estrangeiro na multidão, sem se integrar ao país que escolheu habitar. Quanto a Paulo, ele vive em um momento forte na história do Brasil, o inicio do regime ditatorial militar que comandava o Brasil em seu tri-campeonato mundial de futebol, impulsionado por um presidente fascinado pelo esporte e pela música ufanista que celebra a fertilidade do seu país – “90 milhões em ação, pra frente Brasil, salve a seleção” - Paulo lembrava a Anna momento do que era o Brasil que tivera que deixar para trás forçado pela Ditadura Militar, já na Suécia encontrara Anna com quem conversava longamente sobre sua vida no Brasil, desde a infância quando com 12 anos junto com seu melhor amigo Eduardo, tropeçou sobre o corpo de uma mulher morta, vitima da repressão na ditadura, não sabendo que futuramente ele seria uma vitima do novo regime que lhe tirou até o nome, pois agora, na Suécia, depois do Chile onde passou, seu nome era Nélson.

Em “Vidas Provisórias” o autor relata a cada dois pares de páginas trechos das vidas que Bárbara a jovem de 17 anos, saída de uma vida pobre e transtornada na periferia de São Paulo; Paulo, um estudante de direito abduzido de seu apartamento pelos militares ficando sem a identidade nata, passando a ter um codinome m outras pátrias que não a sua.

O amigo de Bárbara em Nova York, onde estava desde que fugiu de Newark, porque a polícia iria fazer buscas para extraditar estrangeiros - Sílvio um quase moribundo para quem Bárbara fazia limpeza do apartamento do hospital duas vezes por semana, depois de algum tempo sendo exterminado por sua doença e acabou partindo e Bárbara tomou posse do local.

Nélson, agora assim chamado, construiu uma família com a sueca Anna, a qual teve um filho que chamou de Eduardo, seu melhor e único amigo de infância. À Anna, Nélson contava tudo, de seus medos, de sua infância e do terror que viveu quando foi preso torturado pelos militares em 1970.

Paulo, ou Nélson teve após aberto o regime pelo presidente Figueiredo oportunidade de voltar ao Brasil, mas Anna, grávida precisava repousar e ficar na Suécia, tendo então seu segundo filho de Nome Joseph.

Barbara após anos em Nova York continuava na cidade, sem expectativa de melhora de vida, ou de até mesmo voltar à São Paulo, de onde saíra, morava em um prédio habitado por estrangeiros de várias nacionalidades.

Depois, a convite da UNESCO Paulo foi à França, onde seus filhos frequentavam a escola e Anna trabalhava na Anistia Internacional Francesa.

Bárbara ficava somente em seu apartamento rodeada de vizinhos estrangeiros, a sua maioria latinos, às vezes recebia a visita de uma amiga que conhecera tempos atrás, a quem fazia suas confidências. Entre discussão e questionamento sobre sua identidade com as mulheres a quem Bárbara faz limpeza em seu apartamento, viam na TV o noticiário do atentado ao World Trade Center, as torres gêmeas.

Paulo, já em 2000, continuava suas viagens pelo mundo atribulado, em missão da UNESCO e Anna estava com os filhos de volta à Suécia.

 

Na vida de Paulo a história de conflitos mundiais

 

No livro “Vidas Provisórias” nas passagens de Paulo pelas mazelas das nações em guerra, percebe-se que o autor faz um repasse por fatos históricos e políticos de locais como o Oriente Médio, as ditaduras do Brasil e Argentina, do final dos anos 60 até os anos 2000, com guerras e ataques a civis, sempre com a interferência dos governos americanos nos episódios narrados.

Enfim, Bárbara encontra um sentido pra viver na América, conhece o filho de Paulo

 

Em Nova York, Bárbara chega a mais uma limpeza de apartamento que faria nestes anos em que está nos EUA. Quem lhe atende é um rapaz magro e moreno com sotaque que misturava o português com outra língua europeia; ela estava pela primeira vez, depois que chegara à América sentindo algo que poderia ser amor.

