sábado, 21 de maio de 2016

“A ONDA” UM ALERTA, UM EXEMPLO

“A ONDA” UM ALERTA, UM EXEMPLO

                                                                 Por Gilberto Machado

            O filme "A Onda" (Die Welle), inspirado no livro "The Wave", de Todd Strasser, de 2008 obteve grande sucesso nas bilheterias alemãs, foi dirigido por Dennis Gansel e estrelado por Jürgen Vogel, Frederick Lau, Jennifer Ulrich e Max Riemelt. As práticas realizadas no longa metragem são de extrema importância para um embasamento de aplicação didática em sala de aula, principalmente nos dias atuais. A razão da importância de observarmos as atitudes e a fórmula de ação que o professor tomou no filme vem de encontro aos desafios que o docente tem em sua luta diária em sala de aula, afinal, como deter a atenção dos alunos? Como mantê-los atraídos pelos temas abordados na disciplina proposta? As respostas podem estar neste filme, porém os erros cometidos pelo professor são muito pontuais e em áreas delicadas.

            A ação didática e pedagógica executada pelo professor do filme, deveria ter sido acompanhada por um profissional da Psicologia da Educação desde seu início, pois quando você parte para uma forma mais agressiva que vai mudar tudo em uma sala de aula, desde os hábitos de cumprimentos entre todos até a forma com que se vestem, sem dúvida necessitam de acompanhamento psicológico, pois esta atitude autoritária e ditatorial do professor pode ser absorvida de diferentes maneiras pelos alunos, pois cada sujeito é detentor de uma história de vida, cada um tem sua base familiar, ou não, tem sua identidade de caráter formada ou não, e uma formatação da maneira com que o professor abordou-os com cumprimentos, vestimentas, ordens de ação, tornando de forma gradativa e muito rápida a turma de sala de aula em uma facção.

            É muito importante e necessário o domínio da turma pelo docente, pois assim ele trabalhará de forma mais cômoda e será quem dita as regras do jogo diário da vida na sala, porém isto tem de ser feito de forma dosada e, nos dias atuais, com as gerações Y, Z e Beta que existem, não há como tornar os alunos como carneirinhos de um pastor.

            Então qual a formatação ideal para trabalhar na sala? Ser um ditador fascista como o professor do filme alemão, que coordenou de forma impecável a turma no quesito disciplina e atenção à matéria dada? Ou ser um amigão, um bonachão, sorrindo a todo o momento e conquistando os alunos com o carisma e mostrando os pontos cruciais para um bom aproveitamento e avaliação? Isto será bem absorvido por todos? Estas formas, ditador fascista, ou amigão bonachão, podem ser fundias, o professor deve encontrar o chamado meio termo na sala de aula, ser o comandante da sala sim, porém este comandante precisa ser cativante, amigo, conselheiro, pois nem todos estão estruturados ao chegarem à sala, pais podem ter brigado, podem estar separados, eles podem estar sendo criados pelos avós, os pais podem estar presos ou então até há uma condição aparentemente boa na família, na forma financeira e estrutural em geral, mas este adolescente é preterido em casa, é abandonado em seu próprio lar às empregadas, aos programas de computador; ou seja, tudo é uma corrente e deve estar linkando a relação professor-aluno, aluno-professor-escola e professor-aluno- família, pois o ser é um todo e para ele absorver e aplicar os conhecimentos da escola este deve estar bem em todo este contexto.

            Portanto, o filme “A Onda” serve muito bem para análise do professor no trato com seu aluno, cada sujeito é diferente, cada sujeito aprende diferente, então aprenda a aprender junto com o aluno, aprenda como ele aprende e todos sairemos satisfeitos; as evasões, as reprovações serão bem menores ou nulas, fazer acontecer, dar o voo da borboleta, está em nossas mãos senhoras e senhores educadores.

 


 
imagem:

 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ler é Liberdade


A Bela Borboleta

O texto referido aborda um livro, dentro de outro que fala de outro que fala de muitos, ou seja, a intertextualidade é muito presente e demonstra que a leitura e o entendimento livre de várias situações é a própria liberdade.

Pense em ler uma obra, que se refere a outra e outras mais, porém você foi privado de ter tido esta leitura, o seu entendimento de cada mundo de cada obra foi interrompido ou barrado antes mesmo de iniciar. Digamos então que o acesso à leitura é um dos principais pontos de exercício de liberdade do ser humano, mas isso vem desde sua alfabetização e todo o crescimento e a forma pedagógica com que ele recebeu os ensinamentos, a didática aplicada, a estrutura oferecida, as dificuldades que o levaram a prosseguir ou não neste vasto caminho do conhecimento.

