domingo, 27 de novembro de 2016

CONSTRUÇÃO TEXTUAL E EXPRESSÃO ORAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE – FURG
INSTITUTO DE LETRAS E ARTES - ILA











CONSTRUÇÃO TEXTUAL E EXPRESSÃO ORAL








Gilberto Machado





Sarandi, 25 de novembro de 2016.


GILBERTO MACHADO


CONSTRUÇÃO TEXTUAL E EXPRESSÃO ORAL





Relatório de estágio apresentado à disciplina de Estágio Supervisionado em Língua Portuguesa I da Universidade Federal do Rio Grande, como parte dos requisitos necessários para a conclusão do curso de Licenciatura em Letras.

 

Professor Orientador: Luiz Felipe Voss Espinelly



Sarandi, 25 de novembro de 2016.







Dedico este trabalho à minha amada família que compreendeu os momentos em que as privei do convívio comigo em momentos diversos do dia-a-dia e de lazer. Agradeço ao Divino Criador que me proporciona aos 39 anos estar prestes à conclusão de um Curso Superior, algo tão sonhado e que as circunstâncias da vida não haviam deixado realizar. Obrigado RH Aurora Alimentos, direção, professores e colaboradores da Escola Machado. Agradeço ao professores da FURG em geral que estiveram e ainda estão conosco nesta luta em formar uma turma de Letras/Espanhol EaD em minha cidade de Sarandi, tão distante de Rio grande. Meus sinceros agradecimentos a todos.




Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo.” – Paulo Freire
SUMÁRIO


1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................05
1.1 DELIMITAÇÃO DOS ASSUNTOS E DOS OBJETIVOS PROPOSTOS..........05
1.2 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO E DA TURMA...............................07
1.3 ITENS QUE CONSTAM NO RELATÓRIO..................................................... 08
2. PROPOSTA DE TRABALHO............................................................................. 09
3. CRONOGRAMA.................................................................................................. 11
4. LISTA DE FREQUÊNCIA................................................................................... 11
5. PLANO GERAL.................................................................................................... 12
6. PLANOS DE AULA..............................................................................................  16
7. ANÁLISE DA PRÁXIS.......................................................................................... 59
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................... 59
9. ANEXOS.................................................................................................................. 61

 






1. INTRODUÇÃO

            O presente trabalho tem por objetivo relatar a experiência de estágio vivenciada na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado, na cidade de Sarandi, em uma turma de EJA- Educação de Jovens e Adultos Totalidade 05, equivalente a 8º ano, na área de Língua Portuguesa. 
            O estágio de licenciatura é uma exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e possibilita ao futuro professor obter um contato direto com a realidade da sala de aula e aplicar os conteúdos estudados durante a graduação. Sendo assim, o estágio supervisionado se torna um espaço onde é possível aliar teoria e prática e representa um período de transição de aluno para professor.
Além disso, o período de estágio conta com a supervisão de um professor, neste caso a professora Clenir Bonavigo, o que possibilita ao professor em formação trocar experiências e receber orientações fundamentais para a prática docente no relatório.

1.1 Delimitação dos assuntos e dos objetivos propostos

 O tema do estágio da disciplina de Língua Portuguesa tem o propósito de unir a atividade de sala de aula, o estudo da gramática, da ortografia, da criação de um léxico aos estudantes, com o fato de que estes alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos precisarem estar preparados para o mercado de trabalho, para as dificuldades que encontram diariamente nas formas de expressão e comunicação, tanto escrita quanto oral. Pois, como diria Freire: Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo. (FREIRE, 1996, p.98)
             O tema da “Construção Textual e Expressão Oral”, vem de encontro com a demanda que estes e outros alunos encontram em seu dia-a-dia, nas seleções de emprego ou nas diferentes formas de uso da linguagem, que exigem do indivíduo um conhecimento de mundo maior que o seu habitat familiar ou de seu círculo de amigos da rua ou bairro. 
Pode-se contextualizar isto se utilizando do trabalho de pesquisa “Leitura e Produção Textual: uma proposta de interação teórica-prática”, da Profª. Doutoranda Marcilene de Assis Alves de Araújo e da Mestranda Ilka da Graça Baía de Araújo que traz o seguinte trecho:
[...] Segundo Araújo & Florão (2004), um método pode ser uma teoria do conhecimento; uma metodologia de ensino; uma forma de aprender; uma forma de ensinar ou; muito mais. O ME ao ser elaborado teve como base teórica Paulo Freire, o qual concebe a educação como uma forma de transformação social através de experiências e enriquecimento do vocabulário, pela problematização e busca de soluções através do diálogo. Afirma que não há como separar educação e política, nem pedagogia e ideologia. Paulo Freire considera que a educação é por sua natureza uma atividade política (FREIRE, 1995 apud ARAÚJO E FLORÃO, 2004, p.1).
Este formato de projeto de estágio em substituição de professor titular teve total apoio e liberdade de ação por parte da professora da disciplina da turma, de acordo com ela o estagiário vem com as idéias quentes do forno da academia e isso contribui muito para o desenvolvimento do ensino da escola, pois com as problemáticas que a educação pública do Estado passa este “novo gás” é de uma utilidade ímpar para todo o sistema educacional.
O porquê de trabalhar com a produção de textos e, com a melhora da capacidade de comunicação dos alunos para o ambiente externo da sala de aula, podem ser justificados com o trecho de um trabalho de pesquisa a seguir, apresentado em nosso curso de Letras na disciplina de Metodologia de Ensino da Língua Portuguesa e Literatura, onde no Artigo “O projeto didático de Suassuna, Melo e Coelho (2006, p. 227), destaca que deve haver mais produção do aluno em sala de aula, saindo apenas do estudo de regras gramaticais e redações escolares:
[...] Em virtude da concepção de linguagem como sistema/código – dominante por um longo tempo -, o ensino de português centrou-se nas regras gramaticais que normatizam a variedade lingüística padrão, apresentada nas gramáticas tradicionais, com bases em exemplos da literatura, como modelo de bom uso da língua. Na verdade, nem mesmo descrição/análise lingüística se faz na maioria das escolas: o mais comum é que os alunos apliquem o produto de análises prévias (realizadas pelos gramáticos) a dados lingüísticos quaisquer (comumente frases soltas, retiradas de seus espaços autênticos de circulação). Este tipo de ensino vem caracterizando a aula de português muito mais como reconhecimento e reprodução do que conhecimento e produção.

Sendo assim, a produção textual manuscrita e as diferentes formas de pesquisa, com a exigência de citação de referências bibliográficas do tema pesquisado para a produção dos textos, obteve do professor estagiário um importante papel de “mediador/provocador”, estimulando a pesquisa e a leitura para embasar as produções textuais de seus alunos.
1.2 Caracterização da instituição e da turma

A Escola Dr. João Carlos Machado está situada no centro da cidade de Sarandi e tem por sua filosofia: “Educar para o exercício da cidadania”. Revendo a história da Escola, revemos também a história de Sarandi, pois a sua criação antecede a do município.
O Grupo Escolar, como era chamado, teve seu nascimento através do Decreto de criação nº 5828 de 15/02/1934, tendo sido instalada em 24/07/1934. Tendo como primeira diretora a professora Ana Luzia Teixeira Feil. O Grupo Escolar, apesar de ter sido criado em 24/07/1934, só foi inaugurado em 05/05/1935, nesta ocasião recebeu o nome de Dr. João Carlos Machado, em homenagem ao estadista gaúcho, que foi um dos membros mais notório do Partido Republicano Liberal, ocupando cadeira na Assembléia Estadual.
Com o passar dos anos, conseqüentemente teve o aumento da clientela, houve a necessidade de se construir uma nova escola, com melhores condições. Através da doação do terreno da Prefeitura, o cidadão João Tesser oportunizou a construção desta escola, situada na Rua Armínio da Silva. Neste mesmo ano criou-se, em assembléia com 44 pais presentes o Círculo de Pais e mestres e foi eleito o Sr. Luiz Fávero como presidente. Finalmente em 1943, deu-se a inauguração do novo prédio da Escola. Neste ano o corpo Discente já contava com 225 alunos, distribuídos em 08 turmas, ainda neste ano, devido ao aumento da clientela, fez-se necessário ocupar as antigas instalações da escola para atender a demanda. Em 1947 foi criado na Escola, o Ensino Supletivo.
Hoje denominada Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado tem como Diretora a Professora Adiles Carpenedo Demarchi. Atende as modalidades de Ensino Fundamental Regular – 1º ano ao 9º ano diurno e EJA- Educação de Jovens e Adultos no Ensino Fundamental noturno. Estão matriculados mais de 400 alunos, distribuídos em três turnos e conta com um corpo docente de mais de 30 professores e 12 funcionários. A escola possui duas salas com projetor multimídia, sala de informática, biblioteca e salas de aula, além de sala de professores, direção e coordenação pedagógica.
Como citado logo mais acima, o estágio foi realizado em uma turma de EJA Totalidade 5 (Cinco), equivalente ao 8º ano do Ensino Fundamental, regido pela professora Clenir Bonavigo, que atua no turno diurno com Língua Portuguesa em diversas turmas na escola e à noite com a mesma disciplina nas turmas de EJA.
A turma “5”, como é carinhosamente chamada por todos os professores, possui 20 alunos matriculados, porém a freqüência média é de 15 a 17 alunos nas aulas que ocorrem de segunda-feira a sexta-feira no turno da noite, com uma média de idade entre os 15 e os 20 anos, com dois alunos na faixa dos 30 anos. Alguns já são pais ou mães e também trabalham durante o dia, os demais tem a freqüência à escola como fator de obrigatoriedade monitorada pelo Conselho Tutelar, devido a idade que possuem. A grande maioria dos alunos é de moradores de bairros da cidade e utilizam-se do transporte público escolar do município para chegarem até a escola.
A interação dos alunos e a obediência no cumprimento das tarefas não são unânimes, porém, a maioria realizou os exercícios solicitados e participou ativamente das aulas, respeitadas as suas limitações individuais e coletivas, pois alguns temas lhes eram completamente novos ou ainda não haviam sido abordados de tal maneira em sala de aula desde que estes a freqüentavam, incluindo anos inicias e ensino regular em outras escolas. A didática aplicada no estágio foi bem aceita pela turma que elogiou o trabalho por diversas vezes, mesmo assim teve que ser chamada atenção em alguns momentos de conversa excessiva e constante.
1.3 Itens que constam no relatório  

 Para a especificação do trabalho realizado na turma EJA Totalidade 5 no período do estágio, serão abordados os seguintes assuntos para a melhor sistematização da apresentação das atividades: proposta de trabalho, cronograma, lista de freqüência, plano geral, planos de aula, análise da práxis e anexos.
  2. Proposta de trabalho

Para a realização do estágio com a turma de EJA o tema proposto foi “construção textual e expressão oral”, com o propósito de unir a atividade de sala de aula, o estudo da gramática, da ortografia, da criação de um léxico aos estudantes, com o fato de que estes alunos da EJA precisam estar preparados para o mercado de trabalho, para as dificuldades que encontram diariamente nas formas de expressão e comunicação, tanto escrita quanto oral.
Este tema foi escolhido devido a idade dos alunos e a dificuldade deles em realizar produções textuais dentro das normas exigidas pelos diversos níveis de ensino, como por exemplo, introdução, desenvolvimento e conclusão e, principalmente incentivar e ensinar aos alunos a fazerem pesquisas de diversos temas e de alguns específicos com a devida referência bibliográfica, atividade que ainda desconheciam ou não eram incentivados a fazer como atividade escolar.
A didática aplicada na execução dos planos de aula foi ajustada para o aluno, para suprir suas necessidades e fazer com que ele aprenda a buscar por si só o conhecimento, sendo impulsionado e cobrado pelo professor para que se mantenha no foco da atividade proposta.
A interação através de músicas e videoclipes esteve presente no desenvolver do estágio para que houvesse uma fuga da monotonia do conteúdo por conteúdo, da fala cansativa do professor passando a gramática, sendo que os alunos vinham de uma jornada de trabalho ou outras atividades em seus dias.
Como fazer com que alunos que escrevem somente em redes sociais em seus smartphones peguem papel e caneta, busquem temas nestes mesmos smartphones e assim façam suas produções textuais foi o principal desafio deste estágio. Por isso a proposta de ser um professor mediador como orienta Libâneo:
[...] Numa formulação sintética, boa didática significa um tipo de trabalho na sala de aula em que o professor atua como mediador da relação cognitiva do aluno com a matéria. Há uma condução eficaz da aula quando o professor assegura, pelo seu trabalho, o encontro bem sucedido entre o aluno e a matéria de estudo. Em outras palavras, o ensino satisfatório é aquele em que o professor põe em prática e dirige as condições e os modos que asseguram um processo de conhecimento pelo aluno. (2002, p. 6)

Inspirado no filme “Escritores da Liberdade” (Freedon Writers, Paramount Pictures, 2007), sobre o qual redigi texto reflexivo na disciplina de Didática do Curso de Letras EaD FURG,  com publicação em meu blog, o estabelecimento da criação de um currículo ação adaptado à realidade apresentada demonstrou que o professor mediador deve conhecer a realidade do aluno e direcionar o currículo de uma forma que se adéqüe com a capacidade cognitiva e a evolução deste conhecimento através de seus alunos.
Ou seja, além dos planos de aula da disciplina de Língua Portuguesa, com ênfase na produção textual e uso nesta da gramática normativa, também houve a complementação das atividades com as demandas surgidas no decorrer do estágio, como por exemplo, um tutorial ensinando aos alunos a criação de um e-mail pessoal para exercitar a escrita por meio de correio eletrônico e ainda a leitura e conversa com os alunos sobre a postura de quem realiza a entrevista de emprego e quem responde a esta entrevista, com macetes empregados pelos profissionais de Recursos Humanos das empresas com os candidatos às vagas de emprego, sendo que o poder da comunicação oral e expressão corporal foram amplamente trabalhados e discutidos com os alunos para que estes não sejam pegos de surpresa quando se encontrarem em uma situação de entrevista de emprego, pois como já mencionei, a faixa etária dos alunos de EJA é de entrada no mercado de trabalho.