 

Ele fez sua breve e simpática apresentação e ao final completou – “Meu pai é brasileiro, era exilado e trabalha na UNESCO. Minha mãe é sueca e meu nome é Edward Waltray Antunes.” - O destino unia ali, Bárbara refugiada na América em vontade própria, buscando uma vida melhor quando ainda era adolescente e, o filho de Paulo, torturado, preso e exilado por intermédio da ditadura militar brasileira. Ambos os frutos de “Vidas Provisórias”.

            Faço a recomendação aos leitores para que realizem a leitura deste, que é o segundo livro do autor, é um relato que nos remete aos sofrimentos de duas pessoas diferentes em espaço e tempo, mas que o destino cruza suas vidas de forma incrível e indireta. Faz-te viajar pelos diversos países onde Paulo e Bárbara percorrem na trama. 

O autor 

Edney Silvestre nasceu em Valença no Estado do Rio de Janeiro, em 1950, jornalista de longa carreira se destacou na cobertura aos ataques aos 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos para a Rede Globo - Quando era correspondente em Nova York, é apresentador do programa GloboNews Literatura.

 

Por:

 Gilberto Machado - Acadêmico do curso de Letras – Português e Espanhol da FURG

 

Ditadura Militar e seus impactos


 Relação entre Em nome do pai, Rubens Paiva e A maturidade vale ouro : Ditadura e sociedade brasileira
 

A abordagem social e humanitária está inclusa em ambos os textos; quando Herbert de Souza fala nos princípios da sociedade democrática, como: liberdade, igualdade, solidariedade, participação e diversidade, em “A maturidade vale ouro”; ele cita algo tão buscado pela sociedade brasileira nos tempos da ditadura, tema do artigo “Em nome do pai, Rubens Paiva”, de Ruth de Aquino.

 A ditadura militar aboliu todas as formas de liberdade, não instituiu a igualdade, ficou longe da solidariedade, eximiu toda e qualquer participação e diversidade, quando um povo tinha que conviver com o medo, a censura, os desmandos dos coronéis e tudo o que privava a liberdade de expressão e quaisquer movimentos que viessem a contestar as atitudes do governo da época, massacrando e calando a voz do povo brasileiro.

 São inúmeras as pessoas que, assim como Rubens Paiva, desapareceram e até hoje não se tem notícias de seu destino, obviamente foram mortos, porém nem um funeral digno as famílias puderam oferecer aos seus.


 São pais, filhos, demais familiares que buscam uma explicação, ou até em momentos de devaneio esperam pela chegada da pessoa desaparecida em frente ao portão de casa para um abraço fraternal, a ditadura foi algo superior ao cruel, ao desumano, muitos foram mutilados, outros foram vítimas de atentados, outros sumiram sem pistas, e as famílias ainda choram sua perdas.
 
Referências
DE SOUZA, Herbert. A maturidade vale ouro
DE AQUINO, Ruth. Em Nome do pai, Rubens Paiva.

domingo, 3 de julho de 2016

Diferentes identidades, diferentes possibilidades

Módulo IV: Tensões identitárias e curriculares: desafios às políticas públicas da educação
7º Tópico
Aluno(a): GILBERTO MACHADO                                            Pólo: SARANDI

ATIVIDADE DE EXPLORAÇÃO DO TEXTO


Quais os principais desafios e também quais as possibilidades, para professores/as e alunos/as, implicadas nas tensões curriculares proporcionadas pelas diversas identidades e interesses que estão nas escolas?

