domingo, 6 de novembro de 2016

BREVE RELATO VERÍDICO SOBRE OS MODOS E COSTUMES DOS TUPINAMBÁS

BREVE RELATO VERÍDICO SOBRE OS MODOS E COSTUMES DOS TUPINAMBÁS
                                                                                                          Por Gilberto Machado
STADEN, Hans. Duas Viagens aos Brasil.
As aventuras marítimas do alemão Hans Staden, relatadas em seu livro, nos remetem às agruras que os marinheiros da época passavam nos longos meses em alto mar sujeitos às mais variadas intempéries possíveis, mudanças dos ventos, ataques a piratas, confrontos com outros navios, quase naufrágios que acabaram por fortalecer suas expedições na costa européia e no rumo à América.
Na longa história de Staden as suas experiências com os índios brasileiros sempre foram de combates e tréguas posteriores até um determinado momento, porém sempre identificando as distintas tribos existentes, algumas pacíficas e já amigas e outras nem tanto e praticantes de rituais de canibalismo aos reféns europeus.
Em “Breve relato verídico sobre os modos e costumes dos Tupinambás” Hans Staden relata exatamente o que presenciou em sua estada no Brasil e de como viviam os nativos de nossa terra, com sua cultura e costumes próprios, sua culinária baseada em mandioca e peixes e, inclusive a captura e em seguida a execução, esquartejamento e consumo de humanos inimigos. Os índios tinham seus papéis bem definidos na sua civilização, inclusive as mulheres que faziam a maior algazarra quando da detenção e posterior assassinato dos reféns, praticando danças, “desfilando” com as partes dos reféns mortos e outros afazeres que iam além da simples reprodução da espécie e cuidado com o ambiente da aldeia e suas ocas e malocas.
Em diversos momentos de sua vivência com os índios Tupiniquins, Carijós e Tupinambás no Brasil, Staden invocou sua fé católica, forte entre os europeus, para livrá-lo das agruras que passara nas mãos dos selvagens, como os chamavam os europeus.
A leitura desta obra se torna imprescindível no ponto de vista cultural e acadêmico, pois relata através da ótica de Staden, ele narra todo o livro em primeira pessoa, todos os detalhes dos indígenas, suas vestes, seus rituais, o que há em sua volta, animais, vegetação, habitações, enfim em pequenos detalhes a sua narrativa nos transporta para a época do ocorrido, dando uma credibilidade ao que o autor conta.
Se o alemão Staden escreveu realmente tudo de uma forma verídica é difícil de confirmar, porém, acompanhado das ilustrações de De Bry tudo toma uma forma visível do que foi escrito sobre sua estada entre os selvagens. Percebe-se ainda que ao contrário dos índios do México, Peru, Bolívia e demais terras da América do Sul nossos nativos não possuíam grandes edificações e seus usos e costumes eram muito mais comparados a verdadeiros selvagens do que a uma civilização que produz arte, cultura, constrói templos e demais edificações, como foi o caso dos Maias, Incas e Astecas, nativos de países da América.
As gravuras de De Bry são tomadas por relatos das atrocidades que os índios brasileiros faziam em seus rituais de canibalismo contra seus prisioneiros, ficando agora nós leitores somente com a versão de Bry e de Staden, especificamente nesta obra que mais desqualifica do que rememora nossos índios nativos aqui do Brasil, os Carijós, os Tupiniquins e, em especial os Tupinambás que capturaram e mantiveram cativo por muito tempo o alemão narrador desta obra literária, Duas Viagens aos Brasil, recomendável e de forte conteúdo sobre nossa história.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             



Gilberto Machado é Acadêmico do Curso de Letras Português/Espanhol da FURG e Professor Estagiário na Escola Dr. João Carlos Machado de Sarandi/RS. 

sábado, 5 de novembro de 2016

GROSSI, Eline Ester. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: Deficiência, corpo e Psicologia – muito além das aparências. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016. Por Gilberto Machado

GROSSI, Eline Ester. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: Deficiência, corpo e Psicologia – muito além das aparências. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016.
Por Gilberto Machado[1]