3. Cronograma


Data
Assunto
20/08/2016
Orientação sobre o estágio

01/09/2016
Discussão dos conteúdos
14/09/2016
Relato da primeira aula

10/09/2016
Correção dos planos de aula

4. Lista de freqüência

ALUNOS
12/09
14/09
21/09
26/09
28/09
03/10
05/10
10/10
19/10
24/10





1.      Allan
PP
PPP
PPP
PP
PPP
PP
FFF
PP
FF
PP





2.      Daniel
FF
FFF
FFF
PP
PPP
FF
FFF
PP
FF
FF





3.      Débora
PP
PPP
FFF
FF
FFF
PP
FFF
PP
FF
FF





4.      Edson
PP
FFF
PPP
PP
FFF
PP
PPP
PP
PPP
PP





5.      Fábio
PP
FFF
PPP
PP
PPP
PP
PPP
PP
PPP
PP





6.      Jeová
PP
PPP
PPP
PP
PPP
PP
PPP
PP
FFF
PP





7.      John
PP
FFF
PPP
PP
PPP
FF
PPP
PP
PPP
PP





8.      Kerolene
PP
PPP
PPP
PP
PPP
PP
PPP
PP
PPP
FF





9.      Kessylene
PP
PPP
PPP
FF
PPP
PP
PPP
PP
FFF
PP





10.  Larissa
FF
FFF
PPP
FF
PPP
PP
PPP
PP
FFF
FF





11.  Leonardo
FF
FFF
FFF
PP
FFF
FF
FFF
PP
PPP
FF





12.  Lovaine
PP
PPP
PPP
PP
PPP
FF
PPP
PP
PPP
PP





13.  Luana
PP
PPP
PPP
PP
PPP
PP
PPP
PP
PPP
PP





14.  Lucas
PP
PPP
PPP
PP
PPP
P
PPP
PP
PPP
PP





15.  Luís
FF
PPP
PPP
PP
FFF
PP
PPP
PP
FFF
FF





16.  Patrícia
PP
FFF
PPP
FF
FFF
PP
FFF
FF
FFF
FF





17.  Rickson
FF
PPP
FFF
PP
PPP
PP
FF
PP
PPP
PP





18.  Tiago
PP
PPP
PPP
PP
PPP
PP
FF
PP
PPP
PP





19.  Ygor
FF
FFF
PPP
PP
PPP
PP
FF
PP
PPP
FFF






P= presença    F= falta

5. Plano geral
Dados de identificação:
Instituição: FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Estadual de Ensino Fund. Dr. João C. Machado
Classe: (8º Ano Ensino Fundamental, EJA Totalidade 5)

Tema da unidade: Construção textual e expressão oral

Período de realização: Setembro e outubro 2016

Público Alvo: 20 estudantes da Educação de Jovens e Adultos da Escola Machado
     
Justificativa:
      O tema tem o propósito de unir a atividade de sala de aula, o estudo da gramática, da ortografia, da criação de um léxico aos estudantes, com o fato de que estes alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos precisam estar  preparados para o mercado de trabalho, para as dificuldades que encontram diariamente nas formas de expressão e comunicação, tanto escrita quanto oral.
       O tema da “construção textual e expressão oral”, vem de encontro com a demanda que estes e outros alunos encontram em seu dia-a-dia, nas seleções de emprego ou nas diferentes formas de uso da linguagem, que exigem do indivíduo um conhecimento de mundo maior que o seu habitat familiar ou de seu círculo de amigos da rua ou bairro.      

Objetivos:
     - Objetivo Geral:
- Trabalhar as diferentes formas de expressão da linguagem, oral e escrita, para que os alunos busquem a prática da boa leitura e da construção de uma boa ortografia e sua expressão comunicativa.
     - Objetivos Específicos:
- Formar cidadãos éticos e comunicativos
- Abrir novo horizonte nas diferentes formas do uso idioma pátrio
- Estabelecer maior gosto pela leitura e escrita aos alunos
- Motivar os alunos a reconhecerem através das diferentes leituras que elas serão ferramentas vitais para o seu crescimento intelectual
- Organizar trabalhos em grupo para a troca de experiências
- Fazer através da modalidade de apresentação por cartas o uso correto dos pronomes pessoais e a conjugação nos tempos verbais adequados em seu texto
- Através de atividades descontraídas e interativas fazer com que os alunos aprendam de forma mais prazerosa e descontraída
- Utilizar de recursos tecnológicos, como a publicação de textos em blog, para que os alunos possam propagar o seu esforço através desta ferramenta e outras afins
- Realizar avaliação integral, toda a aula é uma prova, toda a participação e interesse do aluno contam como quesito positivo na aprendizagem



Estratégias Metodológicas:
- Exibição de áudios e vídeos
- Distribuição de material impresso para acompanhamento dos áudios e vídeos
- Apresentação de escrita dos alunos aos colegas através da produção de cartas de auto-apresentação
- Formação de grupos de leitura para que todos leiam o trecho de uma das obras apresentadas
- Explanação e orientação das diferentes formas de produção textual, desde carta informal até ofícios e trabalhos acadêmicos (apenas breve explanação e entrega de exemplos impressos)
- Publicação em blog dos textos produzidos com o tema de personalidade expresso com a música “Ninguém é igual a ninguém” da banda gaúcha de rock Engenheiros do Hawai (Humberto Gessinger).
- Trabalho com as figuras de linguagem. Análise das ocorrências de metáfora na música “Dois rios” com Skank (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa)
- Preenchimento de currículo e ficha de empregos fornecidos por empresa local
- Trabalho final de encenação da música “Milho aos pombos” de Zé Geraldo, trabalho de expressão da comunicação através da arte

Conteúdos trabalhados:

- Leitura, interpretação e produção de textos
- Pronomes pessoais e conjugação verbal em primeira pessoa
- Metáfora figura de linguagem
- Expressão e comunicação textual e oral (Auto-apresentação e leitura)
- Escrever para os outros lerem
- Representar expressões de linguagem através de arte da encenação

Recursos:
- Folhas impressas com textos
- Notebook
- Aparelho de som para a reprodução de músicas
- Lousa
- Máquina fotográfica (filmadora) digital
- Material humano (Professor e alunos)

Avaliação:

O projeto será considerado satisfatório se promover situações de aprendizagem relacionadas aos conteúdos trabalhados, ou seja, se os alunos reconhecerem o uso e a função dos pronomes, lerem, interpretarem e recriarem letras de músicas e textos de auto-apresentação e preenchimento de fichas de emprego e currículo, necessários de forma prática para mercado de trabalho, identificarem as figuras de linguagem, como a metáfora, evoluírem na leitura e na escrita e no comportamento em geral.
Conversa individual de avaliação com cada aluno para que ele perceba os pontos a melhorar dentro do propósito da disciplina.


Referências:


BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

TERRA, Ernani. Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   A correspondência e suas linguagens, p. 595 – São Paulo: Scipione, 2002. – (Série Parâmetros)

MILHO AOS POMBOS. Zé Geraldo. Disponível em:  https://www.letras.mus.br/ze-geraldo/299869/

DOIS RIOS. Skank (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa). Disponível em: https://www.letras.mus.br/skank/71463/

NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM.  Engenheiros do Hawai (Humberto Gessinger). Disponível em: https://www.letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/12894/

WEBER, Darlene. Projeto de Extensão “Estudos De Linguagem”. Dicas de Língua Portuguesa – 1. FURG, Rio Grande, RS, 2016.

BORGATTO, Ana Maria Trinconi. Tudo é Linguagem. Língua Portuguesa/Ana Trinconi Borgatto, Terezinha Costa Hashimoto Bertin, Vera Lúcia de Carvalho Marchezi. – pág. 161.2. Ed. - São Paulo: Ática, 2009.


Observações:

O estagiário observou uma semana de aulas da professora regente antes de aplicar este plano.


6. Planos de Aula

PLANO DE AULA 01


         I.                        DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 02 aulas de 45 minutos
Data: 12 de setembro de 2016
Tema: Construção textual e expressão oral

      II.                        CONTEÚDOS:
- Expressão e comunicação textual (caligrafia e carta) e oral (Auto-apresentação por carta e sua leitura)

   III.                        OBJETIVOS:
- Trabalhar as diferentes formas de expressão da linguagem, oral e escrita, para que os alunos busquem a prática da boa leitura e da construção de uma boa ortografia e sua expressão comunicativa.


   IV.                        PROCEDIMENTOS:

1º momento: Professor se apresenta à turma e passa um texto sobre carta informal, em seguida passa texto “A Carta” da pág. 597 do Livro Didático: Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   Professor entrega aos alunos folha impressa com texto complementar sobre a carta informal.
2º momento: Solicitação de que cada um faça a sua auto-apresentação através de carta em uma folha de seu caderno
3° momento: Cada aluno entrega a sua carta ao aluno mais distante da sua fila de classes.


      V.                        RECURSOS:

            - Quadro e pincel atômico
            - Livro didático do professor
            - Material impresso com textos trabalhados

   VI.                        REFERÊNCIAS:


TERRA, Ernani. Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   A correspondência e suas linguagens, p. 595 – São Paulo: Scipione, 2002. – (Série Parâmetros)



                                 VII.                        OBSERVAÇÕES:

A tentativa de tirar os alunos da chamada zona de conforto começa a dar os seus primeiros resultados, sendo positivos e negativos, porém cumpre com a meta de motivar e fazer a comunicação entre os alunos e professor acontecer.


VIII.                        REFLEXÃO DA AULA 01:


Foi uma boa aula o primeiro contato com os alunos, a proposta foi apresentada e bem aceita. Todos ficaram curiosos sobre o propósito de escrever uma carta de apresentação. Quando pedido para trocar de cartas e um ler em voz alta a carta do colega, todos foram resistentes e sugeriram que a carta fosse entregue ao professor somente.
A partir daí já se pode perceber o comportamento da turma quanto a realização de leitura em voz alta para todos ouvirem.
Os presentes na sala fizeram o tema proposto, porém à sua maneira, iniciando aí o processo que influenciaria definitivamente a didática a ser aplicada.


   IX.                        ANEXOS:

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 01

Uso dos Pronomes pessoais


(http://portugues.uol.com.br/gramatica/pronomes-pessoais-obliquos.html)

Mais em: Moderna Gramática Portuguesa de Evanildo Bechara. Na página 164, “Pronomes pessoais”.


 “A CARTA”

Modelo de carta Informal

A linguagem de uma carta informal poder ser mais descontraída ao contrario da formal, com linguagem coloquial, visto a intimidade a quem se dirige, embora despojada de recursos lingüísticos, a epístola informal obedece a algumas regras de educação. Geralmente é direcionada a um amigo ou familiar, ao redigi-la comece pelo cabeçalho colocando a cidade que você reside, o dia, mês e ano em que está escrevendo a epístola informal, em seguida faça uma saudação de maneira informal, que pode ser íntima e coloquial, pode ser palavras que expressam carinho, como querida, estimado, prezado, entre outros.
Em seguida de maneira informal expresse tudo àquilo que você deseja contar ao outro, porém organize as ideais para que haja começo, meio e fim. Finalize de maneira informal com saudações de amizade como um abraço, saudades ou algo mais familiar e íntimo como um beijo. Para melhor compreensão clique na imagem ao lado e visualize um modelo de epístola informal.
Texto “A carta” do Livro: Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   (Xerox)


Atividade

1.      Escreva à caneta em uma folha de seu caderno uma carta de apresentação. Diga seu nome completo, onde mora, nome de rua, número, bairro. E, se quiser, diga algo sobre o que gosta.

2.      ...(atividade interativa)
3.      ...(atividade de leitura)



PLANO DE AULA 02

I.                   DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 02 aulas de 45 minutos
Data: 14 de setembro de 2016
Tema: Construção textual e expressão oral

II.                CONTEÚDOS:
- Expressão e comunicação textual (caligrafia e carta) e oral (Auto-apresentação por carta e sua leitura) continuação de aula anterior e aplicação de exercícios. Explanação dobre figuras de linguagem no texto.

III.             OBJETIVOS:
- Trabalhar as diferentes formas de expressão da linguagem, oral e escrita, para que os alunos busquem a prática da boa leitura e da construção de uma boa ortografia e sua expressão comunicativa.


IV.             PROCEDIMENTOS:

1° momento: dando continuidade à aula anterior, o aluno que recebe a carta do colega irá lê-la, primeiramente em silêncio, depois fará a leitura em voz alta. As cartas serão recolhidas pelo professor ao final da aula, iniciando assim parte de seu processo de avaliação da turma.
2° momento: professor disponibiliza texto e oportuniza a audição da música “Ninguém é igual a Ninguém” da banda gaúcha de Rock Engenheiros do Havaí, antes, porém faz uma breve análise das diferentes formas de uso da língua no dia-a-dia.
3° momento: Alunos recebem a tarefa de apontarem em seus cadernos as figuras de linguagem existentes na letra da música apresentada em aula e devem ainda identificar palavras que desconhecem e trazer à próxima aula seus significados.