Uma sociedade que vem há séculos com determinados parâmetros do que é correto ou padrão começa a ser desfeita de forma gradativa e, conseqüentemente isto vai parar nas salas de aula.
Desde o modelo tradicional de família, até as equiparações das classes sociais nas últimas décadas, poderão servir como novos conceitos em membros de uma sociedade que é formada em boa parte de suas vidas nos bancos escolares de todos os níveis.
Pois como cita, nesse aspecto, Foucault (1999a)

[...] que pensar é poder desnaturalizar o que parece evidente, ou seja, não tomar fatos como naturais – verdades absolutas ou parte de uma imutável essência – buscando compreender os jogos que determinam, a cada época, o que pode ser dito ou visto, ou ainda, o que deve manter-se na invisibilidade e no silêncio, como são as inúmeras famílias que se projetam na sociedade brasileira.
Como bem observam Simone Anadon, Marcio Caetano e Mary Rangel no artigo A Galinha Pintadinha e o reino do Galo Carijó: dinâmicas androcêntricas na educação da infância (p. 11)
[...] Isso já determina uma tomada de posição, cuja função daquele que se coloca a pensar não é determinar as melhores saídas e soluções, mas “sacudir os hábitos e dissipar familiaridades”, ou “em outros termos, fazer um sumário topográfico e geológico da batalha” (FOUCAULT, 1999a, p.151).
Pois se há diversas identidades e interesses na escola, provindas de mães “Galinha Pintadinha” ou não, o papel do professor é de olhar as individualidades presentes em sala de aula, pois ali chegarão alunos provindos de diversas situações e nomenclaturas de famílias às quais a escola tem de adaptar de uma forma mais natural e evitar ocorrer em situações que chegam ao discriminatório e traumatizante para os que não são de um modelo “tradicional” ao qual a sociedade do século passado estava acostumada. Com a doutrina midiática atual de que “tudo é normal” nada mais deve intervir na qualificação indevida de seres que agora têm diversas identidades e interesses. A escola deve sim, fomentar a boa educação, um bom aproveitamento do conhecimento que deve ser internalizado pelo aluno que a procura quer sair dela como um cidadão com suas particularidades respeitadas e com o conhecimento que contribua com seu crescimento no que ele se propõe.


Referências
ANADON, Simone. CAETANO, Marcio e  RANGEL, Mary Rangel. A Galinha Pintadinha e o reino do Galo Carijó: dinâmicas androcêntricas na educação da infância. R e v i s t a C a d e r n o s d e E d u c a ç ã o , n . º 5 2 • 2 0 1 5 • I S S N : 2 1 7 8 - 079X

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 1998.

sábado, 25 de junho de 2016

Respeitar, cuidar e amar - O que diz Carpinejar


Resenha crítica

 

 

Respeitar, cuidar e amar - O que diz Carpinejar

 

                                                                                                          Por Gilberto Machado

 

            Os relacionamentos e as relações interpessoais foram tema de palestra do escritor Fabrício Carpinejar, dia 21 de junho de 2016, no Salão de Atos da UPF em Sarandi, promovido pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com o SESC, sob o título de: “Relacionamentos em tempos líquidos e virtuais. A abordagem muito dinâmica e interativa do escritor, jornalista e professor Carpinejar foi direta em alguns momentos e indireta e relacionada a fatos vivenciados por ele no decorrer de sua vida. Ao se reportar ao fato de termos menos apego aos bens materiais e nos importarmos mais com as pessoas, Carpinejar citou passagens de sua infância no interior do Rio Grande do Sul quando viveu intensamente a relação familiar, citando muito sua mãe e seu irmão em alguns momentos. Seus próprios exemplos vividos serviram para levantar aspectos e discussão sobre o bullyng lembrando que os adultos o tratam com a criança de uma forma ilusória, pois se o aluno é baixinho, gordinho, ou enfim, tem características comuns de quem sofre este apontamento, Carpinejar disse que os adultos tem de conversar mais abertamente e de forma verdadeira com as crianças, fazendo com que elas tratem o assunto de forma mais natural e criativa, fazendo disto uma forma saudável e inteligente, não demonstrando o aborrecimento, mas se sobressaindo de forma mais sátira da situação.