            Diversos temas ligados à infância, adolescência e a educação em geral foram discutidos com o foco da inclusão no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi e que teve a participação de professores do município sede  e de demais cidades da região, sendo a entrada um KG de alimento a ser doado às APAEs do municípios da região de Sarandi.
            A psicóloga, escritora e pós-graduanda em Saúde Mental, Eline Ester Grossi, emocionou aos presentes ao evento, em sua fala sobre sua cadeira de rodas, com múltiplas deficiências físicas impostas por uma doença degenerativa que a atacou aos 8 anos de idade, Eline arrancou aplausos e lágrimas na tarde em que palestrou.
            Ser especial é ser diferente, porém isto não foi obstáculo para a menina nascida e criada na cidade do interior do Rio Grande do Sul, Rondinha. Após ser acometida pela doença que a deixou na cadeira de rodas como sendo sua única forma de locomoção e sendo totalmente dependente de outras pessoas para viver, Eline buscou nos estudos uma forma de superação, o incentivo e o cuidado constante de sua mãe foram, segundo ela essenciais para que a doença não lhe tirasse a vontade de viver  e até de fazer uma faculdade em uma cidade distante 100 KM de sua casa, tendo de enfrentar a estrada durante os anos de sua formação.
            Além de ser eternamente grata à família e amigos, Eline tem em suas professoras um carinho muito especial, pois mesmo sem a questão da inclusão na educação não ser ainda um tema tão debatido nos anos 90 e início de 2000, suas mestras foram muito compreensivas e dispostas a lhe ajudar a seguir na vida escolar e, posteriormente acadêmica, mesmo com as dificuldades que a grave doença lha impunha.
            Sem dúvida nenhuma, afirmo sem temer que Eline é uma das maiores provas vivas de superação que já conheci, já havia ouvido sua história, mas de forma vaga e sem muitos detalhes, mas depois do I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva acabei conhecendo através da própria Eline sua linda história de superação que ainda segue pois a doença ainda lhe surra com fortes dores e a sua mobilidade ficou avariada para sempre.
            Eline usou de sua árdua experiência com a doença para fazer seu TCC do Curso de Psicologia na UPF Passo Fundo, pois nenhum outro tema seria tão pertinente quanto ela contar sua história de  superação, incluindo teóricos da Psicologia em seu trabalho de conclusão na academia, local que muito bem a acolheu após uma professora de sua cidade conseguir de forma silenciosa uma bolsa especial na UPF para que Eline pudesse cursar a Psicologia, provando aí o importante papel do professor na questão de mudar a vida das pessoas e a execução do bordão clichê que não canso de repetir “ Tu te tornas responsável por aquilo que cativas” (Saint Exuperry, Pequeno Príncipe).
            Eline encontrou também na fotografia uma linda forma de encontro consigo mesma e o processo de autovalorização e desinibição diante das lentes a ajudou muito no desenvolvimento de uma melhor qualidade de vida.
            Portanto educador, professor, mestre, seja você de que nível de ensino trabalhas, cative, ame, faça com amor o dever de ensinar, mas acima de tudo transforme, viva, faça a diferença na vida de quem tu educa, de quem espere de ti uma palavra de sabedoria e, se a palavra não surgir, não te preocupes, a atenção, o carinho e o incentivo para que teu aluno busque o conhecimento são maiores que quaisquer respostas exatas sobre qualquer conteúdo que seja; pense nisso e boa jornada.



           (foto: http://ngrevista.com.br/a-vontade-de-conquistar-meus-sonhos-vai-alem-das-minhas-limitacoes-diz-aluna-da-upf/) 





[1] Acadêmico do Curso de Letras Espanhol pela UAB-FURG, 7º Semestre, Professor Estagiário.

As 4 Poderosas Lições Para Usar as Dificuldades a Seu Favor

METZLER, Gabriel. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: As 4 Poderosas Lições Para Usar as Dificuldades a Seu Favor. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016.
Por Gilberto Machado[1]

            Diversos temas ligados à infância, adolescência e a educação em geral foram discutidos com o foco da inclusão no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi e que teve a participação de professores do município sede  e de demais cidades da região, sendo a entrada um KG de alimento a ser doado às APAEs do municípios da região de Sarandi.
            O Engenheiro Civil Gabriel Metzler, graduado também com MBA Executivo Internacional com Ênfase em Gerenciamento de Projetos, em Washington Univerity, Pós-graduado em Administração com ênfase em Finanças, com curso de Liderança e Negociação na Harvard Law School em Boston- EUA; realizou uma palestra com o tema “As 4 poderosas lições para usar as dificuldades a seu favor” onde contou fatos de sua história de deficiente visual e as formas que encontrou para a sua inserção e inclusão entre os diversos meios de vida e inclusive na educação.
            De acordo com Gabriel, não devemos parar no primeiro obstáculo, e sim, seguir adiante e ir se adaptando às dificuldades que a vida nos apresenta. Em seu relato ele contou como superou os obstáculos que a deficiência visual lhe causou, inclusive  a dor da perda de um amigo que sofreu um acidente com artefato explosivo caseiro que eles fabricaram na adolescência e que o deixou cego.
            Sua trajetória não foi nada fácil e teve sempre de contar com o apoio dos pais para levar seus projetos adiante, formando-se nos diversos níveis de ensino, do Fundamental ao Superior e fazendo especializações no exterior, sempre se adaptando às dificuldades que a deficiência visual lhe impunha.
            Em um determinado momento Gabriel convocou dois professores da plateia para que o conduzissem, primeiro da maneira deles e, depois, da maneira que ele os orientou de como realmente deve-se conduzir um deficiente visual, servindo assim de exemplo de inclusão de alunos em escolas, pois poucos professores, como outras pessoas mesmo sabem a forma correta de lidar com deficiências e realizar corretamente a tão citada inclusão no ensino nos dias atuais.
            A lição deixada no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi através da palestra de Gabriel Metzler, é de que devemos superar os obstáculos da vida de forma alegre, tranquila e pensar que em tudo se dá um jeito e existe uma melhor forma de tratar com as dificuldades e executar uma boa educação inclusiva.



[1] Acadêmico do Curso de Letras Espanhol pela UAB-FURG, 7º Semestre, Professor Estagiário.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A IMPORTÂNCIA DE UM BOM COMEÇO

MANFRIN, Maria Antonieta. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: A Importância de um bom começo. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016.
Por Gilberto Machado[1]