Quando se fala da imponência que o Gato de botas teve ao sair de um livro e subir em uma cadeira para discursar, pensa-se que também o sujeito que tem a informação e a leitura a seu alcance também imerge de uma inércia de ignorância para um domínio de seu ambiente com as armas do saber e o do conhecimento adquirido. As palavras são poderosas, o domínio do dom da comunicação é sem dúvida uma das mais poderosas asas da liberdade, as asas da borboleta.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Breves comentários sobre o texto “Leituras de Barraco” e o filme “A Onda”


Breves comentários sobre o texto “Leituras de Barraco” e o filme “A Onda”

 

·         - “Leituras de Barraco” tem um propósito muito interessante realizado pelos professores que idealizaram o projeto no assentamento sem terra. Organizar uma biblioteca e depois transportar os livros para onde os sujeitos leitores estavam foi uma grande sacada.Trabalho semelhante foi realizado em nossa cidade quando as professoras responsáveis pela Biblioteca Municipal realizaram, com o apoio da Emater, as sacolas literárias, levando sacolas com livros para comunidades do interior do município nos encontros de clubes de mães e outras atividades das comunidades.  Se o livro é arte e a arte é feita por artistas, o livro deve ser como diz a música...”o artista vai onde o povo está”...e, neste caso de Leituras de Barraco - “o livro vai onde o leitor está”.

·         - “A Onda” é um filme muito instigante quando mostra a história do professor que tem o objetivo de lecionar sobre um tema à sua turma e acaba fomentando uma verdadeira ditadura consentida entre seus alunos. As aulas de um projeto com o tema “Autocracia” toma dimensões que passam a fugir do controle do professor fora da sala de aula, devido ao seu excesso de domínio em aula criando entre os alunos uma espécie de sociedade única, onde os alunos faziam parte não mais de uma turma que estudava um tema, mas de uma facção, onde a união era extremamente sólida, o comprometimento com a causa era fiel e a propagação da ideia era como faísca à gasolina. Em apenas uma semana, o professor mobiliza, se torna um ícone, a autoridade máxima entre os integrantes da Onda, eles têm uniforme, têm logomarca e acima de tudo demonstram uma fidelidade cega ao seu líder e ao propósito de incluir e unir quem está no movimento e de excluir  e exterminar quem dele estivesse fora. Isto no toma de um sentimento de comparação com fatos ocorridos em nosso planeta nas últimas décadas que nos faz refletir cada dia mais sobre a questão do perigo em que vivemos. Me reporto à respeito do terrorismo, desta gente louca que mata sem se importar em morrer, deste sistema que dita a moda em tudo, que mobiliza por redes sociais e que pode fazer um estrago muito grande à humanidade. Temos que pensar muito e sermos mais críticos em que estamos acreditando, a quem estamos seguindo e qual o caminho a tomar daqui pra frente. Tenhamos cuidado, prudência e parcimônia em todos os sentidos da vida diária para que nenhum ditador travestido de lobo em pele de cordeiro nos diga o que fazer e em que acreditar para que não sejamos vítimas da “Onda”.

 

 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

GARIMPO BRASIL, AINDA SOMOS GARIMPADOS


GARIMPO BRASIL, AINDA SOMOS GARIMPADOS

 

Por Gilberto Machado*

 

            Em artigo publicado na Revista Proteção nº 11 em sua página 07, o agroquímico Sebastião Pinheiro cunhou para o Brasil, ilustrando desta forma o desrespeito para com os recursos naturais do país, a alcunha de “Garimpo Brasil”. Esta garimpagem é datada do início da Idade Moderna, corroendo as possibilidades da sociedade dar certo, tendo iniciado desde a sua colonização pelos portugueses em 1.500.

            As riquezas tratadas por Sebastião como “pepitas” foram os diversos recursos naturais, do Pau-Brasil ao algodão, garimpo este que foi estendido aos humanos; índios e negros. A garimpagem perdurou e, infiltrada em todos os meios da sociedade, sendo mais cruel por ter descompromisso com a pessoa e com o local da sua lavra. As pessoas perseveram nesta garimpagem nas grandes cidades, não preservando a história e buscando ampliar a usurpação dos recursos para si, repetindo de forma insana a exploração das riquezas; Pinheiro cita o mercúrio no rio Madeira matando os Ianomani.

            Com o mesmo conteúdo o Garimpo Brasil só muda os garimpeiros e as formas de exploração. Pinheiro cobra uma maior eficácia dos ecologistas e dos militantes da saúde do trabalho. Por fim, conclui que  o país não dando mais pepita a ninguém criaria uma espécie de anticorpos contra os garimpeiros.

            A partir destas considerações de Pinheiro podemos fazer nossas próprias conclusões sobre a permanência deste “Garimpo Brasil”, pois esta exploração prossegue de diferentes formas e não mais por portugueses colonizadores ou por americanos ávidos por nossos recursos naturais e pesquisas científicas, mas por “garimpeiros” muitos que agem de forma muito mais algoz do que os próprios estrangeiros, são aqueles que facilitam a exploração dos forasteiros e deforma ainda pior, sugam nossas riquezas para si e depositam o soldo em contas situadas nos chamados paraísos fiscais, haja visto que se retiram daqui não é para esta terra que irão depositar tal fruto de falcatruas para que aqui gere impostos, pois seria uma “devolução” à fonte, ou ao “garimpo”.