            O relacionamento das pessoas com seus pais e a apreciação dos pequenos detalhes em família no dia a dia, deram um sentido de emoção na oratória de Carpinejar. Ele relatou que se emociona quando chega em uma residência e percebe que há artigos na estrutura a casa que denunciem que houve ou há uma pessoa idosa que recebeu, ou ainda recebe os cuidados especiais por parte de seus filho, ressaltando que estes anos de cuidado com os pais idosos, nada mais é do que a devolução dos anos que os pais dedicaram para o nosso cuidado durante nossas vidas, principalmente na infância.

            Citando inúmeras vezes sua mãe, o escritor apontou o carinho e a sensibilidade dela quando de seu diagnóstico impreciso da escola, de que ele era portador de retardo mental, tendo assim que deixar o ensino regular por não acompanhar aos demais. Sendo assim a mãe, não expondo o filho,  falou que iria tirar umas férias com ele em casa, pois saiu de seu trabalho e passou a alfabetizar o menino com diversas formas de brincadeira e ele disse: - “...eu achava que estava de feliz com minha mãe em minha casa, que tinha ela só para mim, aí ela me ensinava brincando, eu achava que estava brincando, mas estava aprendendo a somar, a escrever  e ler com as brincadeiras de minha mãe...”- concluindo que muitas crianças são taxadas de forma errada pela própria escola e se tivessem sido olhadas de uma forma individual, pois nem sempre quem termina a tarefa primeiro tem de ser penalizado em esperar os outros, pois de acordo com Carpinejar os mais ativos, geralmente são os mais inteligentes e que obediência e calma não são sinônimo de inteligência na sala de aula.     Questionado sobre o seu maior desafio como educador, Carpinejar disse que fazer seus filhos gostarem de ler é o seu maior desafio, que eles gostem de forma espontânea de lerem suas obras.

            Concluindo, observou-se que os relacionamentos, principalmente afetivos entre casais e familiares, têm tido uma grande dificuldade de perdurarem pois, segundo o escritor, jornalista e professor Fabrício Carpinejar, “...não existe amor que termina, existe amor que se mata...”, fazendo referência ao desleixo que os casais têm entre si quanto a sua estética em casa, “...pois se arruma só pra sair, e não para ficar...”, para ficar em casa, para ficar com a pessoa amada ter bons momentos entre quem verdadeiramente se  ama e, se importa com a gente.

 

(Gilberto Machado é acadêmico do 6º semestre do Curso de Letras/Espanhol na FURG  Polo UAB Sarandi.)

 

 

sábado, 21 de maio de 2016

“A ONDA” UM ALERTA, UM EXEMPLO

“A ONDA” UM ALERTA, UM EXEMPLO

                                                                 Por Gilberto Machado

            O filme "A Onda" (Die Welle), inspirado no livro "The Wave", de Todd Strasser, de 2008 obteve grande sucesso nas bilheterias alemãs, foi dirigido por Dennis Gansel e estrelado por Jürgen Vogel, Frederick Lau, Jennifer Ulrich e Max Riemelt. As práticas realizadas no longa metragem são de extrema importância para um embasamento de aplicação didática em sala de aula, principalmente nos dias atuais. A razão da importância de observarmos as atitudes e a fórmula de ação que o professor tomou no filme vem de encontro aos desafios que o docente tem em sua luta diária em sala de aula, afinal, como deter a atenção dos alunos? Como mantê-los atraídos pelos temas abordados na disciplina proposta? As respostas podem estar neste filme, porém os erros cometidos pelo professor são muito pontuais e em áreas delicadas.

            A ação didática e pedagógica executada pelo professor do filme, deveria ter sido acompanhada por um profissional da Psicologia da Educação desde seu início, pois quando você parte para uma forma mais agressiva que vai mudar tudo em uma sala de aula, desde os hábitos de cumprimentos entre todos até a forma com que se vestem, sem dúvida necessitam de acompanhamento psicológico, pois esta atitude autoritária e ditatorial do professor pode ser absorvida de diferentes maneiras pelos alunos, pois cada sujeito é detentor de uma história de vida, cada um tem sua base familiar, ou não, tem sua identidade de caráter formada ou não, e uma formatação da maneira com que o professor abordou-os com cumprimentos, vestimentas, ordens de ação, tornando de forma gradativa e muito rápida a turma de sala de aula em uma facção.