V.                RECURSOS:

            - Quadro e pincel atômico
            - Livro didático do professor
            - Material impresso com textos trabalhados
            - Aparelho de som para rodar música

VI.             REFERÊNCIAS:


NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM.  Engenheiros do Hawai (Humberto Gessinger). Disponível em: https://www.letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/12894/  

TERRA, Ernani. Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   A correspondência e suas linguagens, p. 595 – São Paulo: Scipione, 2002. – (Série Parâmetros)




VII.          OBSERVAÇÕES: _____________________________________________________________                 A inclusão de músicas e suas letras nas aulas de Português começam a fazer parte da didática aplicada para o ensino da disciplina.



VIII.       REFLEXÃO DA AULA 02:

    O segundo contato entre professor estagiário e alunos teve a inserção de música e análise da letra inserida ao conteúdo gramatical aplicado. O fato de ser uma música que, apesar de ter feito sucesso nos anos 80 e 90, para eles era uma novidade e foi ponto de partida para abrir um debate sobre o tema proposto e iniciar o trabalho de interatividade entre professor e aluno, fazendo com que o objetivo da comunicação oral iniciasse de forma bem produtiva.



IX.             ANEXOS:

Material para os alunos...



Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Professora Regente: Clenir BonavigoTurma: EJA Totalidade 5 –
Professor Estagiário: Gilberto Machado

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 02




Interação com música
Tema: “identidade e personalidade, o uso da linguagem na comunicação diária”

Todos nós temos as nossas particularidades, todos nós temos nossos gostos pessoais, nossas maneiras de agir em determinadas situações. A partir desta aula vamos começar a trabalhar o uso da linguagem no dia-a-dia. Como falamos, quando falamos e o que podemos falar. Vamos iniciar um processo onde pretendemos aliar a boa leitura com a boa escrita e boa forma de se expressar nas diferentes situações de nossas vidas.
Você escreve conforme as normas da gramática da Língua Portuguesa sempre ou somente em situações em que isto é exigido?
Vamos refletir sobre nosso ponto de vistas sobre a forma de uso da linguagem nas entrevistas de emprego e como poderemos construir uma forma culta de linguagem de uma forma mais natural e aplicável no dia-a-dia, ou seja, podemos falar a mesma língua de diferentes formas, porém cada ocasião pede uma forma de comunicação clara e objetiva de acordo com o ambiente em que estamos, ou seja, precisamos ser poliglotas da própria língua. Vamos viajar neste maravilhoso mundo da comunicação em suas diferentes formas.
Nosso passo agora é ouvir a letra da música e identificar o que se encaixa com nossa personalidade e ponto de vista de ver o mundo.

Ninguém é igual a Ninguém

Composição: Humberto Gessinger

Há tantos quadros na parede
Há tantas formas de se ver o mesmo quadro
Há tanta gente pelas ruas
Há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
Ninguém é igual a ninguém
Me espanta que tanta gente sinta
(Se é que sente) A mesma indiferença
Há tantos quadros na parede
Há tantas formas de se ver o mesmo quadro
Há palavras que nunca são ditas
Há muitas vozes repetindo a mesma frase:
Ninguém é igual a ninguém
Me espanta que tanta gente minta
(Descaradamente) a mesma mentira
Todos iguais, todos iguais
Mas uns mais iguais que os outros
Todos iguais, todos iguais
Mas uns mais iguais que os outros
Todos iguais, todos iguais
Mas uns mais iguais
Há pouca água e muita sede
Uma represa, um apartheid
(A vida seca, os olhos úmidos)
Entre duas pessoas
Entre quatro paredes
Tudo fica claro
Ninguém fica indiferente
Ninguém é igual a ninguém
Me assusta que justamente agora
Todo mundo (tanta gente) tenha ido embora
Todos iguais, todos iguais
Mas uns mais iguais que os outros
Todos iguais, todos iguais
Mas uns mais iguais que os outros
Todos iguais, todos iguais
Mas uns mais iguais, mas uns mais iguais, mas uns mais iguais
Que os outros
O que me encanta é que tanta gente
Sinta (se é que sente) ou
Minta (desesperadamente)
Da mesma forma
Todos iguais, todos iguais
Mas uns mais iguais que os outros
Todos iguais, todos iguais
Mas uns mais iguais que os outros
Todos iguais, todos iguais
Todos iguais, todos iguais
Tão desiguais, tão desiguais
Tão desiguais, tão desiguais
Todos iguais, todos iguais



Atividade



1.      Nesta tarefa aponte em seu caderno as figuras de linguagem existentes na letra da música apresentada em aula.

2.      Identifique as palavras que desconheces e traga à próxima aula seus significados.

3.      Faça um texto de tema de livre escolha, realize pesquisa na internet ou biblioteca e insira a referência bibliográfica ao final do texto. Traga o texto na próxima aula.

 


PLANO DE AULA 03

I.                   DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 03 aulas de 45 minutos
Data: 21 de setembro de 2016
Tema: Análise de construção textual e trabalho grupal

II.                CONTEÚDOS:
- Expressão e comunicação textual (caligrafia e texto através de pesquisa, aplicação de referências) e oral (leitura do texto escrito) continuação de aula anterior sobre figuras de linguagem e ética na fala e aplicação de exercícios em grupo.

III.             OBJETIVOS:
- Trabalhar as diferentes formas de expressão da linguagem, oral e escrita, pesquisa em diferentes fontes e a aplicação da referência final. Assimilar os conteúdos com a relação do mundo exterior e as dificuldades que a falta ou má comunicação implica no mercado de trabalho e vida diária. Construção de um bom texto.


IV.             PROCEDIMENTOS:

1° momento: dando continuidade a aula anterior, o aluno que escreveu o seu texto com a aplicação das referências pesquisadas fará a entrega do mesmo e, posterior leitura de ao menos um parágrafo.
2° momento: a música “Milho aos Pombos” de Zé Geraldo é apresentada para audição dos alunos, ela será tema de trabalho final de bimestre.
3° momento: explanação das diferentes formas de leitura possíveis, literária, jornalística, narrativas diversas, “O que é leitura?”


V.                RECURSOS:

            - Quadro e pincel atômico
            - Livro didático do professor
            - Material impresso com textos trabalhados
            - Aparelho de som para rodar música

VI.             REFERÊNCIAS:


WEBER, Darlene. Projeto de Extensão “Estudos De Linguagem”. Dicas de Língua Portuguesa – 1. FURG, Rio Grande, RS, 2016.

TERRA, Ernani. Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   A correspondência e suas linguagens, p. 595 – São Paulo: Scipione, 2002. – (Série Parâmetros)





VII.          OBSERVAÇÕES:
    A apresentação da música tema do trabalho de avaliação final da disciplina, Milho aos Pombos, de Zé Geraldo, impactou nos alunos, sendo mais uma forma de motivá-los a inserirem-se na sociedade sem ficar alheio aos problemas enfrentados.



VIII.       REFLEXÃO DA AULA 03:

Apesar de algumas reclamações por terem de escrever e pesquisar, saindo da zona de conforto, a maioria fez o texto proposto e acompanhou atentamente a aula 03. Um determinado grupo de alunos começa a imprimir cada vez mais momentos de conversa intensa, o que atrapalhou a aula, porém a pausa em alguns momentos e a chamada de atenção melhorou um pouco o ambiente da turma da EJA T 5.
Este foi um dos grandes desafios na condução dos trabalhos da disciplina com esta turma, alguns alunos se tornavam impossíveis de lidar em alguns momentos, porém depois de chamados atenção amenizavam um pouco a conversa.
Esta aula foi apresentada toda em Power Point no projetor, sendo um formato muito bem aceito pelos alunos, pois segundo eles, foi uma aula totalmente diferente do que vinham recebendo nas variadas disciplinas.



IX.             ANEXOS:

Material para os alunos...





Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Professora Regente: Clenir BonavigoTurma: EJA Totalidade 5 –
Professor Estagiário: Gilberto Machado

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 03




Tema: “As diferentes formas de leitura, uso da linguagem e construção de um bom texto”


  Como estamos falando em nossas aulas, antes de ser um bom escritor devo ser um bom leitor. A leitura nos proporciona diversas formas de construção de pensamento. Pensamento este que pode ser expresso através da linguagem escrita ou oral. A seguir vamos analisar o material construído de forma bem resumida e objetiva pela professora de Língua Portuguesa e Produção Textual da FURG, Fundação Universidade do Rio Grande, parceira desta escola na construção de uma boa educação.
Neste material, rico e objetivo, iremos explorar o “uso da linguagem” e como fazer um “bom texto”.

1)      O uso da linguagem (padrão, coloquial, gíria, jargão...) o uso da linguagem  deve se dar de acordo com a situação de comunicação em que os interlocutores estão inseridos. Por exemplo:
·          Em situação formal, entre autoridades, o uso deve ser da língua padrão, com respeito às orientações estipuladas pela NGB como “normas do bem falar”;
·          Em situação informal, entre amigos em uma roda de chimarrão ou de pagode, o uso da linguagem deve ser informal ou coloquial, sem a preocupação de uso adequado das normas de concordância. É claro que cada grupo tem suas peculiaridades, que devem ser respeitadas pelos interlocutores.
·          Entre profissionais específicos ou grupos com identidades ideológicas (políticas, religiosas, etc.), é muito comum o uso de jargões: “indivíduo”, “viatura”, “conversão” (…) entre profissionais da polícia;  “galera”, “CDF”, “Nerd”, entre estudantes adolescentes e jovens; “sutura”, “...” entre profissionais da saúde; “proletariado”, “burguesia”, “mais valia”, entre marxistas; “mútua ajuda”, “solidariedade”, entre anarquistas; etc.
·          Entre grupos específicos, especialmente, adolescentes e jovens, freqüentemente são registradas gírias que costumam ter existência curta. Quando elas se mantêm no linguajar popular, tendem a ser incorporadas como parte da língua. São exemplos: “Legal!”, “Caramba!”, “Bacana!”, “Show de bola!”, entre outros tantos.
2)      Um bom texto (redação) deve atender aos seguintes requisitos:
·          Foco temático: o texto deve ter um foco temático geral. Em situação de prova de concurso, não pode haver fuga ou tangenciamento do tema proposto. Por isso, é preciso ler cuidadosamente a proposta temática na íntegra; considerar o perfil esperado do candidato;
·          Conteúdo: a abordagem do tema deve ser o mais aprofundado possível, cuidando para permitir uma leitura agradável aos possíveis leitores. É fundamental tomar cuidado para não ser grosseiro e nem simpático demais, não ser arrogante e nem humilde demais, não ser superficial e nem parecer inatingível nos raciocínios... Enfim, buscar ser equilibrado na exposição dos raciocínios, abordar com seriedade, crítica e aprofundamento a temática textual.
·          Organização:  todo o texto dialoga com outros textos, com conhecimentos já acumulados pela humanidade, com experiências e conjunturas amplas e/ou locais, com interesses de autor e leitor. Este diálogo é chamado de intertextualidade e/ou interdiscursividade (quando são levadas em conta aspectos histórico-ideológicos). No entanto, na superfície textual, é fundamental que o texto tenha um início, um meio e um fim, o que tradicionalmente recebe o nome de Introdução, Desenvolvimento e Conclusão/Desfecho. O leitor precisa perceber esse percurso que o autor faz: (a) introduzindo/situando o tema; (b) desenvolvendo e sustentando cada uma das ideias/posições (2 ou 3); e (c) concluindo a abordagem e apontando saídas possíveis para as questões colocadas ou refletindo sobre a dificuldade de se encontrar respostas.
·          Correção linguística: espera-se que o uso da língua seja conforme as orientações da NGB, o que significa dizer que a linguagem usada deve respeitar as normas tradicionais, a norma-padrão.
·          Clareza: a exposição das ideias deve ser de forma clara para os diferentes leitores. Para tanto, é fundamental que no início do texto, você procure situar o leitor na temática abordada e indicar a(s) posição(ões) a ser(em) desdobrada(s).
·          Concisão: um texto conciso é um texto que trata da temática sem rodízios, mas de forma direta, o que não significa que seja superficial. Deve permitir que o leitor sinta estar diante de um texto que apresente uma boa abordagem temática, sem “rodeios” ou sem trazer a sensação de que está “perdendo tempo” com a leitura. 
·          Coerência: um texto coerente é aquele que não apresenta ideias contraditórias entre si, em que uma negue a outra ou provoque ambiguidades. Pode o texto abordar determinado tema considerado polêmico e/ou que conduz a posicionamentos contraditórios ou até antagônicos. No entanto, a exposição das ideias deve ser em um raciocínio coerente.
·          Coesão: um texto coeso é um texto em que o uso linguístico de conectores ou nexos de ligação de ideias seja feito adequadamente, o que contribui, especialmente, com a coerência e a clareza na exposição das ideias. Logo, a coesão está para as marcas linguísticas e a coerência, para a exposição das ideias.
·          Articulação: trata-se da necessidade de articular adequadamente as ideias entre si, fazendo uso de marcas de coesão e de pontuação, o que ajuda para que o tema seja apresentado de forma coerente, clara, concisa, aprofundada...
·          Argumentatividade: parte-se do pressuposto de que todas as reflexões, em um texto dissertativo, sejam sustentadas por argumentação consistente. 
·         Obs.: Há de se observar que a linguagem é prenhe de sentidos que causam diferentes efeitos de sentido, o que não é possível de ser controlado pelo produtor do texto, uma vez que é o leitor – no seu percurso de leitura, com suas experiências de vida e com suas inscrições culturais – que mobiliza sentidos ao texto, em um entendimento que sujeito e discurso, assim como leitura e interpretação estão em uma relação intríseca.