            As pepitas são extraídas dos cofres públicos, das fontes dos recursos subtraídos através dos impostos que a produção nacional gera e não recebe em benefícios retornáveis, pelo contrário, mendigam por obras e logísticas governamentais e se querem garanti-las tem de pagar alto preço por isto em forma de propinas.

            Em  suma, o “Garimpo Brasil” tem como principais “garimpeiros” de forma histórica e centenária, seus próprios políticos.

 

Fonte: Texto apresentado na disciplina de Língua Portuguesa, Professora Darlene Webler,  Revista Proteção, nº 11, p. 07

 - Gilberto Machado- Acadêmico do Curso Superior de Letras/Espanhol da FURG – Rio Grande, UAB - Polo Sarandi-RS

 

 

RESUMO

GARIMPO BRASIL

Por Gilberto Machado

 

O agroquímico Sebastião Pinheiro cunhou para o Brasil, ilustrando desta forma o desrespeito para com os recursos naturais do país, a alcunha de Garimpo Brasil. Esta garimpagem é datada do início da Idade Moderna, corroendo as possibilidades da sociedade dar certo, tendo iniciado desde a sua colonização pelos portugueses em 1.500. As riquezas tratadas por Sebastião como pepitas foram os diversos recursos naturais, do Pau-Brasil ao algodão. Garimpo este que foi estendido aos humanos; índios e negros. A garimpagem perdurou e, infiltrada em todos os meios da sociedade, sendo mais cruel por ter descompromisso com a pessoa e com o local da sua lavra. As pessoas perseveram nesta garimpagem nas grandes cidades, não preservando a história e buscando ampliar a usurpação dos recursos para si, repetindo de forma insana a exploração das riquezas; cita o mercúrio no rio Madeira matando os Ianomani. Com o mesmo conteúdo o Garimpo Brasil só muda os garimpeiros e as formas de exploração. Pinheiro cobra uma maior eficácia dos ecologistas e dos militantes da saúdo do trabalho. Por fim, conclui que  o país não dando mais pepita a ninguém criaria uma espécie de anticorpos contra os garimpeiros.

PALAVRAS CHAVE: Pinheiro. Garimpo. Brasil. Desrespeito. Garimpagem.

 

Fonte: Revista Proteção, nº 11, p. 07

quinta-feira, 3 de março de 2016

RIR E SONHAR

RIR E SONHAR...
Quando se fala em sonhos vem à nossa mente duas definições de significância, ou significado, um substantivo, que por vezes pode ser adjetivo, enfim, dependendo de sua colocação na sentença, ou até mesmo a palavra em si tem mais do que duas definições e nós temos o que nos vêm à mente naquele instante.
O sonho pode ser feito, pode ser sonhado, pode ser realizado, pode ser materializado ou então sempre ser um sonho, mas naquele momento em que o sonho se funde com o riso aí sim, ele passa para a linha do prazer, prazer de um sonho sonhado, de um sonho degustado, de um sonho despertado pelo sorriso, pois ele estava tão bom que quase veio à tona, à vida real.

Hoje acordei com meu riso em um sonho e se não bastasse sequer lembro sobre o que sonhei, afinal, se é para ser um sonho, que seja no nível Divino, pois Ele é quem sabe, assim como Drumond definiu a sabedoria do Português ao professor eu defino a sabedoria dos sonhos a Deus. Bons sonhos a você.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

TECENDO DIÁLOGOS. “Distúrbios de aprendizagem: Importância das intervenções pedagógicas”


SEMANA ACADÊMICA POLO UAB SARANDI.
TECENDO DIÁLOGOS. “Distúrbios de aprendizagem: Importância das intervenções pedagógicas”.Palestra das Profªs.  Cristiane Castoldi Gerevini e Mônica Faccienda, professoras das redes Estadual e Municipal de Ensino de Sarandi, graduadas em pedagogia e especializações na área. Dia 06/11/2015.

DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM: IMPORTÂNCIA DAS INTERVENÇÕES PEDAGÓGICAS
            De acordo com as professoras  Cristiane Castoldi Gerevini e Mônica Facienda, os sinais da presença de distúrbios nos alunos podem ser demonstrados através de agressões ou timidez demasiada, alunos muito quietos. Distúrbio na aprendizagem pode estar ligado ao SNC – Sistema Nervoso Central o que pode ocasionar sintomas como a Dislexia, a Disortografia, a Dislalia, a Discalculia, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e outros sintomas menos frequentes.
            A Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem neurológica onde a criança apresenta dificuldade na linguagem e na escrita, é genético e hereditário e ocorre mais em meninos que realizam a confusão entre letras, sílabas e palavras. Para educar estas crianças com Dislexia as professoras orientam, através de pesquisas e experiência própria, o uso de jogos com recursos visuais e ainda utilizar o que eles gostam, destacando ainda que estas crianças gostam de se ver em vídeos, de serem filmados.
            A Distorgrafia pode ser observada nas crianças através de erros na escrita, com troca de grafemas e fonemas. Para trabalhar com elas é preciso estimular a memória visual com o uso de letras, números e famílias silábicas e também é necessário o encaminhamento ao profissional Fonoaudiólogo. Ainda na forma de trabalhar com estas crianças as professoras Cristiane e Mônica orientam que seja evitada a correção com caneta vermelha para não inibir seu processo de desenvolvimento cognitivo.
            A Dislalia provoca alterações na fala da criança e deixa ela falando “errado” até a adolescência, ela fala coisas como “tota tola” ao invés de coca-cola, porém este sintoma pode ser amenizado com o auxílio dos pais que não devem repetir as mesmas expressões imitando as crianças, pois criança infantilizada não é Dislalia, lembram as professoras.
            A Discalculia é um distúrbio que interfere na compreensão da matemática, a criança não consegue construir cálculos simples e não se dão conta de que estão fazendo isto. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio neurológico de sintomas de conduta excessiva.
            Na conclusão, as professoras ouviram relatos e experiências de colegas do auditório que expressaram a concordância com formas de agir das professoras diante de tais situações, sendo que o aluno deve ser tratado de forma individualizada e o professor deve ser um grande observador do comportamento de seus alunos, para detectar estes distúrbios e assim utilizar de meios pedagógicos que facilitem o progresso do processo de aprendizagem destas crianças que apresentam tais transtornos.     



Gilberto Machado, Acadêmico do Curso de Letras, Português/Espanhol UAB-FURG, polo Sarandi. Dezembro, 2015.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

ANÁLISE DO SONETO Apolo e as nove Musas, discantando

 PRODUÇÃO LÍRICA DE LUIZ VAZ DE CAMÕES

·       RESUMO
A produção lírica de Luiz Vaz de Camões em seus traços mais relevantes é o objetivo deste artigo. A busca do desconhecido, o característico marcante da antítese amor platônico x amor carnal; da reflexão sobre a condição humana; do desconcerto do mundo; da pátria; de Deus; da figura feminina; e da visão da natureza. A metalinguística, os traços de melancolia, a presença constante do eu lírico expressando seus sentimentos, são fortes características da obra lírica Camoniana.

·       PALAVRAS CHAVE
Camões. Lírica. Soneto. Apolo.

·       ANÁLISE DO SONETO
Apolo e as nove Musas, discantando

051
Apolo e as nove Musas, discantando  
com a dourada lira, me influíam
na suave harmonia que faziam,
 quando tomei a pena, começando: 

— Ditoso seja o dia e hora, quando
tão delicados olhos me feriam!
 Ditosos os sentidos que sentiam
 estar se em seu desejo traspassando! 

Assi cantava, quando Amor virou
 a roda à esperança, que corria
tão ligeira que quase era invisível.
 
Converteu se me em noite o claro dia;
e, se algüa esperança me ficou,
 será de maior mal, se for possível.

O soneto Apolo e as nove Musas, traz quatorze versos compostos de dois quartetos e dois tercetos, com rimas alternadas ABBA nos quartetos e rimas opostas ou interpoladas, CDE DCE nos tercetos.
Neste soneto Camões usa a figura do deus grego Apolo[1] e que trata do amor que sofrera encanto das nove musas que tocavam sua lira[2]. Camões se utiliza do eu lírico na primeira pessoa do singular com o pronome possessivo “me” (...) me influíam...
O soneto “Apolo e as nove Musas, discantando” retrata o eu lírico que projeta um amor platônico com as musas que estão a lhe influenciar apaixonadamente com seu canto à lira dourada, o fato de elas o inspirarem a escrever tomando da pena para tal e declarando que esta paixão que o arrebatava fazia o tempo da esperança correr ligeiro e ao defrontar-se com algo impalpável e quase invisível tornou o seu dia em noite, o dia que nem como Apolo, deus grego do sol, não tinha forças para vencer a noite da desilusão pelo amor platônico sem deixá-lo brilhar.
Na obra de Camões, destacam-se em seus versos trechos como (...) tomei a pena... olhos me feriam... me influíam...(...) com característica metalinguística estabelecendo relação com sus própria produção literária. O eu lírico toma de queixas perante as mudanças de destino humano, a felicidade que o amor às musas o proporciona é interrompida pela melancolia e dor da noite com a perspectiva de que o futuro o traga maiores sofrimentos.
Observa-se neste e nos demais sonetos de Camões as principais características que demarcaram a escola literária ou gênero literário Classicismo:
Quanto ao conteúdo:
·       Idealização amorosa, neoplatonismo;
·       Predomínio da razão;
·       Paganismo;
·       Influência da cultura greco-romana;
·       Antropocentrismo;
·       Universalismo;
·       Busca de clareza e equilíbrio de ideias;
·       Nacionalismo.
Quanto à forma:
·       Gosto pelo soneto;
·       Imitação às formas clássicas;
·       Emprego de medida nova (poesia);
·       Busca do equilíbrio formal.
·