            Diversos temas ligados à infância, adolescência e a educação em geral foram discutidos com o foco da inclusão no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi e que teve a participação de professores do município sede  e de demais cidades da região, sendo a entrada um KG de alimento a ser doado às APAEs do municípios da região de Sarandi.
            A Fisioterapeuta com especialização em Educação Especial e Deficiência Mental, RPG, Osteopatia, Tratamento Neuro-Evolutivo, Conceito Bobath (Neurofuncional), com atuação na APAE de Palmeira das Missões, Maria Antonieta Manfrim, abordou o tema “A importância de um bom começo”, relacionando as diversas fases do desenvolvimento físico e cognitivo infantil desde o primeiro mês de vida até a infância  e pré-adolescência.
            A profissional abordou os temas com muita propriedade e desenvolvimento do tema, pois com sua experiência diária de trabalho em escolas, em especial APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) trabalhou sua temática baseada em alertas para que os pais que desejam gerar seus filhos já devam preocuparem-se com a própria saúde, “o bom começo começa com o cuidado com a própria vida”, enfatizou Maria Antonieta.
            A sua fala defendeu que os pais e, principalmente às mães gestantes, tenham bons hábitos alimentares e façam corretamente o acompanhamento pré-natal, conforme as orientações dos órgãos de saúde pública e o profissionais da saúde da área. Tanto pais quanto profissionais da educação em escolas e creches devem constatar as dificuldades que por ventura ocorram no desenvolvimento das crianças para que estas sejam encaminhadas aos profissionais de saúde corretos para o diagnóstico e futura reabilitação.
            Esta observação a ser feita por cuidadores ou profissionais da educação ás crianças em seu desenvolvimento devem ser na evolução neuropsicomotor com observação do desenvolvimento geral da criança. Em todas as fases do desenvolvimento a criança tem muita atenção no ambiente e inicia uma autoajuda onde ela mesma percebe as descobertas diárias e os esforços a que necessita fazer.
            É bom que seja ressaltado o tema abordado pela profissional neste seminário, pois o chamado desenvolvimento normal ou dentro dos padrões habituais do ser humano em uma criança, se não ocorre dentro dos padrões especificados pelos órgãos de saúde nas suas diferentes áreas, deve ser encaminhado ao profissional competente, no caso de ser uma disfunção o principal fator de recuperação ou inserção desta criança no meio educacional é o carinho, o afeto que deve ser oferecido tanto por pais ou responsáveis quanto por educadores, fazendo assim a verdadeira educação inclusiva.
            A palestrante concluiu dizendo que o afeto é o estimulador, o isolante necessário para esta pessoa com dificuldades a ser incluída no processo educacional e, independentemente de condição física ou outra qualquer, a individualidade do ser deve ser respeitada, pois somos mais de sete bilhões de habitantes humanos no planeta e não existem duas pessoas iguais.







[1] Acadêmico do Curso de Letras Espanhol pela UAB-FURG, 7º Semestre, Professor Estagiário.

EDUCANDO PARA A EXCELÊNCIA

DE OLIVEIRA, Stela Maris Martins. I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva: Educando para a Excelência. Sarandi: CERI Crescer, UPF, 2016.
                                                      Por Gilberto Machado[1]

            Diversos temas ligados à infância, adolescência e a educação em geral foram discutidos com o foco da inclusão no I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva, ocorrido no dia 22 de outubro de 2016 no Salão de Atos da UPF Campus Sarandi, promovido pelo Centro de Educação e Recreação Infantil Crescer da cidade de Sarandi e que teve a participação de professores do município sede  e de demais cidades da região, sendo a entrada um KG de alimento a ser doado às APAEs do municípios da região de Sarandi.
            A professora de Geografia, Coordenadora Pedagógica, Especialista em Educação e Sexualidade, com atuação na cidade de Gravataí/RS, Stela Maris Martins de Oliveira, abordou o tema “Educando para a Excelência” levando aos educadores presentes ao Seminário uma grande motivação em continuarem sendo professores e terem orgulho disto, sua fala foi tomada de chamadas para a reflexão sobre como estamos educando nossos alunos e filhos, como nos deparamos com os problemas do dia-a-dia e, principalmente como fazemos a inclusão da forma devida.
            Stela se autointitula como palestrante e que tem a grande missão do desenvolvimento integral do ser humano, de acordo com a palestrante e professora, o “estímulo” é o mais importante para educar para a excelência, o educador deve deixar a sua marca positiva na vida dos seus alunos, deve exercer a liderança com carisma, afetividade, estabelecer limites e valorizar os acertos, tanto como educador como pai e mãe.
            Os papéis estão se invertendo disse Stela, pois se observarmos o comportamento de pais com filhos e filhas as crianças mandam em seus pais, e o pior, os pais obedecem, indo contra o equilíbrio natural das coisas, não pode existir isso, pois criança é criança.
            De acordo com Stela, os alunos se apresentam em algumas vezes cheios de problemas no ambiente escolar e os pais vêm pedir ajuda da escola para sanar estes problemas. Na maioria das vezes a estrutura familiar é o grande problema que reflete no desempenho da criança na escola. Esta desestruturação familiar deve ser constatada pelo educador para uma melhor compreensão da dificuldade e da mudança de comportamento do aluno. Pois às vezes os problemas não neurológicos nem físicos, são problemas emocionais que abalam o desenvolvimento escolar das crianças.
            Dentre todas as palavras de motivação para os educadores presentes ao evento de Educação Inclusiva, a educadora sempre enfatizou o fazer com amor, o fazer com vontade e o fazer com orgulho de ser educador. Temos que deixar nossa marca nas pessoas com quem convivemos e, principalmente nas que educamos.
            “Deixe sua marca, faça a diferença pra sua vida e paras as pessoas que convivem com vocês, todas as pessoas, seja na família, seja seus alunos, cada um de nós tem o poder de mudar os rumos da educação, faça a sua parte, afinal nós temos todos os recursos de educar para a excelência e também para formar talentos” – Finalizou de forma feliz a palestrante do I Seminário Regional Sobre Educação Inclusiva de Sarandi, promovido pela escola Crescer, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, APAE e profissionais da área da Psicologia, imprensa  e comércio local.