Atividade

- Construa um texto de 10 a 15 linhas com o tema “Trabalho”.

- Dicas: para a construção deste texto observe as dicas trazidas em aula.
(PRAZO: próxima aula)
O texto pode ser escrito nesta mesma folha, logo abaixo...

 


PLANO DE AULA 04

         I.                        DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 02 aulas de 45 minutos
Data: 26 de setembro de 2016
Tema: Análise de construção textual e trabalho grupal

      II.                        CONTEÚDOS:
- continuação de aula anterior sobre construção textual e uso da linguagem, exercícios pertinentes ao conteúdo

   III.                        OBJETIVOS:
- Construir bons textos a partir de pesquisa em diferentes fontes e a aplicação da referência final. Assimilar os conteúdos com a relação do mundo exterior e as dificuldades que a falta ou má comunicação implica no mercado de trabalho e vida diária. Melhorar a leitura e escrita.


   IV.                        PROCEDIMENTOS:

1° momento: dando continuidade a aula anterior, o aluno que escreveu o seu texto com a aplicação das referências pesquisadas fará a entrega do mesmo e, posterior leitura de ao menos um parágrafo. O tema era “Trabalho”
2° momento: a música “Milho aos Pombos” de Zé Geraldo é apresentada novamente para audição dos alunos, ela será tema de trabalho final de bimestre.
3° momento: explanação das diferentes formas de leitura possíveis, literária, jornalística, narrativas diversas, “O que é leitura?”


      V.                        RECURSOS:

            - Quadro e canetão
            - Livro didático do professor
            - Material impresso com textos trabalhados
            - Aparelho de som para rodar música
            - Computador e projetor para ampliar Power Point da aula

   VI.                        REFERÊNCIAS:


WEBER, Darlene. Projeto de Extensão “Estudos De Linguagem”. Dicas de Língua Portuguesa – 2. FURG, Rio Grande, RS, 2016.

MILHO AOS POMBOS. Zé Geraldo. Disponível em:  https://www.letras.mus.br/ze-geraldo/299869/





VII.                        OBSERVAÇÕES:
  
Atividade de solicitação de leitura em voz alta foi frustrada, pois nenhum aluno aceitou ler algum trecho de texto. A solução foi o professor “encostar” perto de cada aluno e pedir que ele lesse apenas uma linha. Assim mesmo alguns se recusaram a ler.



VIII.                        REFLEXÃO DA AULA 04:


Os materiais das aulas 03 e 04 são muito ricos e sintetizados, bem elaborados pela professora Darlene Webber, da FURG, por isso foi escolhido para fazer para fazer parte deste projeto de estágio de Língua Portuguesa, pois trás os principais tópicos dos tipos de texto existentes, onde se encontram e como escrever um bom texto, tudo vital para o andamento da disciplina.
Infelizmente uma parcela da sala de aula não absorve tais temas e é totalmente avesso à construção textual ou a qualquer tipo de comunicação na forma culta do idioma pátrio. Este é um grande desafio que foi assumido neste estágio, fazer o aluno ler, escrever e, principalmente pesquisar e ler para um bom escrever.



   IX.                        ANEXOS:

Material para os alunos...








Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Professora Regente: Clenir Bonavigo- Turma: EJA Totalidade 5 –
Professor Estagiário: Gilberto Machado

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 04



Tema: “Tipos textuais e o exercício da leitura em sala de aula”

Os tipos textuais
Texto narrativo
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados de narrações desde que nos contam histórias infantis até as piadas do cotidiano.   É o tipo predominante nos seguintes textos: Contos, Fábulas, Crônicas, Romances, Novelas, Depoimentos, Piadas, Relatos

Texto descritivo
Um texto em que se faz um retrato escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto refere. Nessa espécie textual as coisas acontecem ao mesmo tempo.

Texto dissertativo
A dissertação é um texto que analisa, interpreta, explica e avalia dados da realidade. Esse tipo textual requer um pouco de reflexão, pois as opiniões sobre os fatos e a postura crítica em relação ao que se discute têm grande importância.

O texto dissertativo é temático, pois trata de análises e interpretações; o tempo explorado é o presente no seu valor atemporal; é constituído por uma introdução onde o assunto a ser discutido é apresentado, seguido por uma argumentação que caracteriza o ponto de vista do autor sobre o assunto em evidência e, por último, sua conclusão.

Nesse tipo de texto a expressão das ideias, valores, crenças são claras, evidentes, pois é um tipo de texto que propõe a reflexão, o debate de ideias. A linguagem explorada é a denotativa, embora o uso da conotação possa marcar um estilo pessoal.

A objetividade é um fator importante, pois dá ao texto um valor universal, por isso geralmente o enunciador não aparece porque o mais importante é o assunto em questão e não quem fala dele. A ausência do emissor é importante para que a ideia defendida torne algo partilhado entre muitas pessoas, sendo admitido o emprego da primeira pessoa do plural - nós -, pois esse não descaracteriza o discurso dissertativo.

Texto argumentativo
Esse texto tem a função de persuadir o leitor, convencendo-o de aceitar uma ideia imposta pelo texto. É o tipo textual mais presente em manifestos e cartas abertas, e quando também mostra factos para embasar (justificar) a argumentação, se torna um texto dissertativo-argumentativo. Esta tipologia apresenta: Uma Introdução (tese); Argumentos (desenvolvimento); e Conclusão (o que dá a prova os argumentos).

Texto injuntivo/instrucional
Indica como realizar uma ação. Também é utilizado para predizer acontecimentos e comportamentos. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso do futuro do presente do modo indicativo. Exemplo: Previsões do tempo, receitas culinárias, manuais de instruções, leis, bula de remédio, convenções, regras, eventos, editais e propagandas.

Outros tipos de textos
Não há outros tipos de texto senão os citados acima. Ao contrário do que se imagina, existem apenas 5 tipos textuais. Diálogo, relato, entrevista, explicação, reportagem, entre outros, são gêneros textuais. Poesia e Prosa são formas literárias ou formas textuais. Texto épico, dramático e lírico são gêneros literários.

Geralmente, percebe-se uma confusão entre os conceitos de gênero textual e tipo textual. Existem apenas cinco tipos de textos, que são os citados acima. Tipo de texto ou tipo textual é o conteúdo do texto e o formato padrão comum dele. Gênero textual é a forma variada do texto. Um gênero textual não tem quantidade limitada: pode surgir um novo a qualquer momento. Qualquer pessoa pode "criar" um novo gênero textual, porém, tipo de texto não.


Atividade

- Leitura em voz alta de ao menos um parágrafo do texto acima. Cada aluno deverá realizar esta leitura.

- Dos textos citados na aula de hoje qual você já leu? Escreva a resposta em seu caderno durante a aula. O texto fica no caderno,...

- Trabalho de avaliação final da disciplina de Língua Portuguesa: Através da música “Milho aos Pombos”, de Zé Geraldo, já apresentada em aula, realizar em grupo ou individualmente de forma criativa uma nova música (paródia), uma galeria de fotos, um vídeo, filme, ou encenação sobre o tema que a letra propõe. A data limite de apresentação será dia 17 de outubro.


 

 




PLANO DE AULA 05

         I.                        DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 03 aulas de 45 minutos
Data: 28 de setembro de 2016
Tema: Gramática prática e texto de entrevista de emprego

      II.                        CONTEÚDOS:
- continuação de aula anterior sobre construção textual e uso da linguagem, exercícios pertinentes ao conteúdo
- emprego dos porquês e da crase
- análise de texto dissertativo sobre entrevista de emprego

   III.                        OBJETIVOS:
- Construir bons textos a partir de pesquisa em diferentes fontes e a aplicação da referência final. Assimilar os conteúdos com a relação do mundo exterior e as dificuldades que a falta ou má comunicação implica no mercado de trabalho e vida diária. Melhorar a leitura e escrita. Revisar questões gramaticais mais corriqueiras e saber como se portar em uma entrevista de emprego.


   IV.                        PROCEDIMENTOS:

1° momento: dando continuidade a aula anterior, o aluno que escreveu o seu texto com a aplicação das referências pesquisadas fará a entrega do o tema era “Trabalho”
2° momento: material sobre o uso dos porquês e crase é entregue
3° momento: trabalho de construção textual é solicitado, texto dobre entrevistas de emprego é discutido.


      V.                        RECURSOS:

            - Quadro e canetão
            - Livro didático do professor
            - Material impresso com textos trabalhados
           

   VI.                        REFERÊNCIAS:


WEBER, Darlene. Projeto de Extensão “Estudos De Linguagem”. Dicas de Língua Portuguesa – 2. FURG, Rio Grande, RS, 2016.


VII.                        OBSERVAÇÕES:

Material impresso foi entregue nesta aula, buscando diversificar as formas de apresentar o conteúdo, sempre os provocando às pesquisas para aprimoramento do conhecimento.


VIII.                        REFLEXÃO DA AULA 05:

A aula 05 foi baseada nos moldes tradicionais de apresentar uma aula, ou seja, entrega de trabalho impresso, anotações do professor na lousa e ordem de exercícios para os alunos. Pois, já que se tratava de um estágio, que nada mais é do que m laboratório para o futuro professor fazer seus experimentos de metodologias de ensino, a forma tradicional, inclusive conhecida pelo estagiário quando este era aluno de ensino básico gerou mais uma experiência e pode ser avaliada como uma boa forma de se ensinar, porém não deve jamais ser a única, as diferentes formas de cativar o aluno para que este tenha interesse em sala de aula depende do professor e sua criatividade. Eu tenho orgulho em dizer que ao final de minhas aulas os alunos diziam “que pena que acabou...” e isto foi muito gratificante e ocorreu por diversas vezes.





   IX.                        ANEXOS:

Material para os alunos...




Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Professora Regente: Clenir Bonavigo- Turma: EJA Totalidade 5 –
Professor Estagiário: Gilberto Machado

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 05


Porquês:
            3.1. Por que: tem dois funcionamentos:
                   - Pronome interrogativo: usado em frases interrogativas, no início do questionamento.
    Ex.:   a) Por que você chegou somente agora?
             b) Depois de todas as reflexões, por que você ainda insiste com essa tese?
                    - Pronome relativo: usado em frases declarativas e pode ser substituído por “pelo[a] qual”.
                            Ex.: Este é o caminho por que costumo voltar para casa. (= pelo qual)

            3.2. Por quê: funciona como pronome interrogativo usado para finalizar a pergunta.
                           Ex.: a) Os seus atrasos nas terças-feiras são por quê?
                                  b) Você mencionou aqueles dados históricos em seu discurso por quê?
                                    Obs.: Isto vale também para o uso do “que”. Ex.:  Falou o quê?

            3.3. Porque: funciona como conjunção explicativa ou causal e inicia a resposta a alguma pergunta.
                           Ex.: a) Por que ela sempre chora neste lugar?  
                                     Resp.: Certamente, ela chora neste local, porque lembra do seu grande amigo. 

            3.4. Porquê: funciona como substantivo, podendo ser antecedido por um adjunto adnominal.
                           Ex.: a) Furiosa, a mãe esperava o filho na sala e queria saber o porquê do seu atraso.
                                   b) No caminho para o trabalho, pensava em um bom porquê para sua aparência.

 Crase:
- Trata-se do fenômeno da junção entre duas vogais iguais. Ela recebe o acento grave (`), na Língua Portuguesa, quando há a junção entre a preposição “a” e o artigo feminino “a” (a + a = à).
- De modo geral, para sabermos se ocorre crase (se há acento grave), podemos fazer as seguintes substituições:
       * A (preposição) + “o” (artigo) + a substituição da palavra posterior por sinônimo masculino.
                           Ex.: a) Iremos à festa no sábado. (= ao encontro)
                                  E não em: Iremos a todas as festas do clube. (= a todos...) – somente há preposição!
                   * Para, em/na, por/pela (ou outra preposição) + “a” (artigo)
                            Ex.: a) Esperava à porta da biblioteca. (= na [em a] porta)
                       b) Vou à escola todos os dias. (= para a escola)
- Há algumas situações especiais, como:
                * indicação exata de horas:  Cheguei ao hospital à 01h45m. E sua mãe, às 04h10m.  
                * expressão oculta/subentendida “à moda de”: Vestiu-se à gaúcho e fez arroz à grega.
                 * preposição + aquele(a)/aquilo:  Entreguei a carta àquele cavalheiro. (= para aquele)
                 * locuções adverbiais femininas: Às vezes, tenho dores. Vive à toa. Pagou à vista. Vinha às pressas.
                 * locuções prepositivas: Estava à procura de alguém... à espera de... à beira da...
                 * locuções conjuntivas: Sabe mais à medida que lê. Ri à proporção que seu filho faz brincadeiras.

Atividade

- Leitura em voz alta de ao menos um parágrafo do texto acima. Cada aluno deverá realizar esta leitura.

- para a próxima aula entregar um texto com o tema: “Agrotóxicos nos alimentos”.

- lembrando sempre: Trabalho de avaliação final da disciplina de Língua Portuguesa: Através da música “Milho aos Pombos”, de Zé Geraldo, já apresentada em aula, realizar em grupo ou individualmente de forma criativa uma nova música (paródia), uma galeria de fotos, um vídeo, filme, ou encenação sobre o tema que a letra propõe. A data limite de apresentação será dia 17 de outubro.