·       CONCLUSÃO
Com os soneto  Apolo e as nove Musas, discantando e suas demais obras, Camões tem as mais altas produções líricas de sua época na Europa, poesias sonetos que possuem intertextualidade quando se trata, por exemplo, dos deuses da mitologia grega, quando envolve em sua narrativa entre outras e outros a deusa do amor Vênus a qual tem a missão de fazer as ninfas se apaixonarem pelos Lusos, portugueses filhos de Luso e especificamente em Apolo e as nove Musas, discantando Camões se coloca na figura do próprio Apolo, deus grego da luz, do sol.
Em sua obra Camões usa de características do classicismo com suas métricas, nos versos todos decassílabos, oitavas e marcação rígida em todo o poema. Seguindo o plano histórico das navegações da época, já em Os Lusíadas, Camões ligou sua obra na expedição de Vasco da Gama em difundir o cristianismo, a expedição era uma epopeia cristã. A forma de narrativa também dissemina ao mundo uma nova Portugal em meados do século XV com as expedições e novas conquistas mercantis.

·       ABSTRACT

The lyrical production of Luís Vaz de Camões in its most important features is the purpose of this article. A search of the unknown, the defining characteristic of the Platonic x carnal love antithesis; reflection on the human condition; of the world's confusion; Homeland; of God; the female figure; and vision of nature. The meta-linguistic, melancholy traces of them, the constant presence of lyrical expressing your feelings are strong features of lyric Camões work.

·       KEYWORDS

Camões. Lyrical. Sonnet. Apollo.





Referências Bibliográficas
- CAMÕES, Luís Vaz de. A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro  <http://www.bibvirt.futuro.usp.br > A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo. Permitido o uso apenas para fins educacionais.
- RODRIGUES, Marina Machado. Para Uma Edição Crítica Da Lírica De Camões. UERJ, UFF e ABRAFIL. Disponível em:< http://www.filologia.org.br/abf/rabf/8/139.pdf> Acesso em 03.12.15 às 00h55min.
- OLIVEIRA, Raquel Trentin. Para Ler Camões. Ver. Let, São Paulo, v.51, n.1, p.9-21, jan/jun 2011.
- INFOESCOLA. Apolo. < http://www.infoescola.com/mitologia-grega/apolo/  > Acesso em 02/12/2015 às 21h45 min.
- WIKIPÉDIA. Lira. < https://pt.wikipedia.org/wiki/Lira_(instrumento_musical)  > Acesso em 02/12/2015 às 21h.
- SONETOS DE CAMÕES.  Disponível em: < http://teleliteraturateen.blogspot.com.br/2015/03/sonetos-de-camoes.html > Acesso em 03.12.15 às 23h.




[1] Apolo, também conhecido com Febo (brilhante), na mitologia grega é considerado o deus da juventude e da luz, identificado primordialmente como uma divindade solar, uma das divindades mais ecléticas da mitologia greco-romana. Filho de Zeus e da titã Latona (Leto). Apolo deus justo e puro que ajudava doentes e também curava várias doenças através do sono. INFOESCOLA. Apolo. < http://www.infoescola.com/mitologia-grega/apolo/ > Acesso em 02/12/2015 às 21h45 min.

[2] A lira é um instrumento de cordas conhecido pela sua vasta utilização durante a antiguidade. As récitas poéticas dos antigos gregos eram acompanhadas pelo seu som, ainda que o instrumento não tivesse origem helênica. O gênero de instrumento a que pertence a lira terá tido o seu alvorecer na Ásia, inferindo-se que terá entrado na Grécia através da Trácia ou da Lídia. WIKIPÉDIA. Lira. < https://pt.wikipedia.org/wiki/Lira_(instrumento_musical) > Acesso em 02/12/2015. 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

RESENHA - TECENDO DIÁLOGOS. “O lugar da emoção e da afetividade na escola”.Palestra do Prof. Dr. Psicólogo Paulo Gomes, Professor da FURG - Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Dia 07/11/2015.


SEMANA ACADÊMICA POLO UAB SARANDI.
TECENDO DIÁLOGOS. “O lugar da emoção e da afetividade na escola”.Palestra do Prof. Dr. Psicólogo Paulo Gomes, Professor da FURG -  Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Dia 07/11/2015.