           




[1] Acadêmico do Curso de Letras Espanhol pela UAB-FURG, 7º Semestre, Professor Estagiário.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

ESTÁGIO LP - TURMA TOTALIDADE 5 - EJA - ESCOLA E. E. F. DR. JOÃO C. MACHADO

Plano geral
Dados de identificação:
Instituição: FURG
Disciplina: Língua Portuguesa
Estagiário: Gilberto Machado
Escola: Estadual de Ensino Fund. Dr. João C. Machado
Classe: (7º Ano Ensino Fundamental, EJA Totalidade 5)

Tema da unidade: Construção textual e expressão oral

Período de realização: Setembro e outubro 2016

Público Alvo: 20 estudantes da Educação de Jovens e Adultos da Escola Machado
     
Justificativa:
      O tema tem o propósito de unir a atividade de sala de aula, o estudo da gramática, da ortografia, da criação de um léxico aos estudantes, com o fato de que estes alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos precisam estar preparados para o mercado de trabalho, para as dificuldades que encontram diariamente nas formas de expressão e comunicação, tanto escrita quanto oral.
       O tema da “construção textual e expressão oral”, vem de encontro com a demanda que estes e outros alunos encontram em seu dia-a-dia, nas seleções de emprego ou nas diferentes formas de uso da linguagem, que exigem do indivíduo um conhecimento de mundo maior que o seu habitat familiar ou de seu círculo de amigos da rua ou bairro.     

Objetivos:
     - Objetivo Geral:
- Trabalhar as diferentes formas de expressão da linguagem, oral e escrita, para que os alunos busquem a prática da boa leitura e da construção de uma boa ortografia e sua expressão comunicativa.
     - Objetivos Específicos:
- Formar cidadãos éticos e comunicativos
- Abrir novo horizonte nas diferentes formas do uso idioma pátrio
- Estabelecer maior gosto pela leitura e escrita aos alunos
- Motivar os alunos a reconhecerem através das diferentes leituras que elas serão ferramentas vitais para o seu crescimento intelectual
- Organizar trabalhos em grupo para a troca de experiências
- Fazer através da modalidade de apresentação por cartas o uso correto dos pronomes pessoais e a conjugação nos tempos verbais adequados em seu texto
- Através de atividades descontraídas e interativas fazer com que os alunos aprendam de forma mais prazerosa e descontraída
- Utilizar de recursos tecnológicos, como a publicação de textos em blog, para que os alunos possam propagar o seu esforço através desta ferramenta e outras afins
- Realizar avaliação integral, toda a aula é uma prova, toda a participação e interesse do aluno contam como quesito positivo na aprendizagem


Estratégias Metodológicas:
- Exibição de áudios e vídeos
- Distribuição de material impresso para acompanhamento dos áudios e vídeos
- Apresentação de escrita dos alunos aos colegas através da produção de cartas de auto-apresentação
- Formação de grupos de leitura para que todos leiam o trecho de uma das obras apresentadas
- Explanação e orientação das diferentes formas de produção textual, desde carta informal até ofícios e trabalhos acadêmicos (apenas breve explanação e entrega de exemplos impressos)
- Publicação em blog dos textos produzidos com o tema de personalidade expresso com a música “Ninguém é igual a ninguém” da banda gaúcha de rock Engenheiros do Hawai (Humberto Gessinger).
- Trabalho com as figuras de linguagem. Análise das ocorrências de metáfora na música “Dois rios” com Skank (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa)
- Preenchimento de currículo e ficha de empregos fornecidos por empresa local
- Trabalho final de encenação da música “Milho aos pombos” de Zé Geraldo, trabalho de expressão da comunicação através da arte


Conteúdos trabalhados:

- Leitura, interpretação e produção de textos
- Pronomes pessoais e conjugação verbal em primeira pessoa
- Metáfora figura de linguagem
- Expressão e comunicação textual e oral (Auto-apresentação e leitura)
- Escrever para os outros lerem
- Representar expressões de linguagem através de arte da encenação

Recursos:
- Folhas impressas com textos
- Notebook
- Aparelho de som para a reprodução de músicas
- Lousa
- Máquina fotográfica (filmadora) digital
- Material humano (Professor e alunos)

Avaliação:

O projeto será considerado satisfatório se promover situações de aprendizagem relacionadas aos conteúdos trabalhados, ou seja, se os alunos reconhecerem o uso e a função dos pronomes, lerem, interpretarem e recriarem letras de músicas e textos de auto-apresentação e preenchimento de fichas de emprego e currículo, necessários de forma prática para mercado de trabalho, identificarem as figuras de linguagem, como a metáfora, evoluírem na leitura e na escrita e no comportamento em geral.
Conversa individual de avaliação com cada aluno para que ele perceba os pontos a melhorar dentro do propósito da disciplina.


Referências:


BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

TERRA, Ernani. Português para Ensino Médio: Língua, literatura e Produção de Textos: volume único. Ernani terra & José de Nicola, Floriana Toscano Cavallete.   A correspondência e suas linguagens, p. 595 – São Paulo: Scipione, 2002. – (Série Parâmetros)

MILHO AOS POMBOS. Zé Geraldo. Disponível em:  https://www.letras.mus.br/ze-geraldo/299869/

DOIS RIOS. Skank (Lô Borges / Nando Reis / Samuel Rosa). Disponível em: https://www.letras.mus.br/skank/71463/

NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM.  Engenheiros do Hawai (Humberto Gessinger). Disponível em: https://www.letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/12894/

WEBER, Darlene. Projeto de Extensão “Estudos De Linguagem”. Dicas de Língua Portuguesa – 1. FURG, Rio Grande, RS, 2016.