            É muito importante e necessário o domínio da turma pelo docente, pois assim ele trabalhará de forma mais cômoda e será quem dita as regras do jogo diário da vida na sala, porém isto tem de ser feito de forma dosada e, nos dias atuais, com as gerações Y, Z e Beta que existem, não há como tornar os alunos como carneirinhos de um pastor.

            Então qual a formatação ideal para trabalhar na sala? Ser um ditador fascista como o professor do filme alemão, que coordenou de forma impecável a turma no quesito disciplina e atenção à matéria dada? Ou ser um amigão, um bonachão, sorrindo a todo o momento e conquistando os alunos com o carisma e mostrando os pontos cruciais para um bom aproveitamento e avaliação? Isto será bem absorvido por todos? Estas formas, ditador fascista, ou amigão bonachão, podem ser fundias, o professor deve encontrar o chamado meio termo na sala de aula, ser o comandante da sala sim, porém este comandante precisa ser cativante, amigo, conselheiro, pois nem todos estão estruturados ao chegarem à sala, pais podem ter brigado, podem estar separados, eles podem estar sendo criados pelos avós, os pais podem estar presos ou então até há uma condição aparentemente boa na família, na forma financeira e estrutural em geral, mas este adolescente é preterido em casa, é abandonado em seu próprio lar às empregadas, aos programas de computador; ou seja, tudo é uma corrente e deve estar linkando a relação professor-aluno, aluno-professor-escola e professor-aluno- família, pois o ser é um todo e para ele absorver e aplicar os conhecimentos da escola este deve estar bem em todo este contexto.

            Portanto, o filme “A Onda” serve muito bem para análise do professor no trato com seu aluno, cada sujeito é diferente, cada sujeito aprende diferente, então aprenda a aprender junto com o aluno, aprenda como ele aprende e todos sairemos satisfeitos; as evasões, as reprovações serão bem menores ou nulas, fazer acontecer, dar o voo da borboleta, está em nossas mãos senhoras e senhores educadores.

 


 
imagem:

 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ler é Liberdade


A Bela Borboleta

O texto referido aborda um livro, dentro de outro que fala de outro que fala de muitos, ou seja, a intertextualidade é muito presente e demonstra que a leitura e o entendimento livre de várias situações é a própria liberdade.

Pense em ler uma obra, que se refere a outra e outras mais, porém você foi privado de ter tido esta leitura, o seu entendimento de cada mundo de cada obra foi interrompido ou barrado antes mesmo de iniciar. Digamos então que o acesso à leitura é um dos principais pontos de exercício de liberdade do ser humano, mas isso vem desde sua alfabetização e todo o crescimento e a forma pedagógica com que ele recebeu os ensinamentos, a didática aplicada, a estrutura oferecida, as dificuldades que o levaram a prosseguir ou não neste vasto caminho do conhecimento.

Quando se fala da imponência que o Gato de botas teve ao sair de um livro e subir em uma cadeira para discursar, pensa-se que também o sujeito que tem a informação e a leitura a seu alcance também imerge de uma inércia de ignorância para um domínio de seu ambiente com as armas do saber e o do conhecimento adquirido. As palavras são poderosas, o domínio do dom da comunicação é sem dúvida uma das mais poderosas asas da liberdade, as asas da borboleta.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Breves comentários sobre o texto “Leituras de Barraco” e o filme “A Onda”


Breves comentários sobre o texto “Leituras de Barraco” e o filme “A Onda”

 

·         - “Leituras de Barraco” tem um propósito muito interessante realizado pelos professores que idealizaram o projeto no assentamento sem terra. Organizar uma biblioteca e depois transportar os livros para onde os sujeitos leitores estavam foi uma grande sacada.Trabalho semelhante foi realizado em nossa cidade quando as professoras responsáveis pela Biblioteca Municipal realizaram, com o apoio da Emater, as sacolas literárias, levando sacolas com livros para comunidades do interior do município nos encontros de clubes de mães e outras atividades das comunidades.  Se o livro é arte e a arte é feita por artistas, o livro deve ser como diz a música...”o artista vai onde o povo está”...e, neste caso de Leituras de Barraco - “o livro vai onde o leitor está”.