O LUGAR DA EMOÇÃO E DA AFETIVIDADE NA ESCOLA

            De acordo com o Prof. Dr. Paulo Gomes, a psicologia funciona como um guarda-chuva, pois abrange várias áreas do comportamento humano, ela é multifacetada. No âmbito da emoção e da afetividade ele observa que a emoção age antes da linguagem e a afetividade vem de afetar, indicar algo. Há o chamado plano afetivo que age com a emoção pois esta tem a missão de que cuidem da gente.
            O valor do professor ser expressivo em suas aulas foi destacado pelo Prof Dr. Paulo, segundo ele esta atitude do docente faz com que o aluno preste mais atenção na aula, uma forma expressiva e gentil envolve mais o cognitivo e aguça mais para o cultural e a forma de analisar do aluno. Diferenciando o adulto e a criança na questão da emoção, na criança a emoção organiza e no adulto desorganiza os sentimentos  e em consequência seu comportamento.
            Gomes frisou que o condicionamento é algo que condiciona e o estímulo é algo incondicionado, não precisa de condição, está presente na história biológica da espécie. Citando experiência feita pelo psicólogo americano John Watson[1], o medo é gradiente de generalização, citando a experiência feita com um bebê e um coelho simulando que uma barulho que amedrontava o bebê era produzido pelo coelho, após este não temê-lo e até o acariciar  acabara tornando o animal um relação com o que lhe causava medo, que era o estrondo em um metal.
            Comentando sobre a punição em sala de aula Gomes relatou eu os alunos fazem coisas na aula para escapar da punição, ou seja ela por uma retirada de recreio, ou em casa com o pais  e outras situações. De acordo com o professor e psicólogo o controle aversivo gera emoções negativas e é um modelo inadequado de se trabalhar em sala de aula.
Concluindo, Gomes enfatizou em sua palestra que professor deve trabalhar no aluno a compaixão e empatia, o professor é o único que tem o poder de mudar o ambiente de aula, deve pedir ao aluno que se coloque no lugar do outro.


Gilberto Machado, Acadêmico do Curso de Letras, Português/Espanhol UAB-FURG, polo Sarandi. Dezembro, 2015.




[1] John Broadus Watson (Greenville, 9 de janeiro de 1878  Nova Iorque, 25 de setembro de 1958) foi um psicólogo estadunidense, considerado o fundador do comportamentismo ou comportamentalismo (ou simplesmente behaviorismo).

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O Auto de Inês Pereira e a relação com a contemporaneidade


O Auto de Inês Pereira e a relação com a contemporaneidade

            A verossimilhança que Gil Vicente expõe em sua obra de 1523,  O Auto de Inês Pereira, com os acontecimentos contemporâneos da humanidade, em especial ao gênero feminino são muito evidentes. A pouca valorização da mulher em detrimento ao homem é fato consumado em diversas épocas e, não se difere nos séculos mais recentes, pois as profissionais que exercem as mesmas funções que os homens recebem soldo menor por seu labuto, embora por muitas vezes mais qualificadas e sensíveis às alterações e progressos que as diversas atividades profissionais exigem.
            Se Inês vivia a lavrar e a exercer diversas atividades em sua moradia tendo que encontrar somente uma válvula de escape um casamento arranjado para exercê-lo como forma de fuga da realidade vivida, não diferente é em algumas situações onde as filhas são usadas como serviçais da casa e, para que isto tome um rumo diferente elas são absorvidas pelas mazelas da sociedade, o que lhes causa na maioria das vezes muita dor e sofrimento, pois partem para uma competição com os homens no mercado de trabalho onde ainda são menos valorizadas, principalmente quando se trata de mulheres de baixa renda.
            Os interesses materiais perduram por séculos se sobressaindo num revés da valorização humana e ao próprio cuidado com a vida, tema este discutido muito neste ano, principalmente na igreja brasileira.
            Daí, vem em seguida o desencanto com algo que era um sonho de liberdade, a vida à dois pode não ser melhor do que a outrora vida de solteira, a submissão antes à família, nos casos de hoje cuidando de irmãos menores e tomando conta da casa e, passa a ser uma submissão ao marido ou companheiro que por sua vez impõe tarefas e, mesmo que a mulher busque seus rendimentos além das atividades domésticas  do lar, o peso dobra sobre suas costas, pois o cúmulo de funções dentro e fora de casa as torna mulheres, muitas vezes depressivas e extremamente exaustas, o que as leva a novas desventuras e um abraço envolvente com a desilusão.
            As Inês Pereira deste século ainda perduram, ainda clamam por reconhecimento e ainda buscam os valores que ora perderam, a figura da submissão, da pessoa desencantada com a vida que leva tem gerado, ao longo dos anos contemporâneos, diversos desdobramentos na vida das mulheres das diferentes nacionalidades e classes sociais, tudo isto resulta em casos semelhantes aos que a ficção de Gil Vicente expôs em 1523 , pois as mulheres frustradas e desencantadas acabam por trair seus maridos na busca de algo que as complete e de algo que as equipare do gênero masculino, diante da sociedade.
            As mulheres contemporâneas buscam não somente o companheiro do sexo oposto mas também outras mulheres que supostamente, se enamoram por elas devido à desilusões já sofridas com seus com homens ou que possam trazer consigo o conhecimento de outras desiludidas e já crescerem com esta aversão ao homem, figura que traz consigo a carga histórica de dominador e exterminador de sonhos femininos pois, principalmente com o advento da imprensa livre, as atrocidades contra as mulheres passam da ficção e afloram nas manchetes dos principais meios de comunicação, indo além da clausura de Inês Pereira foi vítima em seu primeiro casamento, chegando até mutilações, como o caso de Maria da Penha, personagem real que inspirou Lei Federal de proteção às mulheres e que leva seu nome.