PLANO DE AULA 06

         I.                        DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 02 aulas de 45 minutos
Data: 03 de outubro de 2016
Tema: Construção de texto tipo currículo e ficha de entrevista de emprego

      II.                        CONTEÚDOS:
- continuação de aula anterior sobre construção textual e uso da linguagem, exercícios pertinentes ao conteúdo
- Construção de texto tipo currículo e ficha de entrevista de emprego

   III.                        OBJETIVOS:
- Construir bons textos a partir de pesquisa em diferentes fontes e a aplicação da referência final. Assimilar os conteúdos com a relação do mundo exterior e as dificuldades que a falta ou má comunicação implica no mercado de trabalho e vida diária. Melhorar a leitura e escrita.


   IV.                        PROCEDIMENTOS:

1° momento: leitura de texto sobre entrevistas de emprego, orientações de profissionais da área.  As “pegadinhas” das entrevistas de seleção.
2° momento: preenchimento por parte dos alunos de ficha cadastral de emprego fornecido por empresa local.
3° momento: Construção de um texto apresentação estilo currículo, embasado na ficha cadastral de emprego preenchida.


      V.                        RECURSOS:

            - Quadro e canetão
            - Livro didático do professor
            - Material impresso com textos trabalhados/fichas de emprego
           

   VI.                        REFERÊNCIAS:




VII.                        OBSERVAÇÕES:

A construção de textos é o principal exercício solicitado aos alunos, novamente e com tema distinto a produção textual baseada em uma pré-leitura e pesquisa é solicitada.


VIII.                        REFLEXÃO DA AULA 06:


As propostas apresentadas na aula 06 com a turma da EJA T 5, da Escola Machado chegaram em um ponto prático do projeto de ensino do estágio da disciplina: 1º : leitura de texto sobre entrevistas de emprego, orientações de profissionais da área.  As “pegadinhas” das entrevistas de seleção; 2°: preenchimento por parte dos alunos de ficha cadastral de emprego fornecido por empresa local e o 3°: construção de um texto apresentação estilo currículo, embasado na ficha cadastral de emprego preenchida; foram temas muito ricos para o debate e a interatividade em sala de aula.
Os alunos se mostraram frustrados com as experiências que já obtiveram em entrevistas de seleção para trabalho, pois até então não haviam recebido nenhuma orientação no formato em que o estágio de LP da FURG os proporcionou.
Com sua linguagem própria, suas gírias e formas de se comunicar, ou de deixar de se comunicar, por timidez ou despreparo, foram amplamente debatidos em sala de aula e as diferentes dicas de comunicação, dicção e desinibição dadas em aula foram de grande valia para sua trajetória de vida, sendo esta uma das aulas que mais prendeu a atenção e que mais se obteve a conversa produtiva por parte dos alunos que apenas conversavam nas aulas, mas de forma que atrapalhava a aplicação dos conteúdos da disciplina.  


   IX.                        ANEXOS:

Material para os alunos...




Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Professora Regente: Clenir Bonavigo- Turma: EJA Totalidade 5 –
Professor Estagiário: Gilberto Machado

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 06


Atividade

- Preencher folha de ficha de emprego, seguindo modelo cedido por empresa local; será observada a boa grafia das palavras e o correto preenchimento dos campos solicitados.

- Construção de um texto/apresentação estilo currículo, embasado na ficha cadastral de emprego preenchida.

- Trabalho de avaliação final da disciplina de Língua Portuguesa: Através da música “Milho aos Pombos”, de Zé Geraldo, já apresentada em aula, realizar em grupo ou individualmente de forma criativa uma nova música (paródia), uma galeria de fotos, um vídeo, filme, ou encenação sobre o tema que a letra propõe. A data limite de apresentação será dia 17 de outubro.

 


PLANO DE AULA 07

I.                   DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 03 aulas de 45 minutos
Data: 05 de outubro de 2016
Tema: Construção de texto tipo currículo e ficha de entrevista de emprego

II.                CONTEÚDOS:
- Continuação de aula anterior sobre construção textual e uso da linguagem, exercícios pertinentes ao conteúdo de currículos e fichas de emprego
- Trabalho com gramática e as figuras de linguagem. Análise das ocorrências de metáfora na música “Dois rios” com Skank (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa)


III.             OBJETIVOS:
- Construir bons textos a partir de pesquisa em diferentes fontes e a aplicação da referência final. Assimilar os conteúdos com a relação do mundo exterior e as dificuldades que a falta ou má comunicação implica no mercado de trabalho e vida diária. Melhorar a leitura e escrita.


IV.             PROCEDIMENTOS:

1° momento: Síntese dos diferentes grupos de estudo da Gramática da Língua Portuguesa: Fonologia, Morfologia, Sintaxe e Semântica.
2° momento: Audição da música “Dois Rios” do Skank e observação do texto/letra da música.
3° momento: Exercícios de busca de palavras (verbos, pronomes pessoais e adjetivos) e figura de linguagem (metáfora).


V.                RECURSOS:

            - Quadro e canetão
            - Livro didático do professor
            - Material impresso com textos trabalhados
           

VI.             REFERÊNCIAS:

DOIS RIOS. Skank (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa). Disponível em: https://www.letras.mus.br/skank/71463/


VII.          OBSERVAÇÕES:


Aula observada pelo professor orientador do estágio de LP.


VIII.       REFLEXÃO DA AULA 07:


A aula 07 teve a particularidade da presença do professor Luiz Espinelly, orientador da Disciplina de Estágio de Língua Portuguesa I. Nesta aula os alunos tiveram um comportamento exemplar, disciplinados e participativos conforme deveriam se portar em todas as aulas.
Nesta aula, a Gramática da Língua Portuguesa e a sua estrutura em diferentes grupos de estudo foram apresentadas aos alunos. Os principais, como Fonologia, Morfologia, Sintaxe e Semântica foram comentados e expostos em aula com cópia de material impresso aos alunos.
Em seguida, a música voltou a fazer parte das aulas, desta vez com a audição e posterior análise da letra da canção Dois Rios, de Samuel Rosa, do grupo mineiro Skank, sendo solicitado aos alunos que identificassem os verbos, os adjetivos, pronomes pessoais e ainda as figuras de linguagem, principalmente as metáforas presentes na música.


IX.             ANEXOS:

Material para os alunos...



Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Professora Regente: Clenir Bonavigo- Turma: EJA Totalidade 5 –
Professor Estagiário: Gilberto Machado

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 07

1) A Gramática da Língua Portuguesa se estrutura em diferentes grupos de estudo. Os principais são: Fonologia, Morfologia, Sintaxe e Semântica.
      1.1 FONOLOGIA: campo de estudo dos fonemas da língua/linguagem. Trata-se do estudo de:
- Fonema e Sílaba (Vogais, Semivogais e Consoantes; Encontros vocálicos e consonantais; Dígrafos e Dífonos; Oxítonos, Paroxítonos e Proparoxítonos);
- Ortografia (Notações léxicas e Acentos; Orientações ortográficas; Abreviaturas, Símbolos e Siglas);
            - Acentuação Tônica e Acentuação Gráfica.

        1.2. MORFOLOGIA: campo de estudo das palavras, sua estrutura e formação.
            - Estrutura das palavras (partes que compõem uma palavra: radical, afixos, desinências, etc.);
            - Formação das palavras (processos de formação das palavras: derivação, composição e outros);
            - Classes de Palavras (Substantivo, Adjetivo, Artigo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição,
                Conjunção e Interjeição);
            - Crase.

        1.3. SINTAXE: campo de estudo do funcionamento no interior da frase, da oração e do período.
            - Frase, Oração e Período;
            - Termos Essenciais da Oração (Sujeito e Predicado);
            - Termos Integrantes da Oração (Complementos verbais {OD e OI} e Complemento Nominal);
            - Termos Acessórios da Oração (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo);
            - Período Simples e Composto;
            - Período Composto por Coordenação;
            - Período Composto por Subordinação;
- Concordância Nominal e Verbal;
- Regência Nominal e Verbal;
- Sintaxe da Colocação;
             - Sinais de Pontuação.

1.4. SEMÂNTICA: campo de estudo dos significados da/na língua/linguagem
            - Homônimos e Parônimos;
             - Polissemia.





O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão

O sol se põe, se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão

Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar, pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite, as quatro estações

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
Tudo que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar, pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite, as quatro estações

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção




Atividade
- Vamos acompanhar a letra da música “Dois Rios” (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa) da banda mineira Skank, através da leitura, identifiquem a presença de verbos, adjetivos, pronomes pessoais e figura de linguagem (Metáfora).
Verbos: _______________________________________________________________

Adjetivos: _____________________________________________________________

Pronomes pessoais:______________________________________________________

Figura de linguagem “Metáfora”: _________________________________________


PLANO DE AULA 08

         I.                        DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 02 aulas de 45 minutos
Data: 10 de outubro de 2016
Tema: Linguagem do texto: Articulação entre as idéias do texto

      II.                        CONTEÚDOS:
- Continuação de aula anterior sobre construção textual e uso da linguagem, exercícios pertinentes ao conteúdo da Língua Portuguesa.
- Linguagem do texto: Articulação entre as idéias do texto.
- Leituras em duplas avaliadas entre os integrantes da dupla

   III.                        OBJETIVOS:
- Construir bons textos a partir de pesquisa em diferentes fontes e a aplicação da referência final. Assimilar os conteúdos com a relação do mundo exterior e as dificuldades que a falta ou má comunicação implica no mercado de trabalho e vida diária. Melhorar a leitura e escrita.


   IV.                        PROCEDIMENTOS:

1° momento: Continuação de aula anterior sobre construção textual e uso da linguagem, exercícios pertinentes ao conteúdo da Língua Portuguesa.
2° momento: Linguagem do texto: Articulação entre as idéias do texto. (livro Tudo é Linguagem, p. 161)
3° momento: Exercícios de leitura em duplas, onde um colega avalia o outro em diferentes pontos: Dicção, expressão e pontuação.


      V.                        RECURSOS:

            - Quadro e canetão
      - Livro didático do professor (Tudo é Linguagem, p. 161)

            - Material escaneado de livro didático com textos e exercícios
           

   VI.                        REFERÊNCIAS:

BORGATTO, Ana Maria Trinconi. Tudo é Linguagem. Língua Portuguesa/Ana Trinconi Borgatto, Terezinha Costa Hashimoto Bertin, Vera Lúcia de Carvalho Marchezi. –pág. 161. - 2. Ed. - São Paulo: Ática, 2009.


VII.                        OBSERVAÇÕES:





VIII.                        REFLEXÃO DA AULA 08:


A aula debateu a articulação entre as idéias do texto e também foi cobrado o trabalho da aula anterior, que solicitava a escritura de um texto estilo currículo, baseado nas informações de um currículo oferecido por uma empresa local. Este currículo fornecido, é o material que a empresa utiliza para a seleção de seus empregados e, foi disponibilizado de forma exclusiva para fora da empresa, devido a explicação por parte do professor estagiário da importância do projeto de desenvolver a comunicação escrita e oral nos alunos da EJA, futuros candidatos a vagas de trabalho nas empresas da cidade.
Neste trabalho, como nos demais, os alunos foram bem caprichosos e preencheram em uma folha de seus cadernos os principais itens solicitados no currículo de seleção profissional. Novamente os alunos fizeram uma atividade que realmente terá utilidade na prática em suas vidas, tendo isto sido oferecido por um estágio de uma Universidade pública em uma escola também pública. Esta preocupação na hora da elaboração do plano geral de estágio, apoiado tanto pelo professor orientador da FURG, quanto pela professora regente da turma, titular da disciplina, em transformar este período de estágio em algo que pudesse ser levado para o restante da vida dos alunos e, de uma forma imediata, com a possibilidade de uso destes conhecimentos na construção de bons cidadãos de nosso país, como pregou Karl Marx: “[...] são os homens que transformam as circunstâncias e, por isso, é necessário primeiro mudar os homens e sua consciência para só depois mudar as circunstâncias.” (Marx, 1845).













   IX.                        ANEXOS:

Material para os alunos...






Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Professora Regente: Clenir Bonavigo- Turma: EJA Totalidade 5 –
Professor Estagiário: Gilberto Machado

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 08

Livro: Tudo é Linguagem.
Articulação entre as idéias do texto

Estabelecer relações entre idéias de um texto escrito ou oral é especialmente importante quando se trata de estruturar argumentos para fundamentar nossas posições.
As idéias são estabelecidas por elementos de coesão – mecanismos da língua que contribuem para ligar palavras, frases, períodos, ajudando a garantir a coerência do texto.
Alguns destes elementos são as conjunções ou locuções conjuntivas. Há outros elementos que podem estabelecer a coesão ou a relação entre as partes do texto.
 (segue pág. 161 até 164)

Atividade

- Atividades nas páginas 162 e 163 do livro didático Tudo é Linguagem. Material passado de imagem das páginas do livro (scanner) no quadro através de projetor.

 - Exercícios de leitura em duplas, onde um colega avalia o outro em diferentes pontos: Dicção, expressão e pontuação.