Observações:

O estagiário observou uma semana de aulas da professora regente antes de aplicar este plano.



sábado, 20 de agosto de 2016

Experiências com/na atividade online da FURG

Semana de Integração em Ações em EaD
Experiências com/na atividade online da FURG
Palestra com professor Valmir Hecker

*Por Gilberto Machado

As ações evolutivas no processo de Educação a Distância foram explanadas em palestra on-line pelo professor da FURG, Valmir Hecker. Em sua explanação, que contou coma audiência de diversos Polos de EaD da FURG no Rio Grande do Sul, Hecker destacou e defendeu a interatividade entre professores e alunos desta modalidade de ensino, sendo que esta interatividade está necessariamente ligada a uma ação dialógica. Para ele há pouca referência aos processos interativos que emergem das atividades de aprendizagem, ou seja, um fórum de discussão nem sempre tem o efeito educativo esperado, pois não há uma resposta instantânea no momento em que o aluno está acessando a plataforma.
A forma fria e sem interatividade no processo de ensino a distancia era muito presente quando de seu início, pois o material era em CD e não havia qualquer interatividade, o que dificultava a aprendizagem dos alunos devido a isso. A evolução de forma histórica da EaD requer cada vez mais a interação, comunicação e inserção na comunidade em que atua. Os processos interativos emergem das atividades de aprendizagem, como destacou o professor Valmir, que enfatizou que o processo evolutivo veio com a implantação da internet web 2.0 que vindo a cocriar a comunicação e o conhecimento, favorecendo a relação de comunicações horizontais.
A evolução do processo de ensino via EaD foi oportunizando uma melhora da educação on-line, formação de ambientes educativos na web, disponibilidade de interfaces e de ferramentas da web 2.0, com isso foi possível também usar cada vez mais os chamados dispositivos comunicacionais  a interatividade via internet e ambientes colaborativos.
O professor Hecker buscou neste encontro elencar diversos passos que realizou com sua equipe de professores e alunos no curso de Ciências em EaD da FURG, as pesquisas feitas em grupos, os registros feitos pelos polos, a interatividade através das conferencias ou fóruns, metodologia de pesquisa e formação. Para o professor deve haver uma construção coletiva, além da atividade clássica deve haver uma proposição de atividades. O trabalho da EaD deve envolver também a comunidade em uma indagação dialógica, a formação de um tipo especial de comunidade onde o grupo de estudantes faz a procriação de material, reforçando ainda como é importante gravar as aulas e disponibilizar no youtube para futuras pesquisas e consultas dos mesmos alunos ou demais interessados, compartilhar o ensinamento e as experiências na EaD.
Hecker defende que através das interações sé que houve com a turma de Ciências a confecção de material/aula da turma, pegou ainda que pode se fazer um planejamento coletivo online. Acerca da avaliação, ainda dentro deste processo interativo e de cooperação do ensino a distância, a proposição do professor é de que a avaliação também seja dentro de um processo criativo.
Cremos que este processo de EaD através da UAB seja uma evolução constante e uma via sem volta para o futuro da educação Superior, pois há cada vez mais pessoas conectadas e interessadas em aprimorar seus conhecimentos mesmo sem sair de casa e ter uma educação de qualidade e com um bom suporte interativo nos cursos de EaD, principalmente a expansão desta modalidade nas instituições públicas brasileiras.

(Gilberto Machado é acadêmico do Curso de Letras/Espanhol FURG - EaD  -UAB – Polo Sarandi)


sábado, 30 de julho de 2016

Fita K7


Quando pego uma fita K7 com músicas que você mesmo gravava nos anos 90 passa um filme de como o mundo mudou. Sempre tive pouco, acostumei com o necessário, pois o necessário era o máximo que se podia ter. Então penso no consumismo, na voracidade da humanidade, o querer sempre mais. Claro que você tem de ter ambição na vida mas, será que o necessário já não é o suficiente, será que os valores não são mais o que importa. Enfim, vendo as fitas K7 da adolescência lembro da humildade com que fui criado, lembro que aprendi me contentar com o pouco e que às vezes o pouco pode ser o muito. Pouco caminho a andar, mas poder andar, pouco dinheiro, mas o suficiente para a fome matar e falando em matar só aprendi a matar uma coisa... a saudade, beijo Pai, beijo mãe.
... paz e bem.

domingo, 17 de julho de 2016

O PAPEL DO PROFESSOR MEDIADOR E A MISSÃO DOS PAIS EM DAR AFETO E TEREM AUTORIDADE


O PAPEL DO PROFESSOR MEDIADOR E A MISSÃO DOS PAIS EM DAR AFETO E TEREM AUTORIDADE

Por Gilberto Machado

 

            Os professores das cidades de Sarandi e Três Palmeiras tiveram a oportunidade de assistir na noite de 12 de julho no CTG Porteira da Querência em Sarandi, uma importante palestra de Marcos Meier em evento promovido através do programa União Faz a Vida, desenvolvido pelo Sicredi.

            Marcos Meier é Professor de matemática, psicólogo, mestre em educação, escritor e palestrante. Um dos maiores especialistas brasileiros na teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva, a famosa teoria da mediação de Reuven Feuerstein. O tema abordado – “ Como desenvolver a inteligência de seu aluno – Os fatores do desenvolvimento emocional e cognitivo” – foi o norte para que Meier discorresse sobre o desenvolvimento do aluno em suas fases de aprendizado nas diversas situações, sempre embasado na teoria do “Professor Mediador” de  Reuven Feuerstein, o qual nosso palestrante teve a satisfação de conhecer pessoalmente quando representou  o Brasil em evento na Europa.

            De acordo com Meier, a Neurologia diz que novas conexões cerebrais irão acontecer até o fim de nossa vida e o comportamento do mundo externo contribui muito para isso, ilustrando exemplos negativos que irão afetar o desenvolvimento do indivíduo através de atitudes tomadas por pais ou professores, expondo como exemplo a imagem de uma professora oriental erguendo seu aluno do chão pelas orelhas, o que lhe causará grandes repercussões futuras, principalmente no sentido de ser violento pra obter o que desejar e também ser repulsivo ao que a escola lhe ensina.