             Inês Pereira nada mais foi do que uma personagem protagonista de um auto de Gil Vicente, dramaturgo do Humanismo da Literatura Portuguesa, ela foi um marco na literatura relacionando a personagem às moças solteiras da época e, em seguida às senhoras casadas, as Inês Pereira de hoje são muitas e ainda existem, enquanto a busca da plena felicidade feminina persistir haverá a frustração, a desilusão, o desencanto e a perda de valores.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Idealização da figura feminina na literatura trovadoresca

Idealização da figura feminina na literatura trovadoresca

            A literatura trovadoresca teve em sua essência a exaltação ao ser feminino, evocando a mulher como um ser a ser conquistado e cortejado, contrariando o que ocorrera anteriormente, quando a mulher era considerada ser inferior e deveria ser dominada pelo homem.
            - Essa Idade Média é resolutamente masculina. Pois todos os relatos que chegam até mim e me informam vêm dos homens, convencidos da superioridade do seu sexo (DUBY, 1989, p.10.). -  O aparecimento dessa modalidade literária é explicado por Massaud Moises, em quatro teses: tese arábica,  a tese popular ou folclórica, a tese médio-latinista,  a tese litúrgica, e a poesia trovadoresca.
            No trovadorismo, a mulher passou a ser destaque nas cantigas surgidas em Portugal,  como cantigas de amor, cantigas de amigo, cantigas de escárnio e de maldizer; tendo como ícones  Paio Soares de Taveirós – trovador de origem galega (séc. XII) e D. Dinis – o chamado “Rei-Trovador”.
            A mulher, na segunda parte do século XII era descrita como ser perigoso e sedutor, representante demoníaco, capaz de envolver o homem e levá-lo ao pecado; tese esta difundida pelo cristianismo daquele momento. O  historiador George Duby refere-se a Idade dos Homens este momento em sua bibliografia; a partir disto o poeta trovadoresco dedicara seus versos à mulher amada como forma de lamentos de dor.
            Este verdadeiro culto à mulher amada, expresso na poesia trovadoresca, vinha a reverenciar aquele ser que passava a ser uma espécie de premiação ao poeta trovador, ao contrário das expressões literárias medievais e a própria sociedade que tinha uma visão extremamente machista em relação ao ser feminino.

 A mulher, que até então era subjugada ao homem, passaria a ser parte de versos dos poetas trovadorescos transforma em dama e com encantos dedicados através desta manifestação literária.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Seguindo sonhos, alto e avante!

Seguindo sonhos, alto e avante!         