PLANO DE AULA 09

         I.                        DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 02 aulas de 45 minutos
Data: 17 de outubro de 2016
Tema: Gramática prática e texto de entrevista de emprego

      II.                        CONTEÚDOS:
- continuação de aula anterior sobre construção textual e uso da linguagem, exercícios pertinentes ao conteúdo
- emprego da pontuação - vírgula
- construção de texto em sala de aula em tempo exíguo

   III.                        OBJETIVOS:
- Construir bons textos a partir de pesquisa em diferentes fontes e a aplicação da referência final. Assimilar os conteúdos com a relação do mundo exterior e as dificuldades que a falta ou má comunicação implica no mercado de trabalho e vida diária. Melhorar a leitura e escrita. Revisar questões gramaticais mais corriqueiras como a pontuação e fazer em um curto espaço de tempo um texto com tema eleito entre os alunos.


   IV.                        PROCEDIMENTOS:

1° momento: continuação de aula anterior sobre construção textual e uso da linguagem, exercícios pertinentes ao conteúdo.
2° momento: revisão dos conteúdos
3° momento: trabalho de construção textual é solicitado, texto deverá ser feito em um curto espaço de tempo com tema a ser escolhido por cada um dentre os 03 apresentados: “Viver” – “A morte” – “As drogas” – “ Violência”.


      V.                        RECURSOS:

            - Quadro e canetão
            - Livro didático do professor
            - Material impresso com textos trabalhados
           

   VI.                        REFERÊNCIAS:

TERRA, Ernani. Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   A correspondência e suas linguagens, p. 595 – São Paulo: Scipione, 2002. – (Série Parâmetros)


VII.                        OBSERVAÇÕES:

O livro usado como suporte da aula 09 - Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete”, possui amplo material didático e foi muito útil nos comentários com a turma sobre a produção textual.








VIII.                        REFLEXÃO DA AULA 09:


A aula serviu para reforçar o texto sobre “As pegadinhas nas entrevistas de emprego”, comentar com os alunos como devem se portar nas diferentes formas, com enfoque para a linguagem, comunicação textual, gestual e oral.
Os alunos tiveram um prazo maior para entregar todos os 06 textos solicitados no período do estágio mais a conclusão do trabalho final da disciplina de LP.



   IX.                        ANEXOS:

Material para os alunos...



Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Professora Regente: Clenir Bonavigo- Turma: EJA Totalidade 5 –
Professor Estagiário: Gilberto Machado

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

                                                           AULA 09


Atividade

- trabalho de construção textual é solicitado, texto deverá ser feito em um curto espaço de tempo com tema a ser escolhido por cada um dentre os 03 apresentados: “Viver” – “A morte” – “As drogas”- “A Violência”.


- lembrando sempre: Trabalho de avaliação final da disciplina de Língua Portuguesa: Através da música “Milho aos Pombos”, de Zé Geraldo, já apresentada em aula, realizar em grupo ou individualmente de forma criativa uma nova música (paródia), uma galeria de fotos, um vídeo, filme, ou encenação sobre o tema que a letra propõe. A data limite de apresentação será dia 17 de outubro.


PLANO DE AULA 10

         I.                        DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande - FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Classe: EJA Totalidade 5
Tempo: 03 aulas de 45 minutos
Data: 19 de setembro de 2016
Tema: Gramática prática e texto de entrevista de emprego

      II.                        CONTEÚDOS:
- continuação de aula anterior sobre construção textual e uso da linguagem, exercícios pertinentes ao conteúdo
-
- análise de texto dissertativo sobre entrevista de emprego

   III.                        OBJETIVOS:
- Construir bons textos a partir de pesquisa em diferentes fontes e a aplicação da referência final. Assimilar os conteúdos com a relação do mundo exterior e as dificuldades que a falta ou má comunicação implica no mercado de trabalho e vida diária. Melhorar a leitura e escrita. Revisar questões gramaticais mais corriqueiras e saber como se portar em uma entrevista de emprego. Apresentar trabalho utilizando os recursos apresentados em aula.


   IV.                        PROCEDIMENTOS:

1° momento: dando continuidade às aulas anteriores, o aluno que realizou a tarefa de avaliação final da disciplina irá apresentar seu trabalho individual ou em dupla
2° momento: atividade será filmada para postagem em blog do professor e grupo de face book da turma
3° momento: momento de integração e auto-avaliação dos alunos


      V.                        RECURSOS:

            - Quadro e canetão

            - Projetor dos trabalhos dos alunos
           

   VI.                        REFERÊNCIAS:


MILHO AOS POMBOS. Zé Geraldo. Disponível em:  https://www.letras.mus.br/ze-geraldo/299869/

VII.                        OBSERVAÇÕES:

Maioria dos alunos aproveitou bem os conteúdos dados em aula e solicitados como pesquisa, as aulas foram bastante interativas e tiveram letras de músicas, vídeos e, muita conversa, com enfoque na comunicação textual e oral dos alunos.

VIII.                        REFLEXÃO DA AULA 10:

A aula final de estágio teve algumas apresentações do trabalho final da disciplina e a entrega dos demais textos solicitados, foram seis redações ou textos dissertativos e um trabalho final em grupo baseado na letra e clipe da música “Milho aos Pombos”, de Zé Geraldo. Bons trabalhos foram apresentados.


   IX.                        ANEXOS:

Material para os alunos...


Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. João Carlos Machado
Professora Regente: Clenir Bonavigo- Turma: EJA Totalidade 5 –
Professor Estagiário: Gilberto Machado

AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 10


- Trabalho de avaliação final da disciplina de Língua Portuguesa: Através da música “Milho aos Pombos”, de Zé Geraldo, já apresentada em aula, realizar em grupo ou individualmente de forma criativa uma nova música (paródia), uma galeria de fotos, um vídeo, filme, ou encenação sobre o tema que a letra propõe. A data limite de apresentação será dia 17 de outubro, ou seja, nesta aula... Vamos aos resultados...

7. Análise da práxis
A maioria dos alunos aproveitou bem os conteúdos dados em aula e solicitados como pesquisa, as aulas foram bastante interativas e tiveram letras de músicas, vídeos e, muita conversa, com enfoque na comunicação textual e oral dos alunos.
Construir bons textos a partir de pesquisa em diferentes fontes e a aplicação da referência final; Assimilar os conteúdos com a relação do mundo exterior e as dificuldades que a falta ou má comunicação implica no mercado de trabalho e vida diária; Melhorar a leitura e escrita; Revisar questões gramaticais mais corriqueiras e saber como se portar em uma entrevista de emprego; Apresentar trabalho utilizando os recursos apresentados em aula; esta foi a proposta do estágio.
Neste importante momento de análise é válido repetir as palavras escritas nas reflexões das aulas, pois traduzem na realidade o que foi o estágio da disciplina de Língua Portuguesa do curso de Letras da FURG em Sarandi. As aulas debateram a articulação entre as idéias do texto e também foi cobrado o trabalho, que solicitava a escritura de um texto estilo currículo, baseado nas informações de um currículo oferecido por uma empresa local. Este currículo fornecido, é o material que a empresa utiliza para a seleção de seus empregados e, foi disponibilizado de forma exclusiva para fora da empresa, devido a explicação por parte do professor estagiário da importância do projeto de desenvolver a comunicação escrita e oral nos alunos da EJA, futuros candidatos a vagas de trabalho nas empresas da cidade.
Os alunos fizeram uma atividade que realmente terá utilidade na prática em suas vidas, tendo isto sido oferecido por um estágio de uma Universidade pública em uma escola também pública. Esta preocupação na hora da elaboração do plano geral de estágio, apoiado tanto pelo professor orientador da FURG, quanto pela professora regente da turma, titular da disciplina, em transformar este período de estágio em algo que pudesse ser levado para o restante da vida dos alunos e, de uma forma imediata, com a possibilidade de uso destes conhecimentos na construção de bons cidadãos de nosso país, como pregou Karl Marx: “[...] são os homens que transformam as circunstâncias e, por isso, é necessário primeiro mudar os homens e sua consciência para só depois mudar as circunstâncias.” (Marx, 1845).
O tema tem o propósito de unir a atividade de sala de aula, o estudo da gramática, da ortografia, da criação de um léxico aos estudantes, com o fato de que estes alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos precisam estar  preparados para o mercado de trabalho, para as dificuldades que encontram diariamente nas formas de expressão e comunicação, tanto escrita quanto oral.
             “Construção Textual e Expressão Oral”, vem de encontro com a demanda que estes e outros alunos encontram em seu dia-a-dia, nas seleções de emprego ou nas diferentes formas de uso da linguagem, que exigem do indivíduo um conhecimento de mundo maior que o seu habitat familiar ou de seu círculo de amigos da rua ou bairro.
O estágio contribuiu de forma vital para o processo de conclusão do curso de Letras, pois dá a oportunidade do professor estagiário de colocar em prática boa parte do que foi visto e discutido durante o período da graduação. A experiência de um estágio é ímpar para o professor estagiário, pois ele tem este primeiro contato de estar a frente de uma turma de alunos em uma sala de aula, verdadeiramente é um grande desafio e uma excelente experiência.

8. Referências Bibliográficas:
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
TERRA, Ernani. Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   A correspondência e suas linguagens, p. 595 – São Paulo: Scipione, 2002. – (Série Parâmetros)
MILHO AOS POMBOS. Zé Geraldo. Disponível em:  https://www.letras.mus.br/ze-geraldo/299869/
DOIS RIOS. Skank (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa). Disponível em: https://www.letras.mus.br/skank/71463/
NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM.  Engenheiros do Hawai (Humberto Gessinger). Disponível em: https://www.letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/12894/
WEBER, Darlene. Projeto de Extensão “Estudos De Linguagem”. Dicas de Língua Portuguesa – 1. FURG, Rio Grande, RS, 2016.
BORGATTO, Ana Maria Trinconi. Tudo é Linguagem. Língua Portuguesa/Ana Trinconi Borgatto, Terezinha Costa Hashimoto Bertin, Vera Lúcia de Carvalho Marchezi. – pág. 161.2. Ed. - São Paulo: Ática, 2009.
LIBÂNEO, José Carlos. DIDÁTICA: Velhos e Novos Temas. Edição do Autor. Maio de 2002

9. Anexos
Alguns dos textos elaborados a partir da proposta do estágio de Língua Portuguesa na Totalidade 5:





terça-feira, 15 de novembro de 2016

Uma análise a partir do filme Escritores da Liberdade


Texto Reflexivo - A organização curricular da escola: uma análise a partir do filme Escritores da Liberdade

Ao refletirmos sobre as práticas pedagógicas e curriculares que são demonstradas no filme americano “Escritores da Liberdade” (Freedon Writers,Paramount Pictures, 2007),percebemos as diferentes nuances que a trama nos evidencia a cerca de um desafio que é educar em uma escola de periferia com problemas sociais muito evidentes, como no caso do Instituto Wilson, onde se passa toda a história da professora Erin Gruwell e seus alunos.
Em sua chegada à escola, a recém-graduada professora traz consigo os planos de aula que aprendera na academia, porém a professora coordenadora pedagógica da escola a desencanta dizendo que seus planos não poderão ser aplicados à turma 203, a qual estava destinada, ou seja, deveria apenas aplicar o currículo formal, isto é, a definição do que se deve ensinar nas escolas, concretizado com base em documentos oficiais que sistematizam quais conhecimentos devem ser ensinados nos diversos níveis de ensino e assim oferecendo um grande desafio a professora Gruwell.
Ingressando na sala a professora toma conhecimento dos problemas a serem enfrentados e parte para novas maneiras de ensiná-los fugindo de normas tradicionais e reinventando seu próprio conceito docente, diga-se que ela incorpora o professor mediador, defendido por Libâneo (2002) e pratica o que diz Masetto (1994) [...] a escola não se ocupa apenas do desenvolvimento cognitivo dos sujeitos, mas também do desenvolvimento afetivo-emocional, físico, social e profissional.
O currículo oculto estava explícito na organização da Escola Wilson, com carteiras dispostas em linhas e paradigmas tradicionais de separação de turma muito evidentes, pois os chamados “melhores” alunos da escola estavam separados dos chamados “alunos problema”, justamente estes últimos os alunos da turma 203.
A partir do cenário encontrado e das dificuldades apresentadas à professora Gruwel ela parte para as ações pedagógicas pertinentes ao momento e ao espaço oferecidos. Grouwel usa uma forma mais interativa para ensinar, envolve mos seus alunos e cria neles o gosto pela leitura, como material usa um livro sobre um menino negro que sofre discriminação, caso semelhante ao de seus alunos e, com isso desperta neles o interesse em saber o desfecho da história.
Já neste contexto a professora passa a exercer o currículo em ação, propriamente dito, quando através do currículo formal adaptado a realidade encontrada e, na contramão do currículo oculto ela inicia seu novo projeto político pedagógico e plano de ensino, totalmente reformulados e adaptados à medida que a situação iria exigindo, as circunstâncias do desafio levaram a professora usar muito da criatividade e, principalmente da ousadia e perseverança de acreditar que a sua turma “problema” poderia ser um modelo para a escola.
Em respeito ao currículo formal, mas adequando à sua realidade a professora Gruwell cria a sua prática pedagógica inserindo-se na vida de seus alunos e passando a eles conceitos de igualdade, respeito e autovalorização. Em uma das atividades a professora cria uma linha no chão da sala de aula e solicita aos alunos que pisem sobre a linha se a resposta às suas questões era afirmativa e aí faz questões sobre as mazelas que eles vivem nas comunidades e, com isso os coloca frente a frente iniciando assim uma quebra no paradigma de lutas entre si, iniciando o processo de introdução de valores e respeito na turma.
Uma das atividades pedagógicas usadas pela professora, que proporcionou um grande envolvimento dos alunos com a temática desenvolvida foi a saída da sala de aula até um museu temático tratava do holocausto e relacionou isto com a vida que os mesmos levavam nos guetos americanos com seus preconceitos raciais e étnicos criando através desta prática pedagógica a atividade da escrita através de relatos que foram descritos pela pesquisa em livro, fotos e vídeos.De acordo com Libâneo (1997), o currículo em ação é o currículo que de fato acontece na sala de aula, em decorrência de um projeto pedagógico e de um plano de ensino. É a efetivação do que foi planejado, ainda que entre as ações de planejar e de executar aconteçam mudanças, intervenções da própria experiência dos professores, seus saberes, valores e crenças.  
Uma das principais conquistas da professora foi a relação interpessoal entre os alunos e a professora e entre os próprios alunos que passaram de uma situação de rivais a amigos e irmãos tornando a turma a família unida que a maioria não tinha em casa, aliás, alguns nem casa possuíam.
A visão crítica da atuação da professora vem de seu próprio esposo que se sentiu alijado em detrimento aos alunos de sua esposa, tanta foi a dedicação de Growel para com seus alunos que permaneceram com ela até a conclusão do curso. 
O estabelecimento da criação de um currículo ação adaptado à realidade apresentada demostrou que o professor mediador deve conhecer a realidade do aluno e direcionar o currículo de uma forma que se adéqüe com a capacidade cognitiva e a evolução deste conhecimento através de seus alunos.