            Após o holocausto nazista por volta de 1947, as crianças voltavam às escolas sob o impacto sofrido com a perda de entes queridos de maneiras cruéis e não tinham condições de absorver conteúdo do currículo escolar com este trauma, sendo aí que Reuven Feuerstein, psicólogo, entrava em cena, chamado pelos líderes judaicos para auxiliar essas crianças, verificando que algumas crianças estavam se dando bem nas aulas e pesquisando descobriu que elas recebiam interação em casa e assim descobriu que a interação desenvolve a inteligência. E esta interação precisa ser especial e é o que ele chama de mediação.

            Meier chama a atenção para a posição passivo-aceitante da geração atual, a geração que recebe tudo pronto, onde não há interação, exemplificando o caso da televisão e dos jogos eletrônicos e internet. Além da posição de passivo-aceitante Meier critica a posição do cidadão brasileiro que, segundo ele, tem a chamada síndrome da mediocridade, onde todos os resultados podem ser medianos, a nota para a média, as soluções são o mínimo suficientes, não se busca o máximo, a excelência. Ainda de acordo com o professor a percepção faz a aprendizagem, a percepção viso motora é muito importante para o desenvolvimento da criança e isto é anulado com a permanência excessiva em frente a tela do computador, citando alerta feito pela televisão francesa de que a criança menor de três anos que ver muita televisão não desenvolve a sua ação psicomotora.

            De acordo com Meier as atividades de interação que devem ser feitas em sala de aula é que desenvolverão o cérebro do sujeito, este desenvolvimento vai além da aprendizagem, há a percepção a sensação e a soma de experiências juntamente com a coordenação viso-motora, pois nascemos com 100 bi de neurônios e vamos perdendo-os no decorrer da vida se não houver o desenvolvimento com muita interação. As conexões que o indivíduo faz irão definir o seu grau de desenvolvimento, ou seja, a sua inteligência. Meier questiona os professores presentes – “O que você faz em sala de aula que cria novas conexões? E cita que a maior dificuldade em sala de aula é o desenvolvimento do relacionamento e a aplicação de fatores responsáveis pelo desenvolvimento cognitivo. O aluno deve ser instigado a perseguir, a procurar, a desenvolver o cérebro e o papel do professor é ser o mediador do conhecimento.

            Concluindo, podemos destacar mais palavras de Marcos Meier aos educadores e também aos pais quando fala da motivação para o professor ser o professor mediador e os pais terem esta participação ativa pois, de acordo com Meier em decorrência da grande ação dos meios eletrônicos no mundo infantil a tarefa da escola se torna maior e a escola deve se atualizar e investir na formação de seus professores, para que eles não fiquem cada vez mais defasados e a forma de interação com os alunos vai ficando deficitária e hoje o objetivo da escola deve ser se fazer que o aluno seja autodidata com mais gosto para o estudo e se torne mais autônomo.

            O recado de Meier para os pais é bem claro, se queres que seu filho tenha sucesso na vida, sendo uma boa pessoa, com um bom trabalho, sendo um bom profissional, enfim que seja feliz, precisa ser educado com duas coisas; primeiro aspecto é o  afeto, tem de ter carinho, abraços, beijos, tem de se gastar tempo com o filho e o segundo aspecto é a autoridade, seu filho não pode lhe desobedecer, não pode lhe desrespeitar, citando que há legislação que manda com que o filho seja obediente aos pais e que colabore com as tarefas de casa aí ele terá sucesso na escola e posteriormente no decorrer da vida.

 

 

(Gilberto Machado é acadêmico do 6º semestre do Curso de Letras/Espanhol da FURG – UAB – Polo Sarandi)

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Entrevista com Prof.Dr. Marcos Meier

Marcos Meier é Professor de matemática, psicólogo, mestre em educação, escritor e palestrante. Um dos maiores especialistas brasileiros na teoria da Modificabilidade Estrutural Cognitiva, a famosa teoria da mediação de Reuven Feuerstein.
Ele palestrou para professores de Sarandi e Três Palmeiras na noite de 12 de julho em Sarandi. A promoção foi do Sicredi, União faz a Vida e secretarias municipais de Educação.

sexta-feira, 8 de julho de 2016


Distúrbios de aprendizagem: Importância das intervenções pedagógicas.