·         - “A Onda” é um filme muito instigante quando mostra a história do professor que tem o objetivo de lecionar sobre um tema à sua turma e acaba fomentando uma verdadeira ditadura consentida entre seus alunos. As aulas de um projeto com o tema “Autocracia” toma dimensões que passam a fugir do controle do professor fora da sala de aula, devido ao seu excesso de domínio em aula criando entre os alunos uma espécie de sociedade única, onde os alunos faziam parte não mais de uma turma que estudava um tema, mas de uma facção, onde a união era extremamente sólida, o comprometimento com a causa era fiel e a propagação da ideia era como faísca à gasolina. Em apenas uma semana, o professor mobiliza, se torna um ícone, a autoridade máxima entre os integrantes da Onda, eles têm uniforme, têm logomarca e acima de tudo demonstram uma fidelidade cega ao seu líder e ao propósito de incluir e unir quem está no movimento e de excluir  e exterminar quem dele estivesse fora. Isto no toma de um sentimento de comparação com fatos ocorridos em nosso planeta nas últimas décadas que nos faz refletir cada dia mais sobre a questão do perigo em que vivemos. Me reporto à respeito do terrorismo, desta gente louca que mata sem se importar em morrer, deste sistema que dita a moda em tudo, que mobiliza por redes sociais e que pode fazer um estrago muito grande à humanidade. Temos que pensar muito e sermos mais críticos em que estamos acreditando, a quem estamos seguindo e qual o caminho a tomar daqui pra frente. Tenhamos cuidado, prudência e parcimônia em todos os sentidos da vida diária para que nenhum ditador travestido de lobo em pele de cordeiro nos diga o que fazer e em que acreditar para que não sejamos vítimas da “Onda”.

 

 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

GARIMPO BRASIL, AINDA SOMOS GARIMPADOS


GARIMPO BRASIL, AINDA SOMOS GARIMPADOS

 

Por Gilberto Machado*

 

            Em artigo publicado na Revista Proteção nº 11 em sua página 07, o agroquímico Sebastião Pinheiro cunhou para o Brasil, ilustrando desta forma o desrespeito para com os recursos naturais do país, a alcunha de “Garimpo Brasil”. Esta garimpagem é datada do início da Idade Moderna, corroendo as possibilidades da sociedade dar certo, tendo iniciado desde a sua colonização pelos portugueses em 1.500.

            As riquezas tratadas por Sebastião como “pepitas” foram os diversos recursos naturais, do Pau-Brasil ao algodão, garimpo este que foi estendido aos humanos; índios e negros. A garimpagem perdurou e, infiltrada em todos os meios da sociedade, sendo mais cruel por ter descompromisso com a pessoa e com o local da sua lavra. As pessoas perseveram nesta garimpagem nas grandes cidades, não preservando a história e buscando ampliar a usurpação dos recursos para si, repetindo de forma insana a exploração das riquezas; Pinheiro cita o mercúrio no rio Madeira matando os Ianomani.

            Com o mesmo conteúdo o Garimpo Brasil só muda os garimpeiros e as formas de exploração. Pinheiro cobra uma maior eficácia dos ecologistas e dos militantes da saúde do trabalho. Por fim, conclui que  o país não dando mais pepita a ninguém criaria uma espécie de anticorpos contra os garimpeiros.