domingo, 6 de novembro de 2016

BREVE RELATO VERÍDICO SOBRE OS MODOS E COSTUMES DOS TUPINAMBÁS

BREVE RELATO VERÍDICO SOBRE OS MODOS E COSTUMES DOS TUPINAMBÁS
                                                                                                          Por Gilberto Machado
STADEN, Hans. Duas Viagens aos Brasil.
As aventuras marítimas do alemão Hans Staden, relatadas em seu livro, nos remetem às agruras que os marinheiros da época passavam nos longos meses em alto mar sujeitos às mais variadas intempéries possíveis, mudanças dos ventos, ataques a piratas, confrontos com outros navios, quase naufrágios que acabaram por fortalecer suas expedições na costa européia e no rumo à América.
Na longa história de Staden as suas experiências com os índios brasileiros sempre foram de combates e tréguas posteriores até um determinado momento, porém sempre identificando as distintas tribos existentes, algumas pacíficas e já amigas e outras nem tanto e praticantes de rituais de canibalismo aos reféns europeus.
Em “Breve relato verídico sobre os modos e costumes dos Tupinambás” Hans Staden relata exatamente o que presenciou em sua estada no Brasil e de como viviam os nativos de nossa terra, com sua cultura e costumes próprios, sua culinária baseada em mandioca e peixes e, inclusive a captura e em seguida a execução, esquartejamento e consumo de humanos inimigos. Os índios tinham seus papéis bem definidos na sua civilização, inclusive as mulheres que faziam a maior algazarra quando da detenção e posterior assassinato dos reféns, praticando danças, “desfilando” com as partes dos reféns mortos e outros afazeres que iam além da simples reprodução da espécie e cuidado com o ambiente da aldeia e suas ocas e malocas.
Em diversos momentos de sua vivência com os índios Tupiniquins, Carijós e Tupinambás no Brasil, Staden invocou sua fé católica, forte entre os europeus, para livrá-lo das agruras que passara nas mãos dos selvagens, como os chamavam os europeus.
A leitura desta obra se torna imprescindível no ponto de vista cultural e acadêmico, pois relata através da ótica de Staden, ele narra todo o livro em primeira pessoa, todos os detalhes dos indígenas, suas vestes, seus rituais, o que há em sua volta, animais, vegetação, habitações, enfim em pequenos detalhes a sua narrativa nos transporta para a época do ocorrido, dando uma credibilidade ao que o autor conta.
Se o alemão Staden escreveu realmente tudo de uma forma verídica é difícil de confirmar, porém, acompanhado das ilustrações de De Bry tudo toma uma forma visível do que foi escrito sobre sua estada entre os selvagens. Percebe-se ainda que ao contrário dos índios do México, Peru, Bolívia e demais terras da América do Sul nossos nativos não possuíam grandes edificações e seus usos e costumes eram muito mais comparados a verdadeiros selvagens do que a uma civilização que produz arte, cultura, constrói templos e demais edificações, como foi o caso dos Maias, Incas e Astecas, nativos de países da América.
As gravuras de De Bry são tomadas por relatos das atrocidades que os índios brasileiros faziam em seus rituais de canibalismo contra seus prisioneiros, ficando agora nós leitores somente com a versão de Bry e de Staden, especificamente nesta obra que mais desqualifica do que rememora nossos índios nativos aqui do Brasil, os Carijós, os Tupiniquins e, em especial os Tupinambás que capturaram e mantiveram cativo por muito tempo o alemão narrador desta obra literária, Duas Viagens aos Brasil, recomendável e de forte conteúdo sobre nossa história.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             



Gilberto Machado é Acadêmico do Curso de Letras Português/Espanhol da FURG e Professor Estagiário na Escola Dr. João Carlos Machado de Sarandi/RS. 

sábado, 5 de novembro de 2016

GROSSI, Eline Ester. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: Deficiência, corpo e Psicologia – muito além das aparências. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016. Por Gilberto Machado

GROSSI, Eline Ester. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: Deficiência, corpo e Psicologia – muito além das aparências. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016.
Por Gilberto Machado[1]

            Diversos temas ligados à infância, adolescência e a educação em geral foram discutidos com o foco da inclusão no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi e que teve a participação de professores do município sede  e de demais cidades da região, sendo a entrada um KG de alimento a ser doado às APAEs do municípios da região de Sarandi.
            A psicóloga, escritora e pós-graduanda em Saúde Mental, Eline Ester Grossi, emocionou aos presentes ao evento, em sua fala sobre sua cadeira de rodas, com múltiplas deficiências físicas impostas por uma doença degenerativa que a atacou aos 8 anos de idade, Eline arrancou aplausos e lágrimas na tarde em que palestrou.
            Ser especial é ser diferente, porém isto não foi obstáculo para a menina nascida e criada na cidade do interior do Rio Grande do Sul, Rondinha. Após ser acometida pela doença que a deixou na cadeira de rodas como sendo sua única forma de locomoção e sendo totalmente dependente de outras pessoas para viver, Eline buscou nos estudos uma forma de superação, o incentivo e o cuidado constante de sua mãe foram, segundo ela essenciais para que a doença não lhe tirasse a vontade de viver  e até de fazer uma faculdade em uma cidade distante 100 KM de sua casa, tendo de enfrentar a estrada durante os anos de sua formação.
            Além de ser eternamente grata à família e amigos, Eline tem em suas professoras um carinho muito especial, pois mesmo sem a questão da inclusão na educação não ser ainda um tema tão debatido nos anos 90 e início de 2000, suas mestras foram muito compreensivas e dispostas a lhe ajudar a seguir na vida escolar e, posteriormente acadêmica, mesmo com as dificuldades que a grave doença lha impunha.
            Sem dúvida nenhuma, afirmo sem temer que Eline é uma das maiores provas vivas de superação que já conheci, já havia ouvido sua história, mas de forma vaga e sem muitos detalhes, mas depois do I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva acabei conhecendo através da própria Eline sua linda história de superação que ainda segue pois a doença ainda lhe surra com fortes dores e a sua mobilidade ficou avariada para sempre.
            Eline usou de sua árdua experiência com a doença para fazer seu TCC do Curso de Psicologia na UPF Passo Fundo, pois nenhum outro tema seria tão pertinente quanto ela contar sua história de  superação, incluindo teóricos da Psicologia em seu trabalho de conclusão na academia, local que muito bem a acolheu após uma professora de sua cidade conseguir de forma silenciosa uma bolsa especial na UPF para que Eline pudesse cursar a Psicologia, provando aí o importante papel do professor na questão de mudar a vida das pessoas e a execução do bordão clichê que não canso de repetir “ Tu te tornas responsável por aquilo que cativas” (Saint Exuperry, Pequeno Príncipe).
            Eline encontrou também na fotografia uma linda forma de encontro consigo mesma e o processo de autovalorização e desinibição diante das lentes a ajudou muito no desenvolvimento de uma melhor qualidade de vida.
            Portanto educador, professor, mestre, seja você de que nível de ensino trabalhas, cative, ame, faça com amor o dever de ensinar, mas acima de tudo transforme, viva, faça a diferença na vida de quem tu educa, de quem espere de ti uma palavra de sabedoria e, se a palavra não surgir, não te preocupes, a atenção, o carinho e o incentivo para que teu aluno busque o conhecimento são maiores que quaisquer respostas exatas sobre qualquer conteúdo que seja; pense nisso e boa jornada.



           (foto: http://ngrevista.com.br/a-vontade-de-conquistar-meus-sonhos-vai-alem-das-minhas-limitacoes-diz-aluna-da-upf/) 





[1] Acadêmico do Curso de Letras Espanhol pela UAB-FURG, 7º Semestre, Professor Estagiário.

As 4 Poderosas Lições Para Usar as Dificuldades a Seu Favor

METZLER, Gabriel. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: As 4 Poderosas Lições Para Usar as Dificuldades a Seu Favor. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016.
Por Gilberto Machado[1]

            Diversos temas ligados à infância, adolescência e a educação em geral foram discutidos com o foco da inclusão no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi e que teve a participação de professores do município sede  e de demais cidades da região, sendo a entrada um KG de alimento a ser doado às APAEs do municípios da região de Sarandi.
            O Engenheiro Civil Gabriel Metzler, graduado também com MBA Executivo Internacional com Ênfase em Gerenciamento de Projetos, em Washington Univerity, Pós-graduado em Administração com ênfase em Finanças, com curso de Liderança e Negociação na Harvard Law School em Boston- EUA; realizou uma palestra com o tema “As 4 poderosas lições para usar as dificuldades a seu favor” onde contou fatos de sua história de deficiente visual e as formas que encontrou para a sua inserção e inclusão entre os diversos meios de vida e inclusive na educação.
            De acordo com Gabriel, não devemos parar no primeiro obstáculo, e sim, seguir adiante e ir se adaptando às dificuldades que a vida nos apresenta. Em seu relato ele contou como superou os obstáculos que a deficiência visual lhe causou, inclusive  a dor da perda de um amigo que sofreu um acidente com artefato explosivo caseiro que eles fabricaram na adolescência e que o deixou cego.
            Sua trajetória não foi nada fácil e teve sempre de contar com o apoio dos pais para levar seus projetos adiante, formando-se nos diversos níveis de ensino, do Fundamental ao Superior e fazendo especializações no exterior, sempre se adaptando às dificuldades que a deficiência visual lhe impunha.
            Em um determinado momento Gabriel convocou dois professores da plateia para que o conduzissem, primeiro da maneira deles e, depois, da maneira que ele os orientou de como realmente deve-se conduzir um deficiente visual, servindo assim de exemplo de inclusão de alunos em escolas, pois poucos professores, como outras pessoas mesmo sabem a forma correta de lidar com deficiências e realizar corretamente a tão citada inclusão no ensino nos dias atuais.
            A lição deixada no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi através da palestra de Gabriel Metzler, é de que devemos superar os obstáculos da vida de forma alegre, tranquila e pensar que em tudo se dá um jeito e existe uma melhor forma de tratar com as dificuldades e executar uma boa educação inclusiva.



[1] Acadêmico do Curso de Letras Espanhol pela UAB-FURG, 7º Semestre, Professor Estagiário.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A IMPORTÂNCIA DE UM BOM COMEÇO

MANFRIN, Maria Antonieta. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: A Importância de um bom começo. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016.
Por Gilberto Machado[1]

            Diversos temas ligados à infância, adolescência e a educação em geral foram discutidos com o foco da inclusão no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi e que teve a participação de professores do município sede  e de demais cidades da região, sendo a entrada um KG de alimento a ser doado às APAEs do municípios da região de Sarandi.
            A Fisioterapeuta com especialização em Educação Especial e Deficiência Mental, RPG, Osteopatia, Tratamento Neuro-Evolutivo, Conceito Bobath (Neurofuncional), com atuação na APAE de Palmeira das Missões, Maria Antonieta Manfrim, abordou o tema “A importância de um bom começo”, relacionando as diversas fases do desenvolvimento físico e cognitivo infantil desde o primeiro mês de vida até a infância  e pré-adolescência.
            A profissional abordou os temas com muita propriedade e desenvolvimento do tema, pois com sua experiência diária de trabalho em escolas, em especial APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) trabalhou sua temática baseada em alertas para que os pais que desejam gerar seus filhos já devam preocuparem-se com a própria saúde, “o bom começo começa com o cuidado com a própria vida”, enfatizou Maria Antonieta.
            A sua fala defendeu que os pais e, principalmente às mães gestantes, tenham bons hábitos alimentares e façam corretamente o acompanhamento pré-natal, conforme as orientações dos órgãos de saúde pública e o profissionais da saúde da área. Tanto pais quanto profissionais da educação em escolas e creches devem constatar as dificuldades que por ventura ocorram no desenvolvimento das crianças para que estas sejam encaminhadas aos profissionais de saúde corretos para o diagnóstico e futura reabilitação.
            Esta observação a ser feita por cuidadores ou profissionais da educação ás crianças em seu desenvolvimento devem ser na evolução neuropsicomotor com observação do desenvolvimento geral da criança. Em todas as fases do desenvolvimento a criança tem muita atenção no ambiente e inicia uma autoajuda onde ela mesma percebe as descobertas diárias e os esforços a que necessita fazer.
            É bom que seja ressaltado o tema abordado pela profissional neste seminário, pois o chamado desenvolvimento normal ou dentro dos padrões habituais do ser humano em uma criança, se não ocorre dentro dos padrões especificados pelos órgãos de saúde nas suas diferentes áreas, deve ser encaminhado ao profissional competente, no caso de ser uma disfunção o principal fator de recuperação ou inserção desta criança no meio educacional é o carinho, o afeto que deve ser oferecido tanto por pais ou responsáveis quanto por educadores, fazendo assim a verdadeira educação inclusiva.
            A palestrante concluiu dizendo que o afeto é o estimulador, o isolante necessário para esta pessoa com dificuldades a ser incluída no processo educacional e, independentemente de condição física ou outra qualquer, a individualidade do ser deve ser respeitada, pois somos mais de sete bilhões de habitantes humanos no planeta e não existem duas pessoas iguais.