            Distúrbios de Aprendizagem: “Importância Das Intervenções Pedagógicas”, este foi um dos temas discutidos e apresentados na Semana Acadêmica Polo UAB Sarandi que teve o tema geral denominado de: “Tecendo Diálogos”; onde a referida palestra foi ministrada pelas  Profªs.  Cristiane Castoldi Gerevini e Mônica Faccienda, ambas atuantes nas redes Estadual e Municipal de Ensino de Sarandi, graduadas em pedagogia e especializações na área, o evento ocorreu no dia 06 de novembro de 2015.
             De acordo com as professoras  Cristiane Castoldi Gerevini e Mônica Faccienda, os sinais da presença de distúrbios nos alunos podem ser demonstrados através de agressões ou timidez demasiada, alunos muito quietos. O distúrbio na aprendizagem pode estar ligado ao SNC – Sistema Nervoso Central, o que pode ocasionar sintomas como a Dislexia, a Disortografia, a Dislalia, a Discalculia, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e outros sintomas menos frequentes.
            A Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem neurológica onde a criança apresenta dificuldade na linguagem e na escrita, é genético e hereditário e ocorre mais em meninos, que realizam a confusão entre letras, sílabas e palavras. Para educar estas crianças com Dislexia as professoras orientam, através de pesquisas e experiência própria, o uso de jogos com recursos visuais e ainda utilizar o que eles gostam, observando ainda que estas crianças gostam de se ver em vídeos, de serem filmadas.
            A Distorgrafia pode ser observada nas crianças através de erros na escrita, com troca de grafemas e fonemas. Para trabalhar com elas é preciso estimular a memória visual com o uso de letras, números e famílias silábicas e também é necessário o encaminhamento ao profissional Fonoaudiólogo. Ainda na forma de trabalhar com estas crianças as professoras Cristiane e Mônica orientam que seja evitada a correção com caneta vermelha para não inibir seu processo de desenvolvimento cognitivo.
            A Dislalia provoca alterações na fala da criança e deixa ela falando “errado” até a adolescência, ela fala coisas como “tota tola” ao invés de coca-cola, porém este sintoma pode ser amenizado com o auxílio dos pais que não devem repetir as mesmas expressões imitando as crianças, pois criança infantilizada não é Dislalia, lembram as professoras.
            A Discalculia é um distúrbio que interfere na compreensão da matemática, a criança não consegue construir cálculos simples e não se dão conta de que estão fazendo isto; o trabalho com jogos matemáticos podem estimular sua motivação. O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade –TDAH,  é um distúrbio neurobiológico de sintomas de conduta excessiva, com características de hiperatividade, desatenção e impulsividade. As professoras sugerem nestes casos de TDAH, um acompanhamento multidisciplinar de profissionais da área.
            Na conclusão, as professoras ouviram relatos e experiências de colegas do auditório que expressaram a concordância com formas de agir das professoras diante de tais situações, sendo que o aluno deve ser tratado de forma individualizada e o professor deve ser um grande observador do comportamento de seus alunos, para detectar estes distúrbios e assim utilizar de meios pedagógicos que facilitem o progresso do processo de aprendizagem destas crianças que apresentam tais transtornos.
            Observo daí,  a importância das intervenções pedagógicas quando da descoberta destes distúrbios dentre alunos de uma turma bem diversa e ativa, sendo que os profissionais da educação devem estar preparados para encarar tais situações e, o papel da família é fundamental neste processo de ajuda à criança com algum distúrbio, sempre e em qualquer evento educativo, o amor deve estar a frente de todas as situações para se poder bem lidar com todas as crianças de nossas escolas.



Gilberto Machado, Acadêmico do Curso de Letras, Português/Espanhol UAB-FURG, polo Sarandi. Fevereiro de 2015.

La Dictadura Militar en La Argentina


La Dictadura Militar en La Argentina

 

A continuación mi compilación de tramos de webs para trabajo de prueba oral en clase de Lengua Española en Letras-Portugues/Español de La FURG. Fueron dos espacios del tiempo de dictatura en La Argentina.

En 1966, el general Juan Carlos Onganía llevó lo que llamó la "Revolución Argentina". A diferencia de los levantamientos anteriores, que establecen los gobiernos provisionales, se adoptó el modelo de Estado autoritario. Tres dictadores tuvieron éxito en el poder hasta la presión popular llevó a la convocatoria de elecciones presidenciales, con la victoria de Juan Perón en 1973.

Tres años más tarde, el 14 de marzo de 1976, un nuevo golpe juró en general Jorge Rafael Videla. En los próximos 17 años, hasta 1983, cuatro juntas militares al mando del país. Era la dictadura más violenta de América Latina, con un estimado de 30.000 civiles muertos en la "guerra sucia".

En 1966: Esta vez, el golpe se hace llamar "Revolución Argentina", cuyo objetivo consiste en controlar las políticas públicas bajo la imposición de un "Estado Burocrático Autoritario" y eliminar toda idea política, así como también a quienes las sostengan. Además, suprimir la prensa y apoyar masivamente a las empresas extranjeras. Fue designado presidente Juan Carlos Onganía, quien daba el ejemplo: no manejaba nada de política, ni siquiera quienes lo acompañaban en el gobierno, ya que se trataba más bien de gente relacionada a empresas, de tendencia nacionalista  y conservadora.

Lo primero que se dispuso desde el gobierno fue reemplazar la Constitución Nacional por el "Estatuto de la Revolución", seguidamente se suprimen los gastos destinados a los sectores débiles. Los sueldos inmóviles, los despidos y beneficios para trabajadores cortados, fueron características del plan de achique de este gobierno.

La dictadura militar tenía como prioridad normalizar la economía da la Argentina, afectada por una grave inflación producto del estancamiento económico, para lo cual se implementan medidas estratégicas; un ejemplo de éstas fue "El plan de Estabilización". Dicho plan benefició a gran parte del sector capitalista, pero impactó en los sectores asalariados que vieron estancados sus salarios y nula actividad sindical.

El gobierno toma un rol intervencionista, como base de organización política, que incluye la eliminación de los partidos políticos y todo lo relacionado a la democracia representativa. Ahora, los "nuevos políticos", eran empresarios o funcionarios administrativos, y esta situación llevó directamente a la violencia, pues los sectores obreros se resistieron a cualquier tipo de cambio impuesto por la dictadura, porque repercutían negativamente en este sector. La sociedad entera se encontró sin instituciones que aporten apoyo y respaldo a sus demandas.

El gobierno de Onganía es reconocido por militares liberales como autoritario y con características fascistas, por lo que entran en desacuerdo y enfrentamientos. Como resultado, los opuestos al presidente son destituidos y reemplazados.