No início de 1977, para ser mais preciso no terceiro dia daquele ano, nascera um menino fraquinho, doentio e que precisava de cuidados, claro que os cuidados vieram, afinal o que se faz quando uma criança aguardada pelos pais espera e, muitas vezes ganha, o amor e o cuidado é claro, pois bem, com o passar dos anos esta criança melhorou de saúde, começou a interagir com o ambiente em que vivia e, algo poderia chamar a atenção de quem o rodeava, ele era muito tranquilo, aliás quase que tranquilo demais, o cuidado que tinha com seus poucos e simples brinquedinhos era de como alguém que zela por joias raras, pois para ele aqueles objetos eram seus e seriam a sua companhia em seu pequeno mundo, muitas vezes imaginário que se confundia com o real.
         Este menino caro leitor, era eu, sim eu mesmo Gilberto Machado, um garoto que entre seus muitos sonhos e brincadeiras tinha a paixão pelo rádio como uma de suas prioridades. O menino foi crescendo, a ambientação escolar a convivência em pobre bairro da periferia da cidade o moldavam para a vida, o mostravam o quão difícil ela poderia ser e, fácil ela nunca foi assim como não é para os milhares de brasileiros que viveram na pobreza nos anos 80 e 90 do século XX. As oportunidades que surgiram ao menino foram agarradas com unhas e dentes, sua dedicação na escola, sua obediência em tudo o levaram ao alcance do que era até então uma brincadeira quase inatingível ao toque verídico, mas quis o Criador que a oportunidade surgisse e ela foi abraçada de corpo, alma e coração.
         A oportunidade para a realização do sonho surgira, porém o outro sonho, o da formação no Ensino Superior teve de ser adiado, pois naquele momento, em meados dos anos 90 não havia qualquer possibilidade de ser feito curso algum, pois a Universidade mais próxima ficava a quase 100 KM de sua cidade e o transporte consumiria o seu pequeno soldo.
         Com o passar dos anos a experiência na sua profissão e dedicação foram observados por muitos, fora então convidado a assumir, simultaneamente à rádio o trabalho de assessor de imprensa do Município, vindo a exercer a função por 8 anos, lhe forjando ainda mais no campo da comunicação quando passou também a escrever a jornais locais e por vezes suas matérias iam parar na páginas dos grandes jornais da capital do Estado.
         Passado o período de assessoria o seu entorno não parou, pois como o planeta é um globo e circula dia a dia, a sua vida também veio a girar quando foi convidado a assumir a coordenação de uma nova emissora do mesmo grupo de comunicação que já havia dedicado 17 anos de sua vida.
         O trabalho mais uma vez foi árduo tendo de participado de todo o processo de montagem e implantação da nova emissora e também moldando-se ao novo estilo de comunicação ao qual a rede que o novo canal faria parte exigia.
         Mas a influência externa e a ambientação deste mundo que dá tantas voltas e nós não percebemos sequer a flor que desabrocha, o pássaro que canta, a chuva que cai ou o sol que nasce e se põe, então neste constante desenvolvimento planetário a vida ainda não para de girar também, foi aí que a oportunidade da realização do segundo grande sonho daquele tímido menino da periferia viria a realizar-se, pelo menos o seu início, pois surgira o Ensino Superior Federal em sua cidade e em uma área que sempre admirou, a educação, o curso de Letras Português e Espanhol da FURG, a tão conceituada Federal do Rio Grande chegava em sua cidade na modalidade de Ensino a Distância e foi aí que o grande sonho da formação acadêmica começou a ser construído para uma realidade palpável. Também não veio com facilidades, pois o menino havia parado com os estudos há exatos 20 anos, ora pois, mesmo assim passou no concurso vestibular em uma colocação muito boa e vem se dedicando arduamente rumo à sua diplomação e espera dar a sua parcela de contribuição para a educação da cidade que o viu nascer e crescer, espera conciliar e mesclar a sua profissão de comunicador já experiente com a de professor iniciante tendo uma expectativa de ser um bom educador e comunicador, como sempre foi comunicador da paz, do amor, da religiosidade, da alegria, do bem estar da comunidade, junte-se a isso a realização de outro grande sonho da vida ao galgar a formação Superior em um país que precisa muito de pessoas de bem e dedicadas no que fazem sem pensar prioritariamente em seu próprio umbigo, em seus favorecimentos pessoais em detrimento ao bem comum.
         Este sou eu, o menino, o filho desta terra que para ela quer dar tudo de bom que aprendeu na vida quer ensinar com amor, com o coração e quer que cada um que passa por suas aulas leve algo diferente em seu coração, algo que mexa coma sensibilidade de seres tratados como pessoas e não como números de estatísticas para os que gostam de números enfrentarem suas metas com galhardia.
O espaço em que vivi e vivo me oportunizou a momentos de criação de ser algo que eu poderia concretizar se acreditasse naquilo que estava sempre pensando, sempre esperando o melhor mas como compôs Geraldo Vandré, na canção “Pra não dizer que não falei das flores” - “...quem sabe faz a hora, não espera acontecer..”- Então vamos, faça acontecer, supere tudo e todos e dentro dos limites da lei suba ao mais alto ponto da montanha de seus sonhos e busque o que és capaz, porque todo o ser humano vive para encontrar a felicidade, ninguém vive para ser o chão ou o degrau de ninguém, mas sim vive para dar as mãos e subir “alto e avante!”





 Referências:
Imagem disponível em:
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0CAYQjB1qFQoTCKmTorm84cgCFct9kAodF88Bnw&url=https%3A%2F%2Fdonluidi.wordpress.com%2Ftag%2Fsuperacao%2F&psig=AFQjCNGpdAixAxgYQznJa9uyPw51iWudFQ&ust=1445994702009321 
Acesso em 26/10/2015 às 23h10min.




sábado, 17 de outubro de 2015

O projeto Didático: forma de articulação entre leitura, literatura, produção de texto e análise linguística

O projeto Didático: forma de articulação entre leitura, literatura, produção de texto e análise linguística
A interação entre a linguística, a gramática e o ensino da Literatura no Ensino Médio deve acontecer de forma natural e compartilhada entre professores e alunos. Deve-se trabalhar com o chamado “conjunto da obra” e um belo e justo de aplausos exemplo foi o que fizeram os professores com o estágio com a turma de segundo ano do Colégio de Aplicação da UFPE, quando conseguiram fazer um projeto didático interativo entre os professores e alunos em um sistema de provocação para a ação efetiva de todos, englobando o ensino da Língua Portuguesa e suas nuances de interpretação e produção textual, congregadas com a Literatura Brasileira através da análise e leitura de obras e a formatação de roteiro, coleta de depoimento e realização de entrevista com a participação de todos os alunos na produção de um documentário, oportunizando assim as diferentes formas de avaliação de todos em todas as etapas do projeto.
Este formato apresentado deve ser tomado como grande exemplo, assim como outros criados e executados Brasil afora, com professores que são verdadeiros visionários na questão de unir as disciplinas sem que se possa avaliá-las em separado, porém integradas, pois não há obra literária que não tenha uma construção linguística, gramatical, de sintaxe e semântica; podendo ser perfeitamente analisadas de forma congregada e tornando ambas disciplinas prazerosas e interessantes aos olhos dos alunos que têm um mundo tecnológico  às mãos que deixa tudo mais prático.