            A partir destas considerações de Pinheiro podemos fazer nossas próprias conclusões sobre a permanência deste “Garimpo Brasil”, pois esta exploração prossegue de diferentes formas e não mais por portugueses colonizadores ou por americanos ávidos por nossos recursos naturais e pesquisas científicas, mas por “garimpeiros” muitos que agem de forma muito mais algoz do que os próprios estrangeiros, são aqueles que facilitam a exploração dos forasteiros e deforma ainda pior, sugam nossas riquezas para si e depositam o soldo em contas situadas nos chamados paraísos fiscais, haja visto que se retiram daqui não é para esta terra que irão depositar tal fruto de falcatruas para que aqui gere impostos, pois seria uma “devolução” à fonte, ou ao “garimpo”.

            As pepitas são extraídas dos cofres públicos, das fontes dos recursos subtraídos através dos impostos que a produção nacional gera e não recebe em benefícios retornáveis, pelo contrário, mendigam por obras e logísticas governamentais e se querem garanti-las tem de pagar alto preço por isto em forma de propinas.

            Em  suma, o “Garimpo Brasil” tem como principais “garimpeiros” de forma histórica e centenária, seus próprios políticos.

 

Fonte: Texto apresentado na disciplina de Língua Portuguesa, Professora Darlene Webler,  Revista Proteção, nº 11, p. 07

 - Gilberto Machado- Acadêmico do Curso Superior de Letras/Espanhol da FURG – Rio Grande, UAB - Polo Sarandi-RS

 

 

RESUMO

GARIMPO BRASIL

Por Gilberto Machado

 

O agroquímico Sebastião Pinheiro cunhou para o Brasil, ilustrando desta forma o desrespeito para com os recursos naturais do país, a alcunha de Garimpo Brasil. Esta garimpagem é datada do início da Idade Moderna, corroendo as possibilidades da sociedade dar certo, tendo iniciado desde a sua colonização pelos portugueses em 1.500. As riquezas tratadas por Sebastião como pepitas foram os diversos recursos naturais, do Pau-Brasil ao algodão. Garimpo este que foi estendido aos humanos; índios e negros. A garimpagem perdurou e, infiltrada em todos os meios da sociedade, sendo mais cruel por ter descompromisso com a pessoa e com o local da sua lavra. As pessoas perseveram nesta garimpagem nas grandes cidades, não preservando a história e buscando ampliar a usurpação dos recursos para si, repetindo de forma insana a exploração das riquezas; cita o mercúrio no rio Madeira matando os Ianomani. Com o mesmo conteúdo o Garimpo Brasil só muda os garimpeiros e as formas de exploração. Pinheiro cobra uma maior eficácia dos ecologistas e dos militantes da saúdo do trabalho. Por fim, conclui que  o país não dando mais pepita a ninguém criaria uma espécie de anticorpos contra os garimpeiros.

PALAVRAS CHAVE: Pinheiro. Garimpo. Brasil. Desrespeito. Garimpagem.

 

Fonte: Revista Proteção, nº 11, p. 07

quinta-feira, 3 de março de 2016

RIR E SONHAR

RIR E SONHAR...
Quando se fala em sonhos vem à nossa mente duas definições de significância, ou significado, um substantivo, que por vezes pode ser adjetivo, enfim, dependendo de sua colocação na sentença, ou até mesmo a palavra em si tem mais do que duas definições e nós temos o que nos vêm à mente naquele instante.
O sonho pode ser feito, pode ser sonhado, pode ser realizado, pode ser materializado ou então sempre ser um sonho, mas naquele momento em que o sonho se funde com o riso aí sim, ele passa para a linha do prazer, prazer de um sonho sonhado, de um sonho degustado, de um sonho despertado pelo sorriso, pois ele estava tão bom que quase veio à tona, à vida real.

Hoje acordei com meu riso em um sonho e se não bastasse sequer lembro sobre o que sonhei, afinal, se é para ser um sonho, que seja no nível Divino, pois Ele é quem sabe, assim como Drumond definiu a sabedoria do Português ao professor eu defino a sabedoria dos sonhos a Deus. Bons sonhos a você.