Hacia fines de la década del ’60, el gobierno establece fuertes órdenes de prohibiciones en forma autoritaria, tales como:

•anular toda actividad política, -clausurar y censurar los medios de comunicación y reprimir toda forma de manifestación,

•suprimir instituciones legales que atendían los reclamos de la sociedad,

•intervenir las universidades, etc.

Estas son algunas de las tantas medidas que originan seria disconformidad en los sectores populares, en las fuerzas políticas y sindicales; y llevan a que los mencionados sectores exclamen por el peronismo.

Se rompe el orden impuesto por militares y surgen distintas organizaciones en la sociedad destinadas a resistir y luchar contra el totalitarismo estatal. Ante la falta de un régimen democrático que permita la participación y otorgue eficientes soluciones a los agravados conflictos, surgen distintos grupos de izquierda opuestos al gobierno militar que representaban a diversos sectores de la sociedad. Algunos autores los llamaron "grupos de nueva izquierda", pues luchan activamente contra la ilegalidad, pero algunos grupos de una manera particular: ahora eran agrupaciones armadas.

14 de marzo de 1976: Jorge Rafael Videla (Mercedes, Buenos Aires, 2 de agosto de 1925 - Marcos Paz, 17 de mayo de 2013) fue un militar y dictador argentino, designado presidente de facto de Argentina por una junta militar.Ocupó la presidencia de su país entre 1976 y 1981, durante la dictadura autodenominada Proceso de Reorganización Nacional, que se inició con el golpe de Estado del 24 de marzo de 1976. Además fue Jefe del Ejército Argentino entre 1975 y 1978.

La dictadura de Videla desapareció a más de 30.000 personas. El militar, que años después, ya en prisión, admitió haber matado a 7.000 u 8.000 personas, jamás pidió perdón por las barbaridades realizadas. Pero el régimen del terror impuesto en Argentina formaba en realidad parte de un plan terrorífico más amplio: la Operación Condor.

Las dictaduras del Cono Sur, que incluían a los gobiernos de Brasil, Argentina, Chile, Paraguay, Uruguay y Bolivia, perpetraron un plan para reprimir a sus opositores durante la década de los setenta y de los ochenta. Todo ello amparado con el apoyo tácito, financiero y técnico de Estados Unidos. Kissinger conoció y aprobó la guerra sucia y el terrorismo de estado en Latinoamérica. La CIA colaboró en las torturas y las desapariciones, como demostraron documentos desclasificados en los noventa.

"Cabe señalar que la palabra desaparecido es una sola, pero encierra cuatro conceptos: el secuestro de ciudadanas y ciudadanos inermes, su tortura, su asesinato y la desaparición de sus restos en el fuego, en el mar o en suelo ignoto, dijo Juan Gelman.

Relacto de Los Cadaveres Argentinos Encontrados En Playas Uruguayas

Los reportes estaban escritos a máquina, por agentes de inteligencia de la Prefectura uruguaya y algunos por peritos. Incluían descripciones como la siguiente: cuerpo femenino, cutis blanco, cabello negro, estatura 1,60 metro, complexión mediana, unos treinta años, tiempo de muerte aproximado de entre 20 y 25 días. “Indicios externos de violencia: signos de violación, probablemente con objetos punzantes; fracturas múltiples y el codo izquierdo destrozado; múltiples fracturas en ambas piernas con indicios de haber sido atadas; enorme cantidad de hematomas diseminados por todo el cuerpo; destrozo total del cráneo y del macizo oseofacial”, añadía. Otro parte hablaba de “fractura de muñecas, como si hubiera estado colgada de ellas; quemaduras en ambas manos; derrame sanguíneo interno provocado por la rotura de vértebras” y “zona pubiana, anal y perianal destrozada con objetos punzantes”.

En el juzgado de Torres entienden que esas imágenes dan cuenta de las condiciones en que se encontraban las víctimas y cómo eran arrojadas al mar desde aviones. Los informes daban casi por hecho que provenían de la Argentina. A veces por la ropa de una determinada marca. O por las corrientes marítimas se consignaba que –según se analizaba en un mapa– Buenos Aires era posible punto de origen.

La prueba irrefutable de los "vuelos de la muerte" salió a la luz en 2005 cuando el Equipo Argentino de Antropología Forense (EAAF) identificó unos cadáveres aparecidos en 1977 en la costa bonaerense. Se trataba de la fundadora de Madres de Plaza de Mayo Azucena Villaflor de Devincenti, sus compañeras Esther Ballestrino de Careaga, María Ponce de Bianco y Angela Aguad y la monja francesa Leonie Duquet, que habían sido secuestradas entre el 8 y 10 de diciembre. Los cadáveres aparecieron seis días después en las playas de Santa Teresita, arrastrados por la corriente marina, y fueron inhumados como NN en el cementerio de General Lavalle.

 

Para San Agustín, la memoria es un santuario vasto, sin límite, en el que se llama a los recuerdos que a uno se le antojan. Pero hay recuerdos que no necesitan ser llamados y siempre están ahí y muestran su rostro sin descanso. Es el rostro de los seres amados que las dictaduras militares desaparecieron. Pesan en el interior de cada familiar, de cada amigo, de cada compañero de trabajo, alimentan preguntas incesantes: ¿cómo murieron? ¿Quiénes lo mataron? ¿Por qué? ¿Dónde están sus restos para recuperarlos y darles un lugar de homenaje y de memoria? ¿Dónde está la verdad, su verdad? La nuestra es la verdad del sufrimiento. La de los asesinos, la cobardía del silencio. Así prolongan la impunidad de sus crímenes y la convierten en impunidad dos veces.

Juan Gelman

 

REFERENCIAS




Acceso en 02.07.16 en las 15h 50min.                                              


acceso en 02.07.16 en las 22h 30min.