[1] Acadêmico do Curso de Letras Espanhol pela UAB-FURG, 7º Semestre, Professor Estagiário.

EDUCANDO PARA A EXCELÊNCIA

DE OLIVEIRA, Stela Maris Martins. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: Educando para a Excelência. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016.
                                                      Por Gilberto Machado[1]

            Diversos temas ligados à infância, adolescência e a educação em geral foram discutidos com o foco da inclusão no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi e que teve a participação de professores do município sede  e de demais cidades da região, sendo a entrada um KG de alimento a ser doado às APAEs do municípios da região de Sarandi.
            A professora de Geografia, Coordenadora Pedagógica, Especialista em Educação e Sexualidade, com atuação na cidade de Gravataí/RS, Stela Maris Martins de Oliveira, abordou o tema “Educando para a Excelência” levando aos educadores presentes ao Seminário uma grande motivação em continuarem sendo professores e terem orgulho disto, sua fala foi tomada de chamadas para a reflexão sobre como estamos educando nossos alunos e filhos, como nos deparamos com os problemas do dia-a-dia e, principalmente como fazemos a inclusão da forma devida.
            Stela se autointitula como palestrante e que tem a grande missão do desenvolvimento integral do ser humano, de acordo com a palestrante e professora, o “estímulo” é o mais importante para educar para a excelência, o educador deve deixar a sua marca positiva na vida dos seus alunos, deve exercer a liderança com carisma, afetividade, estabelecer limites e valorizar os acertos, tanto como educador como pai e mãe.
            Os papéis estão se invertendo disse Stela, pois se observarmos o comportamento de pais com filhos e filhas as crianças mandam em seus pais, e o pior, os pais obedecem, indo contra o equilíbrio natural das coisas, não pode existir isso, pois criança é criança.
            De acordo com Stela, os alunos se apresentam em algumas vezes cheios de problemas no ambiente escolar e os pais vêm pedir ajuda da escola para sanar estes problemas. Na maioria das vezes a estrutura familiar é o grande problema que reflete no desempenho da criança na escola. Esta desestruturação familiar deve ser constatada pelo educador para uma melhor compreensão da dificuldade e da mudança de comportamento do aluno. Pois às vezes os problemas não neurológicos nem físicos, são problemas emocionais que abalam o desenvolvimento escolar das crianças.
            Dentre todas as palavras de motivação para os educadores presentes ao evento de Educação Inclusiva, a educadora sempre enfatizou o fazer com amor, o fazer com vontade e o fazer com orgulho de ser educador. Temos que deixar nossa marca nas pessoas com quem convivemos e, principalmente nas que educamos.
            “Deixe sua marca, faça a diferença pra sua vida e paras as pessoas que convivem com vocês, todas as pessoas, seja na família, seja seus alunos, cada um de nós tem o poder de mudar os rumos da educação, faça a sua parte, afinal nós temos todos os recursos de educar para a excelência e também para formar talentos” – Finalizou de forma feliz a palestrante do I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva de Sarandi, promovido pela escola Crescer, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, APAE e profissionais da área da Psicologia, imprensa  e comércio local.





           




[1] Acadêmico do Curso de Letras Espanhol pela UAB-FURG, 7º Semestre, Professor Estagiário.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

ESTÁGIO LP - TURMA TOTALIDADE 5 - EJA - ESCOLA E. E. F. DR. JOÃO C. MACHADO

Plano geral
Dados de identificação:
Instituição: FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Estadual de Ensino Fund. Dr. João C. Machado
Classe: (7º Ano Ensino Fundamental, EJA Totalidade 5)

Tema da unidade: Construção textual e expressão oral

Período de realização: Setembro e outubro 2016

Público Alvo: 20 estudantes da Educação de Jovens e Adultos da Escola Machado
     
Justificativa:
      O tema tem o propósito de unir a atividade de sala de aula, o estudo da gramática, da ortografia, da criação de um léxico aos estudantes, com o fato de que estes alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos precisam estar preparados para o mercado de trabalho, para as dificuldades que encontram diariamente nas formas de expressão e comunicação, tanto escrita quanto oral.
       O tema da “construção textual e expressão oral”, vem de encontro com a demanda que estes e outros alunos encontram em seu dia-a-dia, nas seleções de emprego ou nas diferentes formas de uso da linguagem, que exigem do indivíduo um conhecimento de mundo maior que o seu habitat familiar ou de seu círculo de amigos da rua ou bairro.     

Objetivos:
     - Objetivo Geral:
- Trabalhar as diferentes formas de expressão da linguagem, oral e escrita, para que os alunos busquem a prática da boa leitura e da construção de uma boa ortografia e sua expressão comunicativa.
     - Objetivos Específicos:
- Formar cidadãos éticos e comunicativos
- Abrir novo horizonte nas diferentes formas do uso idioma pátrio
- Estabelecer maior gosto pela leitura e escrita aos alunos
- Motivar os alunos a reconhecerem através das diferentes leituras que elas serão ferramentas vitais para o seu crescimento intelectual
- Organizar trabalhos em grupo para a troca de experiências
- Fazer através da modalidade de apresentação por cartas o uso correto dos pronomes pessoais e a conjugação nos tempos verbais adequados em seu texto
- Através de atividades descontraídas e interativas fazer com que os alunos aprendam de forma mais prazerosa e descontraída
- Utilizar de recursos tecnológicos, como a publicação de textos em blog, para que os alunos possam propagar o seu esforço através desta ferramenta e outras afins
- Realizar avaliação integral, toda a aula é uma prova, toda a participação e interesse do aluno contam como quesito positivo na aprendizagem


Estratégias Metodológicas:
- Exibição de áudios e vídeos
- Distribuição de material impresso para acompanhamento dos áudios e vídeos
- Apresentação de escrita dos alunos aos colegas através da produção de cartas de auto-apresentação
- Formação de grupos de leitura para que todos leiam o trecho de uma das obras apresentadas
- Explanação e orientação das diferentes formas de produção textual, desde carta informal até ofícios e trabalhos acadêmicos (apenas breve explanação e entrega de exemplos impressos)
- Publicação em blog dos textos produzidos com o tema de personalidade expresso com a música “Ninguém é igual a ninguém” da banda gaúcha de rock Engenheiros do Hawai (Humberto Gessinger).
- Trabalho com as figuras de linguagem. Análise das ocorrências de metáfora na música “Dois rios” com Skank (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa)
- Preenchimento de currículo e ficha de empregos fornecidos por empresa local
- Trabalho final de encenação da música “Milho aos pombos” de Zé Geraldo, trabalho de expressão da comunicação através da arte


Conteúdos trabalhados:

- Leitura, interpretação e produção de textos
- Pronomes pessoais e conjugação verbal em primeira pessoa
- Metáfora figura de linguagem
- Expressão e comunicação textual e oral (Auto-apresentação e leitura)
- Escrever para os outros lerem
- Representar expressões de linguagem através de arte da encenação

Recursos:
- Folhas impressas com textos
- Notebook
- Aparelho de som para a reprodução de músicas
- Lousa
- Máquina fotográfica (filmadora) digital
- Material humano (Professor e alunos)

Avaliação:

O projeto será considerado satisfatório se promover situações de aprendizagem relacionadas aos conteúdos trabalhados, ou seja, se os alunos reconhecerem o uso e a função dos pronomes, lerem, interpretarem e recriarem letras de músicas e textos de auto-apresentação e preenchimento de fichas de emprego e currículo, necessários de forma prática para mercado de trabalho, identificarem as figuras de linguagem, como a metáfora, evoluírem na leitura e na escrita e no comportamento em geral.
Conversa individual de avaliação com cada aluno para que ele perceba os pontos a melhorar dentro do propósito da disciplina.


Referências:


BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

TERRA, Ernani. Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   A correspondência e suas linguagens, p. 595 – São Paulo: Scipione, 2002. – (Série Parâmetros)

MILHO AOS POMBOS. Zé Geraldo. Disponível em:  https://www.letras.mus.br/ze-geraldo/299869/

DOIS RIOS. Skank (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa). Disponível em: https://www.letras.mus.br/skank/71463/

NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM.  Engenheiros do Hawai (Humberto Gessinger). Disponível em: https://www.letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/12894/

WEBER, Darlene. Projeto de Extensão “Estudos De Linguagem”. Dicas de Língua Portuguesa – 1. FURG, Rio Grande, RS, 2016.

Observações:

O estagiário observou uma semana de aulas da professora regente antes de aplicar este plano.



sábado, 20 de agosto de 2016

Experiências com/na atividade online da FURG

Semana de Integração em Ações em EaD
Experiências com/na atividade online da FURG
Palestra com professor Valmir Hecker

*Por Gilberto Machado

As ações evolutivas no processo de Educação a Distância foram explanadas em palestra on-line pelo professor da FURG, Valmir Hecker. Em sua explanação, que contou coma audiência de diversos Polos de EaD da FURG no Rio Grande do Sul, Hecker destacou e defendeu a interatividade entre professores e alunos desta modalidade de ensino, sendo que esta interatividade está necessariamente ligada a uma ação dialógica. Para ele há pouca referência aos processos interativos que emergem das atividades de aprendizagem, ou seja, um fórum de discussão nem sempre tem o efeito educativo esperado, pois não há uma resposta instantânea no momento em que o aluno está acessando a plataforma.
A forma fria e sem interatividade no processo de ensino a distancia era muito presente quando de seu início, pois o material era em CD e não havia qualquer interatividade, o que dificultava a aprendizagem dos alunos devido a isso. A evolução de forma histórica da EaD requer cada vez mais a interação, comunicação e inserção na comunidade em que atua. Os processos interativos emergem das atividades de aprendizagem, como destacou o professor Valmir, que enfatizou que o processo evolutivo veio com a implantação da internet web 2.0 que vindo a cocriar a comunicação e o conhecimento, favorecendo a relação de comunicações horizontais.
A evolução do processo de ensino via EaD foi oportunizando uma melhora da educação on-line, formação de ambientes educativos na web, disponibilidade de interfaces e de ferramentas da web 2.0, com isso foi possível também usar cada vez mais os chamados dispositivos comunicacionais  a interatividade via internet e ambientes colaborativos.
O professor Hecker buscou neste encontro elencar diversos passos que realizou com sua equipe de professores e alunos no curso de Ciências em EaD da FURG, as pesquisas feitas em grupos, os registros feitos pelos polos, a interatividade através das conferencias ou fóruns, metodologia de pesquisa e formação. Para o professor deve haver uma construção coletiva, além da atividade clássica deve haver uma proposição de atividades. O trabalho da EaD deve envolver também a comunidade em uma indagação dialógica, a formação de um tipo especial de comunidade onde o grupo de estudantes faz a procriação de material, reforçando ainda como é importante gravar as aulas e disponibilizar no youtube para futuras pesquisas e consultas dos mesmos alunos ou demais interessados, compartilhar o ensinamento e as experiências na EaD.
Hecker defende que através das interações sé que houve com a turma de Ciências a confecção de material/aula da turma, pegou ainda que pode se fazer um planejamento coletivo online. Acerca da avaliação, ainda dentro deste processo interativo e de cooperação do ensino a distância, a proposição do professor é de que a avaliação também seja dentro de um processo criativo.
Cremos que este processo de EaD através da UAB seja uma evolução constante e uma via sem volta para o futuro da educação Superior, pois há cada vez mais pessoas conectadas e interessadas em aprimorar seus conhecimentos mesmo sem sair de casa e ter uma educação de qualidade e com um bom suporte interativo nos cursos de EaD, principalmente a expansão desta modalidade nas instituições públicas brasileiras.

(Gilberto Machado é acadêmico do Curso de Letras/Espanhol FURG - EaD  -UAB – Polo Sarandi)


sábado, 30 de julho de 2016

Fita K7


Quando pego uma fita K7 com músicas que você mesmo gravava nos anos 90 passa um filme de como o mundo mudou. Sempre tive pouco, acostumei com o necessário, pois o necessário era o máximo que se podia ter. Então penso no consumismo, na voracidade da humanidade, o querer sempre mais. Claro que você tem de ter ambição na vida mas, será que o necessário já não é o suficiente, será que os valores não são mais o que importa. Enfim, vendo as fitas K7 da adolescência lembro da humildade com que fui criado, lembro que aprendi me contentar com o pouco e que às vezes o pouco pode ser o muito. Pouco caminho a andar, mas poder andar, pouco dinheiro, mas o suficiente para a fome matar e falando em matar só aprendi a matar uma coisa... a saudade, beijo Pai, beijo mãe.
... paz e bem.